Reportagem fotográfica do 4º dia do Festival Jameson Urban Routes

O MEF está presente no festival Jameson Urban Routes com o Workshop de Fotografia em Festivais de Música, Luís Rocha, um dos formadores desta ação de formação, mostra alguns momentos do 4º dia do festival.
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O projeto Este Espaço Que Habito documentado pela Fundação Calouste Gulbenkian

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O projeto Integrar pela Arte – Este Espaço Que Habito, é apresentado, juntamente com os restantes projetos PARTIS,  num documento vídeo realizado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Desenvolvido em seis centros educativos dos distritos da Guarda, Porto, Coimbra e Lisboa, o projeto utiliza a fotografia como meio facilitador de aquisição de competências, quer escolares quer sociais. Foram abrangidos cerca de 200 jovens entre os 14 e os 20 anos em cumprimento de  medidas tutelares de internamento.

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Museu Americano de Fotografia, Mark Tucker, Aneta Bartos

Finalizamos o mês de Outubro, viajamos até ao The American Museum of Photography, visitamos o fotógrafo Mark Tucker e exploramos a sensualidade através da fotógrafa polaca Aneta Bartos.

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Para visitar, sugerimos…amplogom

O Museu Americano de Fotografia é um Museu Virtual. Estão abertos 24 horas por dia, 365 dias por ano.

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Para conhecer, sugerimos…

© Mark Tucker. Anderson Ranch, Colorado.
© Mark Tucker. Anderson Ranch, Colorado.

Mark Tucker é um fotógrafo comercial americano. Aconselhamos a visita à página deste fotógrafo, devido à originalidade de alguns dos seus trabalhos.

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Para conhecer, sugerimos…

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Aneta Bartosfotógrafa polaca. Constrói  imagens que facilmente se confundem com pinturas. Nas suas séries fotográficas explora a sexualidade humana.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


Encontro do Workshop de Fotografia Documental na China

© Luís Rocha
© Luís Rocha

Realizámos ontem o último encontro preparatório do Workshop de Fotografia Documental à China. Encontro fotográfico, cultural e gastronómico, na Cozinha Popular da Mouraria em Lisboa a quem agradecemos a hospitalidade. Um agradecimento especial à cozinheira Ha, original do Vietname, que nos presenteou com uma refeição genuína, com sabores e aromas do Oriente.

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Aaron Siskind

I may be wrong, but the essential illustrative nature of most documentary photography, and the worship of the object per se, in our best nature photography, is not enough to satisfy the man of today, compounded as he is of Christ, Freud, and Marx.

Aaron Siskind nasceu no início do século XX (1903) em Nova Iorque. Foi o quinto de seis filhos de emigrantes judeus com origem russa. Artisticamente, os seus primeiros amores foram a música e a poesia. A fotografia entra na sua vida graças a uma câmara que lhe foi oferecida como prenda de casamento em 1929. E não perdeu tempo: começou a fotografar na sua lua de mel. Siskind era então professor de inglês. E continuaria a sê-lo (ensinou durante 21 anos) quando começou o seu percurso mais a sério na fotografia, adquirindo uma Voigtlander Avus e associando-se à Film and Photo League. Começou pela fotografia documental. Esta – como se deduz da citação inicial – não a satisfez.

É no início da década de 1940 que o trabalho de Siskind adquire um carácter mais metafórico e abstrato (que se afirmaria como traço mais forte e distintivo da sua obra). Nessa altura convivia frequentemente com expressionistas abstratos como Franz Kline, Barrett Newman, Adolph Gottlieb, Willem de Kooning e Mark Rothko, tendo começado a exibir os seus trabalhos na galleria Charles Egan, especializada nesse movimento artístico. Nova Iorque era o epicentro do expressionismo abstrato e foi no seu seio (e não na comunidade fotográfica) que a sua obra ganhou primeiramente admiração.

Acerca da sua visão fotográfica, Siskind refere: “Move on objects with your eye straight on, to the left, around to the right. Watch them grow large as you approach, group and regroup themselves as you shift your position. Relationships gradually emerge and sometimes assume themselves with finality. And that’s your picture.”

A convite de Harry Callahan (outro ilustre fotógrafo americano), Siskind juntou-se ao corpo docente do Instituto de Design em Chicago em 1951. A arquitectura foi um dos principais focos do seu trabalho na década de 1950. Envolveu-se com os seus estudantes em projectos ambiciosos de documentação das construções da Adler & Sullivan em Chicago ou dos interiores dos edifícios de Mies van der Rohe’s. Viria a assumir a chefia do programa de fotografia quando Callahan abandonou o instituto em 1961. Voltariam a reunir-se em 1971 quando Siskind deixou Chicago para ensinar na Escola de Design de Rhode Island onde Callahan era professor. Siskind permaneceria aí até se aposentar em 1976.

Numa outra série fotografada na década de 1950, “Pleasures and Terrors of Levitation”, fixa, contra um céu limpo, a silhueta escura de mergulhadores suspensos no ar. Captada nas margens do lago Michigan, as faces e corpos contorcidos deixam adivinhar a intenção expressiva de Siskind contida no seu título.

Todavia, as fachadas urbanas, graffiti, figuras isoladas ou muros de pedra seriam o seu principal objecto fotográfico. As fotografias de Siskind são “extracções” que, isoladas do seu contexto, têm um pendor fortemente gráfico e abstrato.

Em 1961, quando já eram amigos de longa data, Siskind quis homenagear Franz Kline fotograficamente. Essa intenção surgiu numa das suas deambulações pelo México, ao passar por San Luis Potosi, deparou com uma parede com pinceladas aleatórias que lhe fizeram recordar a obra do seu amigo. A concretização dessa ideia só teria início, porém, em 1972 numa outra viagem de carro através do México – desta vez por Jalapa. A homenagem a Franz Kline é composta por seis trabalhos, cada um dos quais com a indicação da data e local da sua captação.

Siskind estabeleceu pontes admiráveis com outras formas de expressão plástica. Na verdade, conviveu muito mais com designers, arquitectos ou pintores. As “fronteiras” são sempre terrenos criativamente férteis.

Terrors and Pleasures of Levitation, No. 99
Terrors and Pleasures of Levitation, No. 99
Terrors and Pleasures of Levitation
Terrors and Pleasures of Levitation

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Jerome, Arizona 21 -- 1949
Jerome, Arizona 21 — 1949

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.


Workshop de Fotografia Documental nas ilhas de São Tomé e Príncipe

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Em 2016 o Movimento de Expressão Fotográfica promove o Workshop de Fotografia Documental, sendo o destino as ilhas de S. Tomé e Príncipe. Esta viagem tem como desafio fotográfico o de documentar o quotidiano das roças que são parte integrante da paisagem deste país e ícone cultural e identitário do povo são-tomense [iremos visitar as roças: Plateau, Bombaim, Água Izé, S. João de Angolares, Abade, Sundy, Agostinho Neto, entre outras] onde algumas delas ainda conservam as suas explorações de café e de cacau.

Fotografias de © Luís Rocha

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Fotografia documental sobre o quotidiano das roças de São Tomé e Príncipe

Jameson Urban Routes, 2015. 2º dia de reportagem.

O MEF no Workshop de Fotografia em Festivais de Música.

Publicamos a reportagem fotográfica, com fotografias de Luís Rocha, do 2º dia do Jameson Urban Routes. 

Galeria com as imagens realizadas pelos participantes no âmbito do workshop AQUI

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Movimento de Expressão Fotográfica

Em colaboração com a Associação Portuguesa de Festivais de Música – APORFEST.


Iniciámos o JAMESON URBAN ROUTES 2015

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Iniciámos ontem o Workshop de Fotografia em Festivais de Música.  A vertente prática desta ação de formação acontece durante o Festival Jameson Urban Routes 2015 que se realiza na MUSICBOX.

Reportagem fotográfica do 1º dia de terreno com fotografia de Luís Rocha. MEF_Ws_02 MEF_Ws_03 MEF_Ws_04 MEF_Ws_05

Esta ação de formação é promovida em colaboração com a Associação Portuguesa de Festivais de Música – APORFEST.

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Lomografia, nophoto, CCCTV

Voltamos à imagem pela imagem, 3 novas propostas para conhecer a fotografia.

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Para conhecer, sugerimos…

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“Corria o ano de 1982 e o mundo ainda estava em plena Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. O general amante da fotografia, tinha-se deixado encantar por uma pequena máquina japonesa, muito resistente e cujas lentes eram de qualidade excepcional. A ideia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda, com todas as famílias da URSS a documentarem amplamente, graças a elas, o estilo de vida soviético.
A Lomo Kompact Automat foi produzida em série e vendida não só na União Soviética, mas também em países como o Vietname, a Alemanha de Leste e Cuba. Ler mais…

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Para conhecer, sugerimos…

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NOPHOTO é um colectivo de fotografia contemporânea nascido em 2005 com o objetivo de construir projectos individuais e colectivos não convencionais.

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Para visitar, sugerimos…

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Fundada em 1979, a Cooperativa de Comunicação e Cultura tem desenvolvido ao longo das últimas décadas projectos e actividades em campos tão diversos como a literatura, o cinema, as artes performativas, fotografia e artes plásticas.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


Saída de campo do Curso de Iniciação à Fotografia

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© Ekaitz Lopez

Apesar das difíceis condições atmosféricas sentidas no passado sábado, dia 17, não deixámos de realizar a saída de campo do atual Curso de Iniciação à Fotografia. Hoje, visualizamos os resultados dos exercícios.

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Kikuji Kawada

Kikuji Kawada nasceu no primeiro dia do ano de 1933. Depois de Masahisa Fukase, nascido no ano seguinte e já aqui destacado há algumas semanas, é o segundo fotógrafo da “geração perdida” de japoneses nascidos antes do início da segunda grande guerra e que cresceram numa nação humilhada, derrotada e devastada. Não será o último. A dita “geração perdida”, decididamente, não o foi do ponto de vista artístico. Kawada, em 1959, fundou o colectivo VIVO, juntamente com nomes como Akira Sato, Eikoh Hosoe, Ikko Narahara, Akira Tanno e Shomei Tomatsu (… geração perdida?).

Há 50 anos, no dia 6 de Agosto de 1965, foi lançado um dos mais extraordinários objectos fotográficos de sempre. Tinha por título “Chizu” (O Mapa). Nesse dia passavam 20 anos desde a detonação da bomba atómica sobre Hiroshima.

O que faz de “Chizu” um livro único não é o tema que ele cobre (palavra que não será a mais adequada para um livro como este). A destruição de Hiroshima foi, entre outros, fotografada por Ken Domon ou Shomei Tomatso. O que distingue “Chizu” é a forma como lida com o tema e é isso que o tem feito tantos referirem-se a ele nas últimas décadas como o melhor ensaio fotográfico de sempre. Eu sou mais prudente quanto aos “absolutos”, mas sou incapaz de esconder o sentimento esmagador de transcendência que esta obra transmite.

Se pensarmos que “Chizu” significa “Mapa”, isso é algo que não encontramos nesta obra num sentido literal. Num sentido mais metafórico, porém, estão lá. Não um mas muitos. Estes mapas são imagens intrincadamente abstratas das paredes torturadas da Cúpula Genbaku (actualmente o Memorial da Paz de Hiroshima). Numa composição engenhosa na qual as imagens se desdobram, tornando o livro um objecto fotográfico fascinante, estas imagens são alternadas com os despojos da guerra. Sucatas, o espólio deixado por pilotos Kamikaze, ruínas de fortificações, soldados mortos, tampas de garrafa, televisões ou bandeiras rasgadas. Até latas de Coca-Cola. Um exercício catártico do passado recente do seu país. Nos termos do fotógrafo britânico Martin Parr:

«No photobook has been more successful in combining graphic design with complex photographic narrative…[as its] various layers inside [are] peeled away like archaeological strata, the whole process of viewing the book becomes one of uncovering and contemplating the ramifications of recent Japanese history — especially the country’s tangled relationship with the United States… His photographs are a masterly amalgam of abstraction and realism, of the specific and the ineffable, woven into a tapestry that makes the act of reading them a process of re-creation in itself. In the central metaphor of the map, in the idea of the map as a series of interlocking trace marks, Kawada has conjured a brilliant simile for the photograph itself: scientific record, memory trace, cultural repository, puzzle and guide…»

Num mundo em que as posições se polarizam e as visões tendem para uma simplificação maniqueísta, é fácil esquecer que a realidade é sempre mais complexa que uma narrativa empacotada. “Chizu” não nos conduz por um caminho seguro ou por uma rota linear. O “mapa” que traça é sinuoso, como os objectos e imagens que se justapõem e desdobram.

A destruição de Hiroshima foi um crime inominável – mas o que dizer do comportamento do Japão imperial durante a segunda grande guerra? “Chizu” não procura fazer um encontro de contas do mal. Prefere conduzir-nos a uma introspecção acerca do mal e fá-lo em detrimento de uma tomada de partido fácil. Aqui está um livro que no híper-contraste das suas imagens a preto e branco (e praticamente sem gradação entre eles) nos fala dos tons de cinzento da existência e da natureza humana. Não simplifica nem dá respostas. Questiona. Agita(-nos) internamente. Mas não grita.

O objecto é tão notável que as imagens em suporte digital nunca lhe farão justiça. Por isso mesmo vos convido a assistirem a um vídeo por Jörg M. Colberg, no qual este apresenta o livro. Um “reprint” pode ser adquirido aqui (aproximadamente 400 Euros).

A estética de Kawada evoluiu em anos subsequentes para um estilo mais colorido e diverso. Nas suas próprias palavras (tradução inglesa):

«Within the rubble of the metropolis, negative and positive images are scattered about. To search for the secret of a hidden existence, one must use the remaining photographs as clues. The shadow of a photograph declares. The most important thing for me was to stand on the site. I witnessed Chernobyl and also the suicidal blazes in Tibet. The ultimate portrait was sublime for all. When beginning to search for the hidden vision from a photograph, one becomes intoxicated with the magic of the image, and you forget that the original power of the euphoria weakens like a legal narcotic. The enigma of a shadow changing shape. The negative and positive images are the lifeline meant to descend into a deep ocean of singular mystery. Words fall together with the marine snow. Images appear like a glass-like prawn. Trying to search for shining stars from phenomena. Before the stars fall, attempting to catch them together with a shadow. Electronic montages are a way to discover several random chances. Violence and crime, or when a dictator transforms his face, the negative and positive images whisper to us. A blurred photo and a fuzzy photo too, they inform us about the enigmatic fringes»

Por último, uma referência ao seu trabalho “The Last Cosmology” que compila fenómenos astronómicos fotografados nos céus de Tóquio ao longo de 30 anos.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.


São Tomé e Príncipe, início dos trabalhos de edição das imagens

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© Cristina Cabrita | MEF

Iniciámos na passada sexta-feira o trabalho de edição das imagens produzidas durante o workshop de fotografia documental em São Tomé e Príncipe, que aconteceu em Fevereiro deste ano

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© Cristina Cabrita | MEF

O encontro teve lugar no Restaurante Cartuxinha em Lisboa, onde reencontrámos algumas das especialidades gastronómicas de STP.

© Cristina Cabrita | MEF
© Cristina Cabrita | MEF

Brevemente estarão disponíveis os resultados fotográficos deste workshop.

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© Cristina Cabrita | MEF