CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Prazer & Dor

PRAZER & DOR EXPOSTOS NA CENTRAL TEJO

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Em Junho de 2001, o MEF apresentou na Central Tejo / Museu de Electricidade uma exposição de obras fotográficas dos seus associados e alguns convidados, sob o tema “Prazer & Dor”. 

Foram mostradas visões muito pessoais sobre duas sensações universais, mais, ou menos opostas, a que por certo, ninguém ficou indiferente. Estiveram expostos, entre outros, trabalhos de:

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“Salvar o planeta é comer cozido à Portuguesa”

Alejandro Campos

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“Deolinda era o nome do meu vizinho de baixo”

Luís Rocha

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“A minha família (Avô)”

Rui Luís

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“Contratempo”

João Almeida + Tiago Monte-Pegado

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“Jaqueline não voltou a usar Chanel”

José Barata

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“O amor que nós nunca vamos experimentar juntos”

Rosana

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“Teaser”

Sara Wong + Marco Pereira

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Convite da Exposição


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


Alejandro Campos

 

Augusto Brázio no Movimento e Imagem

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Em Maio, o Movimento e Imagem reflecte sobre o documentalismo e autoria em Fotografia.

A visão documental na imagem fixa, com Augusto Brázio.

Na nona sessão do ciclo, no dia 3 de Maio, o fotógrafo Augusto Brázio apresentará a sua visão e o que o move para documentar fotograficamente a realidade que o rodeia. Fotógrafo experiente e com trabalho conhecido, Brázio partilhará o seu olhar fotográfico enquanto documento.


É no dia 3 de Maio, a partir das 19h30h, no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico.


José Carlos Carvalho, repórter fotográfico da Visão, no Curso Prático de Fotografia

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No Curso Prático de Fotografia – Módulo de Fotojornalismo, José Carlos Carvalho, repórter fotográfico da Visão, vai revelar como se agarra uma história e como a contamos com fotografias.

José Carlos Carvalho, nasceu em Luanda, 1970. Com o curso de fotografia do Ar.Co, iniciou a sua carreira na imprensa regional, sendo posteriormente convidado para ingressar no Correio da Manhã. Foi repórter fotográfico e editor de fotografia no Diário de Notícias, de onde saiu para a revista Visão.

Para ver mais imagens de José Carlos Carvalho, é possível aceder AQUI, no blog FOTOPRESS dinamizado pelo fotógrafo Paulo Pimenta.

Acontece a 26, 28, 29 e 31 de Maio de 2016, Mais informações e inscrições…

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Umberto Verdoliva

Umberto Verdoliva nasceu em Castellammare di Stabia (Nápoles), Itália, no ano de 1961.

Faz fotografia de rua e é muitíssimo activo. Desde 2010 que é membro do colectivo VIVO. Em 2013 fundou o colectivo Spontanea.

A sua fotografia de rua é elegantemente poética e de uma enorme mestria na forma como o tema e momentos captado são escolhidos. Compõe com uma facilidade que deixa poucas dúvidas quanto a ser um talento natural. Esta “facilidade” – que em nada desmerece a sua fotografia – também dá ao seu trabalho um apelo imediato. É um fotógrafo do qual é fácil gostar. E isso não é pecado nenhum. Não é inovador na estética, nem na técnica. Procura o belo, no seu sentido mais clássico. Logo, um daqueles fotógrafos destinado a ser mais amado pelo público que pela crítica. Não espanta que ele cite a influência de Fan Ho (um outro fotógrafo maravilhosamente talentoso no seu registo clássico … e que ficará para um outro dia).

Verdoliva sente-se incomodado pela falta de apreciação que, na sua opinião, a fotografia de rua italiana recebe. E realça a especificidade da sua história e da sua ligação ao neo-realismo. Destaca igualmente a natureza poética da fotografia italiana, que evoca o olhar clássico de um Robert Doisneau ou Henri Cartier-Bresson. Incomoda-o a fotografia de rua que assenta no burlesco, no grotesco e na falta de respeito (ou mesmo agressividade) com a qual é tratado o sujeito fotografado.

A sua fotografia tem uma outra bonomia. A distância de conforto das pessoas que surgem nas suas fotografias é sempre respeitada. Interessa-lhe o modo como estas interagem com as formas e linhas do espaço urbano. É como se a rua fosse um palco no qual continuamente vão fluindo dramas e comédias, relações, solidão, histórias simples, triviais. Ou coincidências e momentos especiais da coreografia irrepetível da vida. Verdoliva vê-se como espectador desses momentos. Mais do que espectador: intérprete. Mas um intérprete visual: a sua fotografia é marcadamente gráfica.

Quanto à semântica, para o melhor e para o pior, não é uma fotografia militante ou de denúncia. Não veicula uma mensagem social ou política. Não é uma fotografia que pretenda mudar o mundo. É apenas fotografia que pretende ser fotografia e sem inúmeras camadas simbólicas e interpretativas. Verdoliva considera que a fotografia de rua é a essência da própria fotografia. E convida quem a quer fazer a focar-se na rua e nos seus actores. E menos no equipamento. Como diz “A câmara é apenas uma caneta”.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: uma fotografia por mês

MEF – Movimento de Expressão Fotográfica e o Grupo Excursionista VAI TU em Lisboa apresentaram em 2006 a iniciativa [UMA FOTOGRAFIA POR MÊS].

No seguimento do trabalho documental desenvolvido pelo MEF e que se baseou durante algum tempo num retrato em fotografia da cidade de Lisboa, o MEF com o apoio do Grupo Excursionista VAI TU realizou um pequena mostra das imagens produzidas no Bairro da Bica. A mostra esteve patente cerca de 7 meses compreendendo os meses de Abril a Outubro de 2006 e ocupou a montra situada na fachada da coletividade, sendo exposta uma fotografia por mês.

Publicamos 4 fotografias apresentadas nesta iniciativa.

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© Luís Rocha


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© Tânia Araújo


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


 

Projeto Imagine Conceptuale no Lar Branco Rodrigues

As sessões do Projeto Imagine Conceptuale, no Lar Branco Rodrigues, já se iniciaram, o dia 18 de Abril, pelas 19 horas, foi de apresentação do projeto e das correntes artísticas que vão ajudar a construir o trabalho final. Imagem de Luís Rocha com José Oliveira.

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O projecto Imagine Conceptuale começa com uma interrogação: “que percepção terá da fotografia uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco?”

 

A Bienal de Fotografia no Movimento e Imagem

Sessão VIII, a fotografia enquanto evento

No âmbito do tema proposto, David Santos curador geral da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira partilhou connosco o novo formato da Bienal. A concurso mantêm-se os temas (tema livre, concelho e tauromaquia) porém as regras sofreram algumas alterações que podem ser consultadas no sítio da internet do evento. Outra novidade será a realização de várias intervenções artísticas em vários espaços da localidade desde casas particulares a comerciais, pretende-se assim uma maior diversificação durante a duração da Bienal. O objetivo é que a “cidade sinta as intervenções na área da fotografia e vídeo”.

A sessão decorreu no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa nesta terça-feira passada, a 19/04/2016.

Texto de Cristina Cabrita e Imagens de Luís Rocha


A Arte na Inclusão Social

Ontem aconteceu no Centro de Informação Urbana o encontro  “A Arte na Inclusão Social”. O MEF foi uma das entidades presentes (Ana Sofia Paiva e Teatro Ibisco completaram o leque dos convidados)  no encontro  com o projeto Imagine Conceptuale. Com organização da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a Associação das Mulheres Contra a Violência (AMCV) é organizado todos os anos o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, que inclui Ciclos Culturais, Exposições e Acções de Sensibilização para uma reflexão e diálogo em torno desta questão, que se mostra cada vez mais urgente e actual. A organização deste encontro é da responsabilidade da Associação Os Filhos de Lumière, a quem agradecemos o convite. Fotografias de Luís Rocha/MEF.

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O projecto Imagine Conceptuale começa com uma interrogação: “que percepção terá da fotografia uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco?”

Imagine Conceptuale - Integrar pela Arte


 

3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Narrativas, Marrocos, Documental

Hoje partilhamos 3 exposições fotográficas organizadas pelo Movimento de Expressão Fotográfica.

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mostra coletiva acontece apenas no dia 30 de Abril entre as 17h e as 20h. Nesta mostra os alunos apresentam a sua abordagem dos projetos fotográficos desenvolvidos ao longo da ação de formação subordinados ao tema Território e Identidade.


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De 12 de Maio a 11 de Junho promovemos a exposição de fotografia El silêncio de las cosas, Josef Sudek, revisitado”  na Biblioteca Camões, em Lisboa.


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De 5 a 22 de Maio, apresentamos Ktabna, uma exposição fotográfica sobre Marrocos, na Livraria Barata em Lisboa. Dia 5 de Maio às 19h30m, existe lugar para conversar com alguns dos autores presentes na exposição.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.


Em Setembro, viajamos até Marrocos

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De  de 10 a 18 de Setembro de 2016 viajamos até Marrocos inseridos num workshop de fotografia que consiste na realização de um trabalho documental a ser realizado em cidades e aldeias de Marrocos. O workshop incidirá no método de aprendizagem através da prática, explorando a vertente estética da imagem e o seu carácter documentalista. A exploração fotográfica aponta diretamente na orientação do documentário sócio-cultural ilustrando o modo de vida da população local.

Mais informações:

http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-marrocos/


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Mario Giacomelli

Mario Giacomelli nasceu em Senigallia, Itália, no ano de 1925. Nascido numa zona empobrecida, e com o seu destino agravado pela morte do pai (quando Giacomelli contava apenas 9 anos), abandona a escola aos 13 anos para trabalhar na tipografia da sua cidade natal (“Tipografia Marchigiana”). Passava os fins-de-semana a pintar e escrever poesia. Finda a segunda guerra mundial, voltou-se para a fotografia. Na fotografia, à qual chegou graças aos filmes de tempos de realizadores como Fellini, foi um autodidata. Por mero acaso, o fotógrafo Giuseppe Cavalli veio viver para Senigallia e chegou animado da intenção de criar um clube que promovesse a fotografia como forma de arte. Em 1953 foi criado o clube “Misa”, que tinha Cavalli como presidente e, como tesoureiro, Giacomelli. A sua primeira câmara foi adquirida no ano anterior (1952).

É notável que Giacomelli se tenha mantido toda a vida no negócio da tipografia e raramente se tivesse afastado da sua cidade natal. E é ainda mais surpreendente e extraordinário que fotografasse sem a regularidade e disciplina que normalmente encontramos nos grandes fotógrafos. Na verdade, chamavam-lhe “fotógrafo de domingo”.

Desde muito cedo que o uso que fez da câmara e da sala escura foi marcado por uma total falta de observância das “regras”, explorando livremente os efeitos visuais que conseguia produzir. Fê-lo de forma totalmente despreocupada com o realismo visual das suas criações. Utilizava filme fora do prazo. Sub-expunha violentamente. Desenhava livremente sobre os negativos. Uma completa falta de “boas maneiras”, fotograficamente falando. Mas foi da libertação dos cânones que emergiu o seu registo pessoal e profusamente expressivo.

Os títulos das suas fotografias e das séries em que trabalhou eram atribuídos depois do trabalho ter sido concluído e, frequentemente, derivadas da escrita de poetas como Jorge Luis Borges e Edgar Lee Masters. Os seus temas eram intemporais: juventude, velhice, trabalho e lazer, memória, desejo.

Durante quase 30 anos (entre 1954 e 1983), Giacomelli fotografou idosos num lar onde a sua mãe havia trabalhado. Por vezes a pele destes é-nos apresentada de forma quase translúcida, como se as suas “almas” a permeassem. Esta é, de todas quantas fotografou, a série que o próprio considerou como sendo a mais genuína e crua por mostrar o seu sentimento de “repulsa pelo preço que temos de pagar pela vida”. Entre 1985 e 1987, Giacomelli revisitou o tema para a série ”Ninna Nanna,” que significa canção de embalar. Os rostos e corpos enrugados e consumidos pela idade surgem como contraponto aos padrões de campos lavrados ou ressequidos e de fachadas de edifícios, também estas consumidas pelo tempo.

Uma outra série emblemática, esta mais abstrata e remetendo por vezes para um grafismo que evoca o de Aaron Siskind, apresenta-nos imagens de campos. Nalgumas das imagens, os campos foram lavrados por um trator após as colheitas (versão contrariada pela sua sobrinha, Simona Guerra), de modo a neles serem desenhados padrões que depois eram fotografados a partir de avião ou de um ponto mais elevado. Era como que um Deus ex machina que moldava a paisagem de acordo com a sua imaginação. “Talvez nunca tivesse fotografado paisagens,” disse Giacomelli. Concluindo: “simplesmente amei-as”.

Embora tivesse fotografado em locais como a Etiópia, documentado rituais budistas ou as peregrinações a Lourdes (em França), é como se toda a sua obra fosse uma reflexão em torno da ordem e desordem do mundo vistos a partir do micro-cosmos da pequena cidade italiana onde sempre viveu.

Fotógrafo nas horas vagas. Num meio periférico e do qual raramente saiu. A probabilidade de alguém nestas circunstâncias vir a ocupar um lugar de relevo na história da fotografia dir-se-ia negligenciável. E sê-la-á seguramente. Mas, graças a Giacomelli, sabemos que isso é possível.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

Encontro “Arte na Inclusão Social”

O MEF é uma das entidades convidadas a participar no encontro “Arte na Inclusão Social” com o projeto Imagine Conceptuale. nesta próxima 4ª feira, dia 20 de Abril, das 15h00 às 18h00, no CIUL – Centro de Informação Urbana. Ler mais…

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MEF 2016

A participação neste encontro surge do convite  da Associação Os Filhos de Lumière a outras entidades que desenvolvem igualmente projectos de inclusão social através da arte, o que tem permitido um diálogo extremamente rico e interessante entre os participantes das várias áreas artísticas (música, cinema, teatro e fotografia) .


A fotografia enquanto evento, amanhã no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico

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O Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico acolhe, amanhã dia 19, David Santos, curador geral da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, que nos irá falar sobre “A Fotografia enquanto Evento”. A sessão é aberta ao público e terá lugar na Sala de Leitura do Arquivo, a partir das 19h30. Esta sessão faz parte do ciclo Movimento e Imagem organizado pelo MEF.


David Santos é historiador de arte, tendo sido Director do Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira) e do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. É actualmente Curador Geral da Bienal de Vila Franca de Xira – BF16.


Movimento e Imagem com David Santos

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Na próxima Terça-feira, 19 de Abril, no Arquivo Municipal | Fotográfico em Lisboa, acontece  às 19h 30m uma conversa fotográfica com David Santos, director da Bienal de Fotografia de V. F. de Xira, no Movimento e Imagem promovido pelo Movimento de Expressão Fotográfica.