Lançamento do livro “+5:30”

 

+5.30 horas, 27.647 quilómetros, 16 dias, 14 pessoas e 1 livro. 1 workshop de fotografia documental de viagem, dinamizado pelo  Movimento de Expressão Fotográfica em Dezembro do ano passado. Desta experiência nasceu um livro de grupo onde cada um mostra a Índia que viu e que vos quer dar a ver.

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O lançamento do livro com o título “+5:30” (diferença horária entre Portugal e Índia) é já no próximo dia 3 de Outubro, a partir das 17h30 e está integrado no encontro: Movimento e Imagem, do MEF.

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Inaugura hoje…

 

KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos. ktabna

Hoje às 19h, inaugura no Espaço Cultural da Mercês em Lisboa. Esta exposição é a visão de um grupo de viajantes que partilhou o Workshop de Fotografia Documental dinamizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica em Setembro de 2014 naquele país. São 16 autores que testemunham uma  jornada inesquecível através de 32 imagens fotográficas.

Um fotógrafo às terças – H-art Collective

 

H-art Collective. Pela primeira vez trago-vos um colectivo: são quatro fotógrafos Turcos (três dos quais residentes em Istambul). Pela primeira vez também, trago-vos fotografia captada com dispositivos móveis. O colectivo H-art actua na fotografia de rua captada precisamente com dispositivos móveis (falamos de smartphones).

Pela primeira vez na história, a maioria das fotografias não é captada através de dispositivos dedicados. Os smartphones tornaram-se o hub tecnológico mais importante na vida de centenas de milhões de pessoas (em 2014 foram vendidos 1244 milhões destes dispositivos em todo o mundo). Importantes por serem uma espécie de canivete suiço tecnológico: sim, fazem chamadas, mas congregam GPS e respectiva navegação, acesso à internet (de forma explícita, via browser, e de forma menos óbvia, através das “apps”), interacção com redes sociais, uma miríade de “apps” … e uma câmara fotográfica. A transposição da fotografia para os smartphones criou novas tendências e hábitos. Tornou-a ainda mais ubíqua. E, numa cultura que valoriza cada vez mais o imediatismo, a possibilidade de fotografar em qualquer circunstância (o smarphone, contrariamente a uma câmara – mesmo se compacta – acompanha-nos sempre), de a editar imediatamente e publicar a partir de qualquer lugar são atributos irresistíveis. Pelo meio, os fabricantes de material fotográfico têm um ajustamento doloroso a fazer: na primeira metade desta década a venda de câmaras fotográficas caiu dois terços, sendo que foram as máquinas compactas a acomodar o grosso dessa queda.

Mas o que é que isto tem a ver com fotografia? Isto não é suposto ser uma rubrica que trata de fotografia “séria”? Bom: tem tudo a ver com fotografia, ou não fosse esse o meio mais usado nos nossos dias para a captação de imagens. Quanto à “seriedade”, o dispositivo é um instrumento. Recomendo a leitura do texto “Points of Sufficiency” acerca da “Gear Lust”. Nos melhores smartphones já é possível encontrar sensores com uma qualidade “aceitável”, sendo que o termo aceitável depende do que se pretende fazer com a fotografia. A fotografia não vive apenas da resolução, da perfeição da exposição ou da gama dinâmica da imagem (caso contrário teríamos que limpar a maioria das imagens que vão ficando na história da fotografia). A questão essencial é, então, a de se os smartphones já atingiram um ponto em que são um meio válido de expressão de uma visão fotográfica. Um ponto em que permitem a criação de “objectos fotográficos” e não apenas uma função utilitária mediocremente exercida à falta de uma “máquina” decente. Pergunta que, se acaso respondesse negativamente, não estaria a escrever estas linhas.

O surgimento do colectivo H-art tem como pano de fundo a ascensão da fotografia móvel enquanto movimento global. Este movimento é suportado por um volume de produção imenso e tem vindo a estabelecer uma estética própria. O reconhecimento da fotografia móvel enquanto uma via “respeitável” ainda está por chegar. Na minha opinião isso decorre da sua massificação (daí resultando, indiscutivelmente, um fluxo imenso de imagens sofríveis), de não exigir qualquer competência técnica (são a “point and shoot” por excelência, o que significa que mesmo os conhecimento mais rudimentares de técnica fotográfica são dispensáveis … o que é pouco “digno” aos olhos de muitos) e a natural resistência à mudança (basta procurarem o que se escreveu acerca da introdução do filme de 35 mm). Preconceitos à parte, será difícil negar que abre a porta a novos experimentalismos.

Na fotografia móvel trabalha-se com as limitações técnicas do meio. Limitações que facilmente se esquecem quando se fotografa com uma “full-frame” digital moderna, mas que sempre estiveram presentes ao longo da história da fotografia. Hoje não é raro encontrar quem, fotografando muito ocasionalmente, tenha a “absoluta necessidade” de ter uma “full-frame”. A fotografia móvel é a afirmação de que podemos e devemos, sem qualquer drama, utilizar o que temos à mão. A afirmação de que a limitação pode ser um estímulo. E que o equipamento, sendo importante, está sobrevalorizado. O olhar é tudo.

O H-art Collective é composto por Ilknur Can, Emrullah Eyvallah, Sevil Alkan e Hakan Çınar.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por data de publicação e nome de autor.

Amanhã apresentamos KTABNA, o nosso livro. 16 olhares sobre Marrocos.

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Amanhã, 29 de Setembro às 19h, será apresentado na exposição KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos o livro fotográfico KTABNA, o nosso livro que reflete 16 olhares de uma viagem documental a Marrocos em 2014.

Com fotografia de Tânia Araújo, Luís Rocha, Pedro Nunes, Hugo Esteves, Andreia Rebelo, Vanessa Luis, Filipa Freitas, Rita Pedrosa, Carla Lopes, Catarina Correia de Sampaio, Rita Castro, Margarida Louro, Nelson Silva, Jacqueline Sousa, Helder Paulino e Cristina Coutinho.

O design é de Ana Esteves e a imagem da capa de Luís Rocha.

A edição é do Movimento de Expressão Fotográfica.

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+ 5:30, 13 olhares de uma viagem documental à Índia

+5.30 horas, 27.647 quilómetros, 16 dias, 14 pessoas e 1 livro. Escrito assim parece matemática, mas foram os números que marcaram o workshop documental de viagem, do Movimento de Expressão Fotográfica à Índia em Dezembro do ano passado. Desta experiência nasceu um livro de grupo onde cada um mostra a Índia que viu e que vos quer dar a ver.

O lançamento do livro com o título “+5:30”, o fuso horário que nos separava de cá, é no dia 3 de Outubro a partir das 5h30 da tarde e está integrado no encontro: Movimento e Imagem, do MEF
http://www.mef.pt/mef/movimento-e-imagem/

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Imagem da capa.

Com Alice WR, Daniela Conceição, Francisco Morais, Gonçalo Valverde, Ilídio Varandas, Joana Azevedo, Luís Rocha, Rui Antunes, Rui Santos, Susana Gonçalves, Tânia Araújo, Tânia Rodrigues e Raquel Batalha.

Prefácio de Filipe Homem Fonseca, design de Raquel Batalha e imagem de capa de Tânia Araújo.

Edição: Movimento de Expressão Fotográfica.


 

3 propostas fotográficas às quintas-feiras: Sally Mann, Come Again e Câmara Viajante

Finalizamos Setembro com 3 novas propostas.

 

Para ver, sugerimos…

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WHAT REMAINS: The Life and Work of Sally Mann, Documentário sobre a fotógrafa Sally Mann, onde são mostradas e comentadas algumas das suas fotografias mais conhecidas.

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Pare ler, sugerimos…

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O livro “Come Again” de Robert Frank.

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Para ver, sugerimos…

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A Câmara Viajante é um documentário de 20 minutos que trata de uma maneira bastante especial a fotografia enquanto atividade profissional, mas indo além disso, mostra o caráter substantivo da fotografia em relação à emoção. O filme é construído por aquilo que seus cinco principais personagens são, ou seja, dão vida, corpo e alma ao filme.

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Movimento de Expressão Fotográfica, 24 de Setembro de 2015.

Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por data de publicação.

KTABNA, um livro que reflete 16 olhares de uma viagem documental a Marrocos

No 29 de Setembro às 19h, será apresentado na exposição KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos o livro fotográfico KTABNA, o nosso livro que reflete 16 olhares de uma viagem documental a Marrocos em 2014. Com Tânia Araújo, Luís Rocha, Pedro Nunes, Hugo Esteves, Andreia Rebelo, Vanessa Luis, Filipa Freitas, Rita Pedrosa, Carla Lopes, Catarina Correia de Sampaio, Rita Castro, Margarida Louro, Nelson Silva, Jacqueline Sousa, Helder Paulino e Cristina Coutinho.

Design de Ana Esteves e imagem da capa de Luís Rocha.

Edição: Movimento de Expressão Fotográfica.

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Imagem da capa.

 

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Marcel Pedragosa

Marcel Pedragosa. Nasceu em Barcelona no ano de 1978. Em 2011 mudou-se para Paris onde começou por levar a cabo um projecto fotográfico interessantíssimo, “Parisii”. A Bibliothèque Nationale de France adquiriu em 2012 parte desse portfolio para a sua colecção permanente.

Pedragosa começou a fotografar em 2002, com a aquisição de uma reflex analógica. Em 2004 começa a estudar fotografia de forma estruturada. Desenvolveu uma relação forte com a Leica, que se iniciou com a visita a uma retrospetiva Henri Cartier-Bresson na sua cidade natal. Fotografa principalmente em filme e com uma Leica M7 usando Summilux 35 mm f/1.4. Utiliza a M9 para as suas incursões no digital. Cartier-Bresson e outras referências clássicas terão sido o “trigger” para mergulhar na fotografia. O estilo que viria a desenvolver, porém, é imensamente pessoal e livre.

“Parisii” é fotografado nas ruas de Paris e é a demonstração de que é possível um olhar novo, fresco, sobre uma cidade fotografada até à exaustão. Fotografia de rua? Não será o termo que melhor se aplica à obra de Pedragosa – nessa ou noutras séries. O que encontramos nas suas imagens é muito mais um expressionismo abstracto inspirado na vida quotidiana. O seu trabalho é impulsivo e enérgico, reflectindo sobre as relações entre a actividade humana e os espaços urbanos. A utilização do preto e branco é vista por ele como destinando-se a “simplificar a imagem e intensificar o grafismo das formas”. De facto, as imagens de Pedragosa mais do que mostrar clara e inequivocamente, “sugerem”. E, olhando as suas imagens com olhos de ver, não creio que as suas imagens resultassem a cor. Perder-se-ia a concisão que estas procuram veicular. Dito isto, Pedragosa já trabalhou a cor em trabalhos com um propósito comercial, mas – até agora – nunca nos seus projectos pessoais.

De facto, a pouca informação presente nas suas imagens promove a livre interpretação da sua fotografia. E, na verdade, é sempre assim … o nosso cérebro tem “horror ao vazio” e constrói as suas narrativas.

Esta qualidade das imagens de Pedragosa também contribui para a sua libertação de constrangimentos espácio-temporais. A maioria das pessoas são irreconhecíveis e os locais são livres de referências que identifiquem um tempo e um local. Esta falta de “referências”, que parece nortear o processo criativo e o estilo fotográfico de Pedragosa, produz um ambiente difuso que se distancia da forma como vemos e experienciamos a vida quotidiana.

Acerca de “Parisii”, colocando Pedragosa no discurso directo “This photographic series focuses on daily activity within public spaces: the metro, sidewalks, or any interior space depicting anonymous individuals of different gender, race and social condition. All of these images have been taken in the city of Paris, where I moved specifically to concentrate on this particular type of photography. As I believe the images indicate, the main purpose of this selection is not to show Paris “as we know it”. The images could come from any western metropolis. Within the whole body of work exists a clear effort to escape from the cliché in order to present blurred but credible characteristics of contemporary society. Solitude, individualism and ambiguity are some of the abstracts that compose the overarching narrative of these visions.”

“Western Eyes” é um outro projecto que surgiu de um convite que lhe foi endereçado pelo Festival Internacional de fotografia “Photograffiti” em Perm, na Russia. Pedragosa foi desafiado a fotografar localmente durante um fim-de-semana um ambiente e cultura com o qual ele não tinha qualquer contacto prévio. Era, verdadeiramente, estrangeiro e com capacidades de comunicação verbais praticamente inexistentes. Sobravam os olhos bem abertos (com uma Leica pelo meio) para captar intuitivamente os sentimentos e sensações de quem chega à remota cidade de Perm (1500 quilómetros a leste de Moscovo) apenas munido de um vago ideal do que seria o leste.

Todas as fotografias são da autoria de Marcel Pedragosa e extraídas das séries “Parisii” (as 8 primeiras) e “Western Eyes” (as restantes).

Site de Marcel Pedragosa.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por data de publicação e nome de autor.

Workshop de Fotografia Documental em Marrocos

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Fotografia de Luís Rocha, realizada no Workshop de Fotografia Documental em Marrocos em 2014.

O Movimento de Expressão Fotográfica dinamiza novamente o Workshop de Fotografia Documental em Marrocos. Enquanto não surgem os resultados fotográficos desta edição, é possível ver e ouvir os resultados da edição de 2014. Em Setembro inauguramos a Exposição KTABNA e apresentamos o respetivo livro fotográfico. A 3 de Outubro, Catarina Correia de Sampaio apresenta no evento Movimento e Imagem o seu trabalho fotográfico, desenvolvido durante a mesma viagem.

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Fotografia de Luís Rocha, realizada no Workshop de Fotografia Documental em Marrocos em 2014.

Movimento e Imagem, Francisco Morais

 

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Continuamos a divulgação dos autores presentes, com Francisco Morais, que realizou trabalho fotográfico documental na Índia no ano de 2014.

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“A Índia é viagem. Em tudo. 
Tudo na Índia nos confronta com realidades diferentes, com cheiros, cores e sabores distintos dos habituais. Mas tudo na Índia nos acaba por ser agradável, a simpatia das pessoas, a luz permanente, os olhares curiosos. 
Ao preparar esta viagem com o MEF, pensei que iria ficar fascinado com a grandeza e o caos das cidades e que iria dar menos valor fotográfico à pacatez e intimismo das aldeias. Acabou por acontecer precisamente o oposto, foi nas aldeias que melhor percebi o que é India e foi nas aldeias que mais partido tirei do que gosto de fotografar. Foi nas aldeias do estado do Gujarat que descobri a humildade das pessoas, a curiosidade das crianças, a dificuldade da vida num espaço onde há muito pouco. 
Não é fácil ir à Índia e não ficar com uma vontade irresistível de voltar. ”


Viagem documental a São Tomé e Príncipe

Um diário de viagem por Luís Rocha

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© Luís Rocha

Em 2006, Luís Rocha, que acompanha fotograficamente os alunos no workshop de fotografia documental em São Tomé e Príncipe, escreveu o diário de viagem “Voltaremos na Gravana” durante a sua estadia em São Tomé.

3 Propostas Fotográficas às Quintas-Feiras: Museu de Fotografia, Georges Dussaud e Delfim Sardo

A meio do mês de Setembro, vamos até Marrocos, onde visitamos o Museu de Fotografia, passamos por Bragança com a visita ao Centro de Fotografia Georges Dussaud e acompanhamos a viagem com o livro “Fotografia – modo de usar” de Delfim Sardo.

Para visitar, sugerimos:

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Museu de Fotografia de Marraquexe estrutura criada por Hamid Mergani e Patrick Manac´h, está aberto desde 2009. Principal objectivo deste museu é o de mostrar Marrocos visto por aqueles que o visitam desde os primórdios da fotografia até ao período moderno.

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Para visitar, sugerimos:

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Inaugurado em 2013, durante as comemorações do 25 de abril, o Centro de Fotografia Georges Dussaud ocupa o primeiro andar do edifício Paulo Quintela.

A coleção apresentada da autoria de Georges Dussaud é constituída por um total de 148 fotografias a preto e branco. Este acervo fotográfico conta com retratos, de onde sobressaem histórias de vida, povoadas de homens, mulheres e crianças, mas também de lugares, de olhares, de gestos, de instantes irrepetíveis registados a cada rigoroso disparo da máquina fotográfica.

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Para ler, sugerimos:

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Fotografia: Modo de Usar de Delfim Sardo. O objetivo central que presidiu a esta publicação foi a de produzir uma visão alargada da fotografia que hoje se pratica em Portugal no campo das artes visuais e deixando de lado um pensamento disciplinar sobre a fotografia. Poderíamos dizer que se centrou mais no campo do fotográfico do que no campo da fotografia enquanto tal – ou seja, no campo da fotografia que possui uma expressão que passa por uma integração numa tradição (por mais ficcionada que ela seja) de uma história da fotografia. Não é, portanto e também, um livro de história da fotografia, embora possa contribuir para alguma sistematização a partir dos seus praticantes, mas é-lhe central a condição de que a reflexão sobre a fotografia tem conhecido desenvolvimentos muito interessantes no interior do campo cultural das artes visuais, mais do que no campo específico disciplinar da fotografia – o que, aliás, não é mais do que uma consequência da diluição disciplinar que o último meio século generalizou. [Delfim Sardo]

 

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Movimento de Expressão Fotográfica, 17 de Setembro de 2015.

Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por data de publicação.

 

Exposição “Integrar pela Arte – Estórias do Eu”

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Galeria Municipal de Exposições Palácio Quinta da Piedade receberá uma exposição de Fotografia “Integrar pela Arte – Estórias do Eu” em parceria com o MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, que certamente não vai querer deixar de a visitar, cuja inauguração tem lugar na próxima 6ª feira pelas 19 horas, momento para o qual reforçamos o nosso convite.

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