MOVIMENTO E IMAGEM, Sofia Marques Ferreira

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Continuamos a divulgação dos autores presentes, com Sofia Marques Ferreira, que realizou trabalho fotográfico documental e performático em Marrocos no ano de 2013.

© Sofia Marques Ferreira
© Sofia Marques Ferreira
INDOOR é uma coleção de imagens que assentam no gesto performático da fotógrafa num espaço aberto do deserto Atlas.
A câmara instala-se, colhe movimentos e texturas, constituindo um só corpo. O observador das imagens é convidado a participar na construção de paisagens, esbatendo-se a fronteira entre o captado e o vivenciado.

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Workshop de Fotografia em Festivais de Música no Jameson Urban Routes

©Alípio Padilha
©Alípio Padilha

O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF em colaboração com a Associação Portuguesa de Festivais de Música – APORFEST, promove uma nova edição do Workshop de Fotografia em Festivais de Música.

Após duas edições com coberturas fotográficas completas no Misty Fest (2014) e Belém Art Fest (2015), é proporcionado mais um momento de integração em festival, desta vez na réentrée com o Jameson Urban Routes.

Mais informações e Inscrições AQUI

Um Fotógrafo às Terças – Valter Vinagre

Valter Vinagre. Nasceu em Avelãs de Caminho, no concelho de Anadia, em 1954. Estudou fotografia no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual entre 1986 e 1989. O seu trabalho fotográfico começa em meados da década de 1980, na imprensa regional. Seguem-se jornais de distribuição nacional, como o Expresso e o Público.

Têm até ao dia 4 de Outubro a possibilidade de visitar a sua mais recente exposição, “Posto de Trabalho” na Fundação EDP. Na senda do seu registo habitual, as suas fotografias são mais perguntas que respostas. Notáveis pelo que mostram, mas também pelo que fica fora da imagem.

Comecemos pelo “Posto de Trabalho”. Esta série resulta de um trabalho fotográfico desenvolvido entre 2010 e 2013. Confrontados com as imagens a frio e sem qualquer contexto, estes espaços improvisados, confusos e lúgubres que o fotógrafo escolhe iluminar com uma luz incisiva, estas são-nos desconfortavelmente distópicas. As “construções” precárias (noutros casos nem construções são de todo) acolhem (expressão eufemística) a consumação do “acto” no mundo sombrio da prostituição de beira de estrada. Citando o próprio autor, “As fotografias que apresento nesta série – «Posto de trabalho» não mostram gente, mas é de gente que falam. Temos espaços e construções de aspecto efémero que abrigam e ocultam uma actividade laboral subterrânea. Através destas imagens procuro falar da prática de prostituição numa das suas vertentes – talvez a mais dura, perigosa e menos digna para as suas trabalhadoras e clientes. Falar da prostituição de berma de estrada implica reflectir na sua dualidade público/privado. É público, porque se anuncia/mostra na berma de estrada. É privado, porque as suas práticas se fazem longe de olhares indiscretos, no recato da floresta, no interior de abrigos improvisados.”

Sobre o que o terá levado até este projecto, “Penso muito no que me leva até certos trabalhos. E chego à conclusão que muitas coisas a que me dedico são autobiográficas. Algumas realidades fizeram parte da minha infância de tal maneira que em determinado momento tenho de parar e pensar sobre elas. Nasci numa terra que é atravessada pela Nacional 1. Era uma zona de muitos acidentes. A partir dessas memórias fiz o Para. Quando era pequeno, saía de casa, atravessava o quintal e a estrada e estava na escola. A estrada esteve sempre presente durante a minha infância e, quando olho para trás, noto que o meu trabalho está muito ligado a ela. São cenários de extrema violência. E esse é um dos temas que me interessa tratar – a questão da violência na sociedade contemporânea.” Violência. Sim, a violência de que Valter Vinagre fala é transversal à sua obra. Esta funciona, todavia, muito mais como um substrato para o seu trabalho sobre o qual uma narrativa sobre a violência se constrói. Ela – a violência – é sempre implícita e nunca explícita.

Animais de Estimação” tem como ponto de partida um desafio relacionado com o registo fotográfico da Biodiversidade em Portugal. Valter Vinagre subverte de forma inteligentemente provocadora esse ponto de partida e com esse trabalho pretende “(…)registar a teimosia humana, a necessidade que temos de tentar perpectuar memórias, neste caso memórias naturais em extinção.”. Mais do que isso, os animais embalsamados surgem em ambientes domésticos totalmente prosaicos, reforçando a antítese com o ideal de ambiente livre e selvagem que ressoa quando se invoca o termo “biodiversidade”. A cor e a dinâmica vibrante da vida solta de amarras é substituída por criaturas empalhadas, permanentemente imóveis e fixadas monocromaticamente e com a luz fria do flash. Novamente a distopia.

Olha”. Aqui Valter Vinagre volta o seu olhar para a violência doméstica, num trabalho que resulta de uma colaboração com a APAV. Como é habitual no seu trabalho, encontramos também aqui a recusa do óbvio. Do choque. Do fácil. Do espetáculo. Não há sangue, queimaduras, hematomas ou membros partidos. Há uma serenidade silenciosamente cúmplice com as vítimas da violência. Explorá-las de forma voyeur não seria o prolongamento da violência, agora travestida de boas intenções humanistas?

Termino renovando o desafio para que não percam a oportunidade de apreciar ao vivo e a cores o mais recente trabalho de Valter Vinagre. (Re)descobrirão um dos mais notáveis fotógrafos portugueses em actividade.

Site de Valter Vinagre.

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Todas as imagens de © Valter Vinagre


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por data de publicação e nome de autor.

Ws de Fotografia Documental e Cultura Vínica – foto de grupo

WsDocVin
© Francisco Morais

Decorreu neste passado fim de semana na Casa Agrícola Horácio SimõesWorkshop de Fotografia Documental e Cultura Vínica. Agradecemos ao grupo de participantes toda a entrega e partilha  e ao produtor Pedro Camacho Simões, agradecemos a excelente colaboração e a forma como nos recebeu durante os dois dias de formação.

Movimento e Imagem, Hugo Esteves

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Continuamos a divulgação dos autores presentes, com Hugo Esteves, que realizou trabalho fotográfico documental na Índia no ano de 2013.


 

© Hugo Esteves
© Hugo Esteves

Há poucos países como a Índia. Diria que é único na sua maneira de ser, na sua maneira de se vestir e de estar. Pode assumir várias faces, o passado, o presente e o futuro em cada instante, em cada lugar. Essa mistura de identidades torna-se muito visível logo desde que se aterra e nunca desaparece; está em cada pessoa, de qualquer idade, com quem nos cruzamos, em cada casa que nos é aberta, como se fossemos da família distante que outrora emigrou. Revela-se simples; é um privilégio viajar quando os seus sorrisos são tão puros que nos fazem querer ficar por lá, a sorrir, a aproveitar cada momento da sua companhia. Torna-se complexa em cada rua que se descobre e se redescobre, pela diversidade de culturas e religiões que nos assaltam o espírito e nos fazem constantemente questionar. Mas, assim, e embora não havendo apenas uma Índia, diria que todas elas têm uma característica em comum: são incompreendidas. 

 
Com a vontade de as compreender, resultou este trabalho. Nada mais é do que uma tentativa de documentar visualmente um pouco de uma delas, a minha, a que conheci. Não houve temas, não há conclusões; houve, sim, uma linha orientadora e ficaram momentos fotográficos marcadamente enriquecidos pelas pessoas que, humildemente, me quiseram conhecer. 

Movimento e Imagem, conversas fotográficas e entrega de diplomas

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O MEF realiza o encontro: Movimento e Imagem, que terá como pontos fortes a intervenção de 6 fotógrafos que apresentam os seus trabalhos fotográficos, resultantes dos workshops de fotografia documental dinamizados pelo MEF na Índia, Marrocos e em São Tomé e Príncipe e a entrega de diplomas das ações de formação do MEF, correspondentes aos anos 2014 e 2015.

Movimento e Imagem, Carlos Muralhas

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Continuamos a divulgação dos autores presentes, com Carlos Muralhas, que realizou trabalho fotográfico documental na Índia no ano de 2012.


© Carlos Muralhas
© Carlos Muralhas

Ouve-se dizer que a Índia é um país de contrastes, no entanto só quando vivenciamos essa sociedade é que nos apercebemos da verdadeira dimensão dessa ideia. Os contrastes sentem-se em tudo, na sujidade das ruas ao passo que os Indianos e as suas casas são tão limpas, no caos do trânsito mas que no entanto se sente seguro e respeitador sem orgulhos, animais, transeuntes, bicicletas, motas e carros convivem nas ruas em caos ordenado, das diferenças entre as cidades e as aldeias do interior mas com pessoas tão semelhantes na sua maneira de agir devido ao mesmo coração curioso, aberto e generoso.

Podia dizer que amei a Índia mas a verdade é que amei acima de tudo os indianos. Qualquer momento passado neste tão longínquo país, é um momento que não se esquecerá jamais. O que mais me marcou é que apesar de uma vida notoriamente dura os indianos se entregam com uma intensidade de prazer e com uma curiosidade quase infantil a tudo o que os rodeia. A pós-modernidade parece não ter ainda invadido a alma destas pessoas e isso, na realidade, é uma coisa boa que se sente nos olhares que se cruzam, nos aromas das especiarias dos bazares, nas cores incríveis das vestimentas, na azáfama dos templos apinhados de devotos, nas oficinas de rua onde tudo se fabrica e tudo se remenda pois tal como nos disseram tantas vezes: “Índia, no problem”.

Obrigado Índia. Obrigado pela parte do meu coração que lá ficou.


KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos

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A 29 de Setembro às 19h, inaugura “KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos”. Esta exposição é a visão de um grupo de viajantes que partilhou o Workshop de Fotografia Documental dinamizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica em Setembro de 2014 naquele país. São 16 autores que testemunham uma  jornada inesquecível através de 32 imagens fotográficas.

Nova edição do Workshop de Fotografia em Festivais de Música

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– INSCRIÇÕES ABERTAS –

O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF em colaboração com a Associação Portuguesa de Festivais de Música – APORFEST, promove uma nova edição do Workshop de Fotografia em Festivais de Música.

Após duas edições com coberturas fotográficas completas no Misty Fest (2014) e Belém Art Fest (2015), é proporcionado mais um momento de integração em festival, desta vez na réentrée com o Jameson Urban Routes.

3 propostas fotográficas às quintas-feiras: Barbado, Pequena Galeria e STET

Continuamos em Setembro, passeamos por Lisboa, visitamos 3 locais onde a fotografia é para ser vista e conversada.

Para visitar, sugerimos:

© BARBADO GALLERY
© BARBADO GALLERY

Galeria dedicada à Fotografia em Lisboa, Barbado Gallery. Ler interessante artigo no Público sobre esta galeria.

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Para visitar, sugerimos:

Captura de ecrã 2015-09-2, às 23.04.28

A Pequena Galeria é um espaço dedicado à divulgação da fotografia e à promoção do colecionismo. É um projecto colectivo que ocupa um pequeno espaço de exposição, informação e comercialização de arte, tendo a fotografia como interesse preponderante.

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Para visitar, sugerimos:

Captura de ecrã 2015-09-2, às 23.08.28

STET – livros & fotografias é uma associação cultural que tem como base uma livraria especializada em livros e fotografias, edições de autor, livros de artista e teoria da imagem.

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Movimento de Expressão Fotográfica, 10 de Setembro de 2015.

Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por data de publicação.

Movimento e Imagem, Cristina Coutinho

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Continuamos a divulgação dos autores presentes, com Cristina Coutinho, que realizou trabalho fotográfico documental em São Tomé e Príncipe no ano de 2015.


© Cristina Coutinho
© Cristina Coutinho

São Tomé e Príncipe, um paraíso esquecido no meio do Atlântico, repleto de uma riqueza natural incomparável, de um povo conformado com a sua sorte e de uma História de escravidão.

Estes dois pedaços de terra são hoje a sombra do que foi outrora o maior império de produção de cacau e de café em todo o Mundo, um império dirigido e explorado pelo Governo Português, onde agora se vislumbram os vestígios de riqueza e prosperidade que um dia aquelas colónias conheceram.

Entre sanzalas e roças abandonadas, encontramos pessoas que vivem aleadas do resto do mundo, que não são dali mas para ali vieram e ali ficaram, crianças alegres e despreocupadas que gravitam entre brincadeiras infantis e atitudes forçadamente adultas.

Foi esta realidade singular que tive oportunidade de experienciar e que pretendo refletir neste trabalho fotográfico.


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Ralph Eugene Meatyard

Ralph Eugene Meatyard, fotógrafo americano nascido em 1925 em Normal, Illinois. Faleceu aos 46 em Lexington, Kentucky, vítima de cancro (as fontes não são concordantes, referindo uma outra que a sua morte decorreu de complicações cardíacas congénitas).

Durante toda a sua vida adulta trabalhou numa óptica 5 dias e meio por semana, dedicando-se ao fabrico de lentes para óculos. A fotografia era um hobby. Considerava-se um “amador dedicado”. Eis um pai de família, com um emprego a tempo inteiro, que viveu uma vida curta e sempre afastada dos principais centros culturais do país (todas as suas fotografias foram tiradas na zona de Lexington para onde se mudou em 1950 e aí viveu até à sua morte em 1972). E, contudo, nos seus tempos livres, experimentou, ousou. Criou. E de que forma …

Segundo Guy Davenport, que conheceu pessoalmente Ralph Eugene Meatyard, este adquiriu a sua primeira câmara aos 25 anos e com a finalidade de fotografar o seu primeiro filho. Em 1954, Meatyard junta-se ao clube de fotografia local, o “Lexington Camera Club”. Aí encontra em Cranston Ritchie e Van Deren Coke, outros membros do clube, os seus principais mentores e fontes de inspiração. Meatyard, porém trilha o seu próprio caminho e fá-lo rejeitando convenções e ortodoxias. Improvisa. Trabalha com exposições múltiplas, exposições arrastadas e outros métodos que promovem a abstracção fotográfica.

O seu trabalho fotográfico era descontínuo, pontuado por surtos quase frenéticos, ficando os filmes por revelar durante bastante tempo, ao que se sucedia um trabalho febril dedicado à sua revelação. O facto de a fotografia ser um hobby que se alimentava do seu tempo livre ajuda a perceber este ritmo irregular.

Fotografou e revelou milhares de imagens. O seu trabalho tem vindo a ser descoberto ao longo do tempo. A Phaidon dedicou-lhe uma edição em 2002. O escritor e crítico Guy Davenport publica, em 2004, o título Ralph Eugene Meatyard. Neste, o trabalho do fotógrafo é analisado com maior abrangência e profundidade.

Meatyard foi um leitor voraz (segundo se diz, lia mesmo enquanto conduzia). A paixão pela leitura aproximou-o de escritores locais, incluindo, entre outros o já nosso “conhecido” Guy Davenport. Num registo menos “secular”, é muito curioso notar que Meatyard estabeleceu uma ligação (e correspondência escrita) com o monge Thomas Merton, figura destacadíssima da espiritualidade católica, que vivia num mosteiro de monges trapistas situado no mesmo estado onde Meatyard residia. Ambos partilhavam um ardente interesse pela literatura, filosofia e espiritualidade ocidental e oriental. Merton surge em algumas das experimentações fotográficas de Meatyard e, após a morte acidental de Merton na Tailândia (em 1968) escreveria a sua eulogia fúnebre, publicada no jornal Kentucky Kernel.

O último dos seus projectos seria o designado The Family Album of Lucybelle Crater. Este consiste numa série de retratos da sua esposa, filhos e outros elementos da sua família (além de amigos). Foi publicado postumamente em 1974. O título do trabalho foi inspirado no conto de Flannery O’Connor (nascida no mesmo ano de Meatyard) intitulado “The Life You Save May Be Your Own”. Neste, uma mulher apresenta-se a si mesma e à sua filha surda-muda como “Lucynell Crater.” Nesta série todos os fotografados surgem com uma máscara e são identificados como sendo “Lucynell Crater.”

Meatyard adquiriu a sua primeira câmara para fotografar o seu primogénito. Não há nada de mais prosaico que fotografar a família. Com o seu último trabalho, volta a fotografar a sua família. De alguma forma é um regresso às origens, trabalhando dentro da tradição mais popular da fotografia. Fa-lo, porém, pervertendo-a e, nesse sentido, pode ser considerado um trabalho fortemente conceptual. As imagens fazem-se acompanhar de legendas tão auto-reflexivas e crípticas como “Lucybelle Crater and her editorial friend’s symbolic son”.

Ralph Eugene Meatyard. Hoje celebramos a sua pulsão criadora. Tão forte que se revelou ao menor estímulo e brotou, escorrendo livre de baias e formatações. É-se artista quando se consegue lançar um olhar novo sobre o mundo. Meatyard foi um deles, sem que nunca tivesse sido “treinado” para sê-lo.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por data de publicação e nome de autor.

Movimento e Imagem, Catarina Correia de Sampaio

No dia 3 de Outubro, realizamos o evento Movimento e Imagem, que tem como aliciante, entre outras surpresas,  a apresentação de trabalhos fotográficos de 6 autores que viajaram com o MEF desde 2012 e a entrega de diplomas das ações de formação de 2104 e 2015.

Iniciamos hoje a divulgação dos autores presentes, com Catarina Correia de Sampaio, que realizou trabalho fotográfico documental em Marrocos no ano de 2014.


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© Catarina Correia de Sampaio
Marrocos foi para mim uma viagem de descoberta do que pode ser o meu olhar sobre os outros e sobre mim mesma. Deparando-me com uma realidade tão diferente e, ao mesmo tempo tão semelhante com o que me rodeia habitualmente, fui fotografando, tentando apreender através da máquina como é a vida aqui tão perto e ali tão longe. Vi um país de contrastes: de desertos e de oásis, de calor abrasador e de chuva que destrói estradas. Vi um povo, pobre materialmente, mas rico em hospitalidade. Vi uma terra de vibrantes medinas cheias de vida e outra terra de ruínas milenares, testemunhas silenciosas de uma antiga história. O silêncio e o barulho ensurdecedor … As roupas coloridas e as negras burkas que tudo tapam.  
 
Fui com pouca ideia de quem sou na Fotografia, voltei cheia de ideias do que poderá ser a “minha Fotografia”.


Recordamos o projeto Este Espaço Que Habito no P3 do Público

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Em 2014, o P3 do Público criou Histórias fechadas dentro de uma pinhole com as imagens realizadas pelos jovens participantes no projeto Este Espaço Que Habito. Recuperamos hoje essa publicação com as fotografias que estiveram expostas em diversos locais, como o Museu Nacional de Machado de Castro em Coimbra, no Mira Forum no Porto, na Galeria Municipal da Guarda, na Assembleia da República em Lisboa, na Bienal de Fotografia em Vila Franca de Xira e na Capela do Palácio Centeno em Lisboa.