Curso de Iniciação à Fotografia, janeiro de 2016

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O Movimento de Expressão Fotográfica realiza de 4 de Janeiro a 11 de Abril de 2016 o Curso de Iniciação à Fotografia.

Entre outras, as seguintes matérias técnicas serão abordadas: câmaras fotográficas reflex e não reflex. Escalas de diafragmas e profundidade de campo. A escala de velocidades e noção de movimento. Medição de luz e uso do fotómetro. Escolha do balanço de brancos e noção dos valores ISO. Noções básicas de laboratório  digital e químico.


Terminámos o ws de fotografia documental na China

grupophoto1Regressamos a Lisboa após 15 dias de viagem. Trazemos muitas histórias para contar, muitos imagens para partilhar e uma experiência de viagem que perdurará nas nossas memórias.

Agradecemos ao grupo a confiança e a partilha desta viagem fotográfica documental. As ViagensMEF não seriam as mesmas sem a vossa companhia.

 

O MEF está presente na 6ª FEIRA DO LIVRO DE FOTOGRAFIA DE LISBOA

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Pormenor das 4 Edições MEF
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Conversa em torno da temática “A PRÁTICA EDITORIAL NO CONTEXTO ACADÉMICO”, com Gonçalo Valverde em representação do MEF.

O Movimento de Expressão Fotográfica está presente na 6ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, com as edições: Este Espaço Que HabitoKtabna+5:30 e a Revista TEMA.

A 6ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa começa hoje!

O Movimento de Expressão Fotográfica participa na 6ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, na Mesa dos Autores, onde é possível adquirir os  fotolivros: Este Espaço Que HabitoKtabna+5:30 e a Revista TEMA, edições MEF de 2015.

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27, 28 e 29 de Novembro de  2015
Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246

China Hoje, dia #10, Hanoi (Vietname)

© Luís Rocha. Hanoi, Vietname, 2015.
© Luís Rocha. Hanoi, Vietname, 2015.

Os breves 19 anos de Kao não retiram curiosidade ao olhar e ao gesto, antes o acentuam. Paramos para um chá e os sorrisos abrem a porta à procura de palavras. Um telemovel permite o diálogo, sentados todos de olhos e mãos na possibilidade tecnológica de falar. Kao escreve na sua lingua o que lemos na nossa, e devolvemos da mesma forma, caracteres que se convertem aos nossos olhos num diálogo rico em generosidade e conversas futuras, por redes sociais que alargam o mundo. Demoramos. Há cheiro a café e memórias partilhadas. Há vontade de ficar, e ficamos até a tarde dar lugar.

Bruno Miguel Castro

China Hoje, dia #7, Xiaozhai

Diário de viagem documental construído na China em 2015
© Luís Rocha. Xiaozhai, China 2015.

À entrada, o guardião informal anota todas as oferendas aos noivos. Os habitantes da aldeia atropelam-se na vontade de entregar arroz ou óleo, enquanto intrusos estrangeiros aguardam para marcar o momento da sua oferta, como participantes orgulhosos no elo matrimonial. A confusão faz parte da festa, antes ou durante, depois ou entretanto, como se apenas com o buliço humano os Yao conseguissem verdadeiramente celebrar a união de dois dos seus. Mais tarde, no calor e fumo da noite da aldeia, os ébrios subirão à superfície e ficará apenas o registo de quem se deu à boda.

Bruno Miguel Castro.

China Hoje, dia #5, Longji

© Luís Rocha
© Luís Rocha. Longji, China 2015.

A familiaridade das montanhas não dispensa a contemplação. Descemos aos terraços de arroz seguindo os passos de quem habita o espaço entre a paisagem larga e a vida rural do interior da China, e o tempo abranda. O campo é vertical na sua construção humana, degrau a degrau, cultivo do cereal mais chinês de todos. Ao fundo o horizonte prevê outras minorias de Guangxi, sólidas nos seus costumes e convictas no percurso da cor entre os cumes e os vales. O quotidiano rural feito de transições, e a pausa amiude que deixa a imagem revelar-se.

Bruno Miguel Castro.

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Annie Leibovitz, Grandes Fotógrafos, Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

3 novas propostas a finalizar o mês de Novembro.

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Para ver, sugerimos…

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Annie Leibovitz – A Vida Através das Lentes (Life Through a Lens). Annie Leibovitz nasceu em 1949 e é um dos mais famosos nomes no ramo da fotografia das três últimas décadas. A fotógrafa possui um trabalho variado: retrata o glamour e a riqueza em revistas de moda ao mesmo tempo que capta os horrores praticados nos cenários de guerra. O documentário traz para o cinema um acompanhamento do processo da sua criação artística, como o momento no set de filmagem de Maria Antonieta, as experiências da carreira, e a sua relação com a fama e a vida em família.

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Para conhecer, sugerimos…

© oportunityleiloes.auctionserver.net
© oportunityleiloes.auctionserver.net

Coleção Grandes Fotógrafos do Semanário Expresso. Editado em 2007 pela Editorial Sol90 (Barcelona) numa iniciativa do Jornal Expresso/BES, é uma obra onde se encontram reunidos os grandes nomes da fotografia. De excelente qualidade gráfica, com fotografias de autor, do século passado e a preto e branco.

Cada volume trata uma temática diferente:

«O MUNDO EM GUERRA»
Robert Capa; Henri Cartier-Bresson; W. Eugene Smith; Yevgeni khaldei

«O SÉCULO DAS MULHERES»
Henri Cartier-Bresson; Steve McCurry; Dorothea Lange; Margeret Bourke-White; Lee Miller

«PAISAGENS»
Ansel Adams; Edward Weston; Josef Koudelka

«A CHINA DE MAO»
Robert Capa; Henri Cartier-Bresson; Marc Riboud

«O CINEMA»
Robert Capa; Philippe Halsman; Eve Arnold; Nicolas Tikhomiroff

«OS ANOS 60»
Henri Cartier-Bresson; Elliot Erwitt; Bruno Barbey; Marc Riboud; Josef Koudelka

«ARTE DE VANGUARDA»
Man Ray; André Kertész; Henri Cartier-Bresson; Philippe Halsman

«TRABALHO»
W. Eugene Smith; Henri Cartier-Bresson; Steve McCurry; David Seymour

«PORTUGAL»
Henri Cartier-Bresson; Sebastião Salgado; Josef Koudelka; Guy LeQuerrec; Elliot Erwitt

«DESPORTO»
Henri Cartier-Bresson; Robert Capa; Ferdinando Scianna; Raymond Depardon; Thomas Hoepker

«REVOLUÇÃO CUBANA»
Henri Cartier-Bresson; Alberto Korda; Eve Arnold; Burt Glinn; René Burri

«RELIGIÃO»
Josef Koudelka; Steve McCurry; Abbas; Carl DeKeyzer

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Para visitar, sugerimos…

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A Feira do Livro de Fotografia de Lisboa é um acontecimento anual e realiza-se no final do mês de Novembro, com a proposta de promover a edição do Livro de Fotografia, o Fotolivro e o Fotozine como suporte especifico de circulação da linguagem fotográfica, promover o contexto relacionado com o medium fotográfico ao nível local e internacional.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


O MEF em conversa na 6ª feira do livro de fotografia de Lisboa

PROGRAMA 

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APRESENTAÇÕES E CONVERSAS

No dia 27, 18h30 | Mesa-Redonda.

A PRÁTICA EDITORIAL NO CONTEXTO ACADÉMICO”

com Pedro Tropa (Ar.co), Valter Ventura (Instituto Politécnico de Tomar), Bruno Santos (Escola Artística António Arroio), Paula Roush (London South Bank University), Bruno Sequeira (Atelier de Lisboa), Gonçalo Valverde (MEF) e Susana Gaudêncio (ESAD).

Moderação: Filipa Valladares

No dia 28, 13h00, apresentação dos livros: “Ktabna – o nosso livro”, “Este Espaço que Habito”, “+5H30” com os respectivos autores.

Consulta do programa completo AQUI


Uma imagem para São Tomé e Príncipe, informação corrigida!

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Por lapso, a data indicada para a realização do evento Movimento e Imagem com os autores Tânia Araújo e Luís Rocha: “Uma imagem para São Tomé e Príncipe” foi incorretamente indicada no texto que acompanhava a divulgação.  A sessão realiza-se a 1 de Dezembro de 2015, pelas 19h30m na Livraria Ler Devagar em Lisboa.

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Michael Wesely

Michael Wesely nasceu no ano de 1963 em Munique (Alemanha). Estudou fotografia formalmente na sua cidade-natal (na “Bayerische Staatslehranstalt für Photographie” e na “Akademie der Bildenden Künste”).

Desde a década de 1990 que trabalha no seu método de captura de imagens que utiliza uma câmara pinhole construída por ele próprio e à qual junta filtros especiais de densidade neutra. Segundo Wesely, o processo utilizado permite-lhe captar exposições com durações de até 40 anos. Sim, 40 anos. Estas exposições ultra-longas são uma reinvenção da fotografia e um desafio aos seus limites. A fotografia sempre procurou isolar o momento (generalização perigosa e à qual se conhecem excepções mas, ainda assim, uma generalização válida). O tempo ficou a cargo do cinema. Do vídeo. Ou do híbrido “time-lapse”. E quando lidou com o tempo (as exposições propositadamente longas surgem cedo na história da fotografia), tal sucedeu com elementos que têm uma presença mais efémera no espaço, isto é, cujo movimento é visível ao nosso olhar.

A obra de Wesely é duplamente notável. Desde logo, do ponto de vista técnico. A afinação de um processo tão extremo tê-lo-á obrigado a numerosas iterações com inevitáveis erros. O processo é tão mais penoso quanto a extraordinária duração das exposições exige uma igualmente extraordinária paciência. Mas é particularmente notável do ponto de vista conceptual. E é sobre este que me interessa reflectir um pouco.

A fotografia nasceu como meio de fixação do efémero. A prioridade nos primórdios da fotografia era o de captar imagens cada vez mais instantâneas. Na verdade, essa procura mantém-se nos dias de hoje – ora veja-se o anúncio da Canon de uma câmara com ISO superior a 4.000.000 (o que permite exposições curtas mesmo em condições de absoluta obscuridade).

A fotografia sempre aspirou a ser o contraponto ao tempo desacelerado da pintura. E foi, desde o seu início, um veículo de captação de cenas do quotidiano mas tendo presente a busca do “momento decisivo” em situações de transitoriedade momentânea. Portanto, a fotografia situava-se na fronteira entre o relato jornalístico e a arte. Entre a possibilidade de transcendência estética e o relato factual. Wesely recusa este limites formais e expressivos, incorporando a dimensão temporal de uma forma revolucionária: a escala temporal das suas exposições é de tal forma abrangente que regista as modificações do espaço urbano ao qual as suas câmaras apontam. Plasticamente isto materializa-se na sobreposição de camadas pictóricas com diferentes densidades, como se de um palimpsesto se tratasse (palimpsesto é um manuscrito sob papiro ou pergaminho que foi raspado ou lavado de forma a ser reutilizado, mas nos quais se vislumbra presença de escritos anteriores). Mas um palimpsesto com infinitos graus de opacidade que compõem uma imagem espectral. O espectro do fluir do tempo.

Uma das suas obras emblemáticas, é aquela na qual a transformação da Potsdamer Platz, em Berlim é observado por fotos de duração variável, que às vezes se estendem a mais de dois anos e foram captadas entre 1997 e 2000.

Nem todas imagens produzidas por ele seguem esta linha de exposições com durações extremas, mas todas elas lidam com a condensação da passagem do tempo numa única imagem.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.


 

Formação no Movimento de Expressão Fotográfica

Para o 1º semestre de 2016, o Movimento de Expressão Fotográfica apresenta 5 ações de formação.

Com início a 4 de Janeiro, o Curso de Iniciação à Fotografia:

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A 8 de Janeiro iniciamos o curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal com a realização da 1ª oficina – História da Fotografia, Debates e Linguagens da Fotografia Documental:

© Luís Rocha, Mercado da Ribeira, Lisboa 1994.
© Luís Rocha, Mercado da Ribeira, Lisboa 1994.

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De 26 de Janeiro a 7 de Maio, a partir da análise da obra “Extraños” de Juan Manuel Castro Prieto, realizamos o workshop Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco:

© Castro Prieto, Extraños. Cespedosa, 2002.
© Castro Prieto, Extraños. Cespedosa, 2002.

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A 18, 20, 21 e 23 de Fevereiro, iniciamos o módulo de Iluminação de Estúdio, integrado no Curso Prático de Fotografia, seguido dos módulos lightroom, fotografia de retrato, fotografia fotojornalista e fotografia de rua:

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A terminar o semestre, viajamos de 4 a 18 de Junho até São Tomé e Príncipe, com o workshop de fotografia documental:

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Lançamento da Revista TEMA

12250623_971562399569352_1602530004_oA Revista TEMA, dedicada à Fotografia Documental e editada pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF), chega às prateleiras e às mãos dos seus leitores em Dezembro. Editada pela primeira vez em papel, o projecto do MEF verá a luz do dia a 15 de Dezembro, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa. A publicação, aberta a autores de todas as nacionalidades cujo trabalho fotográfico aborde temas de índole documental, será apresentada pela equipa que assume a sua coordenação e com a participação dos muitos que contribuíram para este quarto número. Desta feita bilingue e impresso, a TEMA surge sob a égide “Recomeçar” e apresenta ensaios fotográficos inéditos sobre os refugiados sírios na Turquia, a revolução de 25 Abril 1974 em Portugal ou o quotidiano dos imigrantes na Grécia, entre outros. Para além das imagens, a revista apresenta cinco secções, dedicadas a um Fotógrafo, ao Processo de trabalho de outro, a um Livro Fotográfico, ao projecto documental na Rede e a história de uma Imagem marcante. São 128 páginas de histórias com imagens e as pessoas que as imaginam.
O lançamento da Revista TEMA N4 – “Recomeçar” – é um evento aberto ao público, para partilha das visões fotográficas a partir daqui disponíveis nas livrarias. Tem lugar no dia 15 de Dezembro 2015, pelas 19h30, na Livraria Ler Devagar (Lx Factory, Lisboa).
Mais informações em Movimento e Imagem.