3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: The Decisive Moment, Magnum Contact Sheets, Vivian Maier

A finalizar o mês de Janeiro, 3 propostas para descobrir numa livraria…

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The Decisive Moment, Henri Cartier-Bresson

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Magnum Contact Sheets, Magnum

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Uma fotógrafa de rua, Vivian Maier


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


 

Curso de Iniciação à Fotografia, saída de campo

No passado sábado, 23 de Janeiro, realizámos a primeira saída fotográfica do Curso de Iniciação à Fotografia, onde foram colocadas em prática as conquistas e dúvidas fotográficas. Em Março, a 23, apresentamos uma nova edição desta ação de formação.


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Leila Alaoui

Leila Alaoui, nascida a 10 de julho de 1982, morreu no dia 18 de Janeiro passado. Alaoui estava em Ouagadougou, Burkina Faso, a trabalhar num projecto fotográfico intitulado My Body My Rights para a Aminstia Internacional em prol dos direitos das mulheres. Morreu na sequência dos ferimentos sofridos no atentado da Al-Qaeda no passado dia 15 de Janeiro. Atingida na perna e no peito, a sua situação foi dada como estável depois da cirurgia à qual foi submetida. Chegou a falar com a sua família por telefone. Quando se preparava para ser evacuada, não resistiu a um ataque cardíaco. Tinha 33 anos. O seu funeral, em Marraquexe, contou com a presença massiva de mulheres, numa atitude corajosa de desafio às “normas” locais e honrando a memória de alguém que nunca se deteve perante barreiras,

Leila nasceu em Paris e cresceu Marraquexe. Em adolescente queria tornar-se fotojornalista. Acabaria por ir estudar antropologia e fotografia em Nova Iorque. Três cidades, três países, três continentes. Leila sempre quis transpor fronteiras erguidas entre países, povos, religiões, sexos. Depois de trabalhar em fotografia e cinema, Alaoui voltou a Marrocos em 2008, quando recebeu uma subvenção da União Europeia para trabalhar num projecto fotográfico sobre a emigração. Este seria um tema que a acompanharia desde então. Calcorreou Marrocos. Escolhia uma região e fixava-se uma semana numa aldeia com o seu estúdio móvel “para que as pessoas se acostumassem a mim e se sentissem confortáveis. Esperava por um dia de mercado, quando as pessoas, não só da vila mas também de aldeias vizinhas, aí se deslocavam. Instalava o meu estúdio no meio do mercado, com um fundo preto e dois reflectores. As pessoas apareciam e eu fotografava-as. Tinha comigo uma impressora e oferecia-lhes uma fotografia

Recorreu a técnicas diversas para envolver as pessoas. Por exemplo, “às sextas-feiras às vezes eu iria comprar ingredientes para cozinharmos um grande cuscuz juntos (…). Nenhuma das fotografias foram encenadas. As pessoas posam naturalmente de forma semelhante e eu enquadrava as fotografias do mesmo modo para garantir uma certa unidade visual.” Esta experiência materializou-se na série “Os Marroquinos”.

Alaoui também tinha começado a trabalhar num outro projecto que a apaixonava: fotografar a geração de trabalhadores que emigraram do norte de África para França, onde trabalham, principalmente, na indústria automóvel. Planeava fotografar os filhos destes emigrantes, a segunda geração, entre os quais alguns se têm voltado para o fundamentalismo islâmico. “Quero olhar para esta juventude perdida e que já não tem identidade. (…) A França tem alguma responsabilidade na não integração destes jovens. Se és um jovem muçulmano nos dias de hoje, em França, sem oportunidades e estigmatizado, há pouco que te valha … nem sequer as ideologias esquerdistas ou o Che Guevara. Quando tinha 18 anos, ouvia Bob Marley –com essa idade todos querem ser revolucionários.”

Poucos dias após os atentados de Paris em Novembro passado, diria – à margem da Bienal de Paris – “Tendo em conta o que aconteceu na semana passada, há muito a ser feito para mostrar que o mundo árabe não se resume ao estado islâmico”.

Perdemos de forma dolorosamente precoce uma fotógrafa talentosa, uma activista empenhada, uma lutadora contra o preconceito e a intolerância. A mesma intolerância que a matou.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

VIAGENSMEF: A IMAGEM NO NORTE

 

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© Wolfgang Tillmans, Fire Island, 2015

Em 2016, o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) mantém o seu esforço em proporcionar experiências fotográficas nas mais diversas latitudes. Em Abril, a sugestão é de uma viagem à presença da Fotografia a norte de Portugal. O fim-de-semana de 2 e 3 de Abril incluirá uma visita à exposição de Wolfgang Tillmans, “no Limiar da Visibilidade”, patente na Fundação de Serralves (Porto).

Para os que puderem e quiserem prolongar a estadia a norte, existe ainda a oportunidade para uma visita exclusiva à fábrica da Leica (Vila Nova de Famalicão), para conhecer a realidade íntima da histórica marca de material fotográfico, na segunda-feira dia 4 de Abril (visita complementar e facultativa).

Mais informações e inscrições em: VIAGENSMEF: A IMAGEM NO NORTE


Movimento e Imagem, a 2 e 16 de Fevereiro

Em Fevereiro de 2016, o Movimento e Imagem leva à Ler Devagar todo o campo da Imagem e da Fotografia.

Movimento e Imagem, na Ler Devagar em Lisboa.

Mais informações: http://www.mef.pt/mef/movimento-e-imagem-conversas-mef/


 

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Índia

Na semana em que divulgamos o nosso próximo workshop de fotografia documental e reportagem social na Índia, a acontecer em Novembro de 2016, propomos uma visita diferente. Olhamos para a galeria de Luís Rocha,  com os resultados fotográficos das 3 viagens que realizou em 2012, 2013 e 2014.

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Para visitar…

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Dezembro de 2014.

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Dezembro de 2013.

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Dezembro de 2012.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


 

Aconteceu a IIª sessão do Movimento e Imagem

Aconteceu ontem a IIª sessão do Movimento e Imagem, tivemos a participação do projecto TOCHAPESTANA que esteve presente através de ligação via skype e da fotógrafa Vera Marmelo que falou da ligação entre fotógrafo e músico. Reportagem fotográfica de Luís Rocha.

Dia 2 de Fevereiro voltamos com um novo tema fotográfico e dois novos convidados.


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Lu Guang

Lu Guang nasceu em 1961 na província de Zhejiang, China. Uma pesquisa sobre o fotógrafo não devolve muita informação além de notas biográficas elementares e a menção aos prémios com os quais foi distinguido.

As melhores pistas para percebermos Lu provêm muito mais do seu próprio trabalho fotográfico do que sobre o que ele é escrito. O seu interesse pela fotografia surgiu pelos 19 anos quando ainda trabalhava numa fábrica de têxteis na sua região natal. Mais tarde frequentou a Academia de Belas Artes da Universidade de Tsinghua, em Pequim, onde estudou fotografia.

Viria a estabelecer-se como freelancer e tem-se destacada por documentar a tragédia ambiental e humana que se vive nos bastidores do “milagre económico” chinês. Esta é uma realidade cuja denúncia, naturalmente, as autoridades do seu país não veem com bons olhos. Este seu activismo é tão mais notável se considerarmos que Lu cresceu sob um regime sombriamente totalitário e, consequentemente, marcado pela ausência de qualquer tradição de fotografia documental.

Lu cresceu numa China ainda profundamente fechada sobre si e marcada pela sombria ortodoxia maoista na qual todos tinham que utilizar uniformes idênticos em azul, verde ou cinza. Qualquer ornamentação era considerada decadente. Desviante. Até às bicicletas utilizadas como meio de transporte diário eram lugubremente pintadas de preto. A individualidade foi proscrita.

Mao faleceu quando Lu tinha quinze anos. Após a sua morte iniciaram-se reformas que abriram o país ao investimento estrangeiro e à iniciativa privada. Para a indústria, a mão-de-obra barata virtualmente ilimitada e sem direitos, a ausência de normas de segurança e de regulação ambiental constituíram uma tentação irresistível. Foi, porém, esta abertura com a sua maior liberdade de movimentação, que permitiu que um operário fabril se deslocasse para estudar fotografia em Pequim (algo impensável nos tempos de Mao). Em 1993 foi isso que Lu fez.

Nalgum momento Lu terá sido exposto ao trabalho de Eugene Smith. Quando vi a fotografia captada por Lu de uma criança de 11 anos com cancro ósseo (na província de Yunnan, numa aldeia onde cerca de 20 pessoas morrem por ano com cancro) esta evocou-me imediatamente a que será, provavelmente, a mais extraordinária “Pieta” da história da fotografia. Eugene Smith documentou os efeitos devastadores da poluição por mercúrio em Minamata, no Japão na década de 1970.

A província de Zhejiang, onde Lu nasceu, chegou a ser conhecida como a terra de peixe e arroz. É uma região predominantemente coberta por colinas e montanhas. Por ter um porto de águas profundas, atraiu indústria e a terra de peixe e arroz é hoje o lar de indústrias eletromecânicas, têxteis, químicas e de materiais de construção. Tornou-se uma das províncias mais ricas da China. É também uma das mais poluídas.

O testemunho da transformação da sua terra natal juntamente com o impacto da descoberta do trabalho de Eugene Smith terão, quiçá, ditado o seu percurso. O que sabemos ao certo é que depois de terminar seus estudos, Lu voltou sua atenção e sua lente para os trabalhadores pobres, sobre as populações marginalizadas da China, e no cenário distópico da poluição industrial. Utilizando o dinheiro que ganhou com os seus trabalhos iniciais na fotografia comercial, começou a percorrer o seu país. Fotografou mineiros, operários, pescadores, pastores, ferroviários, doentes seropositivos. Daria nas vistas internacionalmente pela primeira vez em 2003, graças ao seu trabalho sobre camponeses infectados com HIV na sequência de venderem o seu sangue.

A China retratada por Lu mostra-nos uma realidade escondida. A factura imensa do crescimento chinês paga por aqueles que estão na “base da pirâmide” e que sobrevivem em condições sub-humanas. Um mundo fétido. De doença. Mortes prematuras. Prevalências aflitivas de cancro. Malformações congénitas.

Um homem bom e corajoso.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

Movimento e Imagem, hoje às 19h30m

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Hoje, a partir das 19h30 na Livraria Ler devagar em Lisboa, acontece a IIª sessão do Movimento e Imagem teremos histórias e imagens com banda sonora, para discutir abertamente e de viva voz. A sessão de hoje transporta-nos para o cruzamento entre Fotografia e Música. Com a partilha da experiência da fotógrafa Vera Marmelo e de outros convidados (Para falar sobre música e fotografia, hoje teremos também a participação do projecto TOCHAPESTANA), vamos conversar sobre o trabalho fotográfico sobre e com músicos, e a forma como uma visão fotográfica pode reflectir uma abordagem sonora (e vice-versa).


WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E DE REPORTAGEM SOCIAL NA ÍNDIA

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Diu, Índia 2014. © Luís Rocha

– Inscrições Abertas –

O MEF organiza de 26 de Novembro a 11 de Dezembro de 2016 uma viagem à Índia inserida numa proposta de aprendizagem em torno da fotografia documental e social.

Iniciamos a aventura pela cobertura fotográfica de um casamento indiano, passamos pela fotografia documental de comunidades e aldeias longe dos roteiros turísticos, e pelo acompanhamento no terreno por quem se apaixonou por esse país e lá volta sempre que possível.

Vem connosco à descoberta do fascínio do dia-a-dia da Índia.

Mais Informações e Inscrição em: WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E DE REPORTAGEM SOCIAL NA ÍNDIA


 

Claraboia na A Barraca

Integrar pela Arte | Este Espaço Que Habito, 2015

Fotografia de Luís Rocha

Neste passado Sábado, e integrado na parceria estabelecida entre o Movimento de Expressão Fotográfica e a companhia de teatro A Barraca, os alunos que frequentaram os dois últimos workshops de fotografia de espectáculo foram assistir à peça de teatro Claraboia. Agradecemos à companhia o convite.

Claraboia 

De José Saramago

De quinta a Sábado às 21h30

Matiné Sábado e Domingo às 16h00


Movimento e Imagem, 19 de Janeiro

O Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) promove em 2016 o ciclo “Movimento e Imagem”. Quinzenalmente vamos conversar sobre Fotografia e Imagem com convidados especiais, num ambiente de tertúlia e partilha de visões fotográficas às terças-feiras.

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A segunda sessão transporta-nos para o cruzamento entre Fotografia e Música. Com a partilha da experiência da fotógrafa Vera Marmelo e de outros convidados, vamos conversar sobre o trabalho fotográfico sobre e com músicos, e a forma como uma visão fotográfica pode reflectir uma abordagem sonora (e vice-versa). A partir das 19h30 serão histórias e imagens com banda sonora, para discutir abertamente e de viva voz.


 

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: fotografia@net, Foco Manual, Mundo Fotográfico

Hoje visitamos 3 fóruns de fotografia

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Fórum Fotografia@net

Fórum Português dedicado à Fotografia, Imagem e Vídeo. Com Galerias, Classificados, Passatempos e muito mais!

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Fórum Foco Manual

www.focomanual.org

Comunidade Portuguesa de Fotografia Analógica

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Captura de ecrã 2016-01-14, às 14.21.52

Fórum Mundo Fotográfico

forum.mundofotografico.com.br

Site destinado para a troca de informações, dúvidas sobre técnica fotográfica, operação de equipamentos e discussões teóricas sobre fotografia.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


Iniciação à Fotografia, em Março no MEF

Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das máquinas manuais, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante directrizes estéticas apreendidas no Curso.

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Este curso é constituído por uma parte teórica, em que é dada os princípios básicos da fotografia. Serão realizados três trabalhos práticos em que se aborda a vertente da fotografia digital e da fotografia convencional (preto e branco).

Conteúdo programático (resumo)

Os vários tipos de máquinas fotográficas e a sua adequação a cada estilo fotográfico. Tipos de Câmaras: SLR, TLR, Formato Digital, Câmaras SLR/DSLR, Câmaras TLR, Câmaras de Visor Directo, Câmaras de Grande Formato, Formatos Especiais. Autofocus e foco manual. Corpo da máquina: Obturador, Diafragma. Controle do ISO. Fotometria: Controlo da Exposição. Controlo do Sincronismo do Flash. Objectivas. Filtros. Acessórios. Número guia do flash, Luz de Enchimento, Modo Manual e Modo Automático do flash. Luz rebatida, Luz direta. O filme de preto e branco. Visualização de trabalhos fotográficos autorais. Análise dos exercícios realizados durante a ação de formação. Saídas fotográficas em ambiente urbano e rural.

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[PROGRAMA]    [INSCRIÇÃO]

Carga horária

50 Horas

Horário

Aulas Teóricas.19h30m/21h30m

Aulas Práticas (laboratórios). 19h30m/22h30m

Datas de Formação

23 de Março a 8 de Julho de 2016

Datas das Saídas Fotográficas

9 e 30 de Abril e 14 de Maio de 2016

Valor da formação

150€

Incluídos

Material didáctico. Material químico de laboratório.

A adquirir

Papel fotográfico de P&B. Rolo fotográfico a preto e branco.

Formadores

Luís Rocha (Teoria e Lab. Digital) [nota biográfica]
Tânia Araújo (Lab. Preto e Branco) [nota biográfica]


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA