“KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos” no IPBeja

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Integrada na Cerimónia de Comemoração do Dia do Instituto Politécnico de Beja e Abertura Solene do Ano Académico, inaugura hoje, 3 de Novembro às 11h45 na Galeria AoLADOInstituto Politécnico de Beja a exposição “KTABNA, uma exposição fotográfica sobre Marrocos”.

Esta exposição é a visão de um grupo de viajantes que partilhou o Workshop de Fotografia Documental dinamizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica em Setembro de 2014 naquele país. São 16 autores que testemunham uma  jornada inesquecível através de 32 imagens fotográficas.

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KTABNA na 6ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

O Movimento de Expressão Fotográfica vai participar na 6ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, na Mesa dos Autores, onde é possível  adquirir o  fotolivro:

KTABNA, “O NOSSO LIVRO”
Vários autores
Edição: Movimento de Expressão Fotográfica
12€

27, 28 e 29 de Novembro de  2015

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico 
Rua da Palma, 246

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Sinopse
Ktabna, “o nosso livro”, é o apontamento gráfico de uma viagem a Marrocos, desvendada entre provérbios árabes que ilustram uma cultura e imagens que contam histórias. É o livro das pessoas que foram fotografadas. Pessoas que, na sua simplicidade e simpatia, nos abriram a porta das suas casas, dos seus locais de trabalho, das suas vidas, e que desta forma nos permitiram construir este olhar. É também o livro de quem se revê nestes locais, e daqueles que ficam com vontade de conhecer ou recordar Marrocos. É o testemunho de um grupo que, no decorrer desta viagem, se tornou uma família.

Ficha técnica
24 x 16,5 cm, impresso a cores em papel matte. Formato horizontal.


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Alexey Titarenko

Alexey Titarenko nasceu no ano de 1962 em Leningrado (que recuperaria a designação de São Petersburgo em 1991). Começou a fotografar a sua cidade natal quando tinha apenas 8 anos. Aos 15 anos, tornar-se-ia o membro mais jovem do clube de fotografia independente Zerkalo (Espelho). A sua série de colagens e fotomontagens “Nomenklatura de Sinais” (exibido pela primeira vez em 1988 em Leningrado) documenta o regime da ex-União Soviética como um sistema opressivo nos quais os cidadãos são convertidos em meros sinais. “Através do prisma da minha cidade, eu tento mostrar eventos que ocorreram não apenas aí, mas por todo o país – as mudanças, as catástrofes, as tragédias humanas que varreram a face desta cidade, deste país e do seu povo.”

Em 1989, “Nomenklatura de Sinais” foi incluído no Photostroyka, uma grande mostra da nova fotografia Soviética que foi exibida em diversas cidades dos Estados Unidos.

Esta e outras séries subsequentes constituem uma reflexão acerca da condição do povo russo sob o jugo opressor de um poder que durou a maioria do século XX.

A ligação entre o presente e o passado é assegurada, de forma metafórica, através do recurso a longas exposições e movimento intencional da câmara. A série mais conhecida dessa fase é a “Cidade das Sombras”. Em algumas destas cenas, o tumulto e caos captado nas suas longas exposições é reminiscente da cena nas escadarias de Odessa do filme “O Couraçado de Potemkin” realizado em 1925 por Sergei Eisenstein (na verdade, a minha experiência pessoal leva-me a crer que Titarenko recorre a múltiplas exposições longas que permitem conseguir o efeito que encontramos nestas suas imagens mais “densas”).

Sobre a série “Cidade das Sombras”, fotografada no período que se seguiu ao colapso da União Soviética, Titarenko refere “A comida foi racionada. Para lhe ter acesso em troca de senhas de racionamento, as pessoas corriam de uma loja para outra com ar desesperado e olhar triste. Colocava a câmara nas entradas de metro e fotografava”.

A acção à volta da estação de metro, que estava localizada numa zona comercial, sobrepunha-se aos sentimentos que fluíam quando escutava certas peças musicais como a 13.ª Sinfonia de Shostakovich, em particular o seu adágio intitulado “Na loja””.

A massa humana que fluía à volta da estação formava uma espécie de maré humana, proporcionando-me uma sensação de irrealismo, quase fantasmagórica. Estas pessoas eram como sombras oriundas de um submundo. Decidi expressar este sentimento no meu trabalho para transmitir as minha forma de viver estes tempos. Tinha que encontrar uma metáfora visual que permitisse a quem visionasse os meus trabalhos partilhar os meus sentimentos de forma tão precisa quanto possível. Foi isso que me levou a explorar as longas exposições

A partir da viragem do século, e na sequência do reconhecimento mais alargado do seu trabalho, Titarenko tem fotografado noutras geografias. As séries dedicadas a Veneza, Havana ou Nova Iorque são disso exemplo. A meu ver, estas correspondem aos trabalhos menos interessantes e fortes de Titarenko. Não posso deixar de sentir que são locais nos quais ele é “turista”. E assim, a mesma técnica fotográfica que, quando se referindo às condições conheceu na primeira pessoa na sua terra natal, era portadora de uma carga expressiva, simbólica e emocional, parece-me agora reduzida a uma simples formulação estética. Agora mais leve e desinteressante. Mais “confortável”. Mas retirem as vossas próprias conclusões. Para a selecção de imagens de hoje foquei-me no seu trabalho entre a segunda metade dos anos 80 e a década de 90 do século passado.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.