Ontem, 3 atividades no MEF

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Iniciámos as atividades com a primeira sessão fotográfica do projeto Imagine Conceptuale, numa fotografia em Cacilhas, num trabalho da Nídia Fernanda em que pretende refletir nas diferentes formas de ver.

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Ao final da tarde, Mário Cruz teve a amabilidade de partilhar com o MEF a sua experiência e as suas motivações, sobre o que viu, ouviu e presenciou.

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Concluímos com o encerramento do Curso de Iniciação à Fotografia, edição de Janeiro, com uma saída fotográfica, onde a pintura com luz foi o tema de trabalho.

Fotografia de Luís Rocha


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Narrativas fotográficas na Biblioteca Camões

No passado sábado, na Biblioteca Camões, a Cláudia Pio, a Cristina Coutinho e a Rita Pedrosa apresentaram o seu processo de construção das narrativas fotográficas, realizadas a partir da obra “El silêncio de las cosas”, do fotógrafo Josef Sudek e que estão em actualmente em exposição. Obrigada a todos os presentes. Fotografias de Paulo Reis.


 

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Mário Cruz

Mário Cruz é o fotógrafo português do momento. E está longe de ser um estreante no MEF. Em julho de 2015 dediquei-lhe uma das edições desta rubrica; em setembro viria a entrevistá-lo para a revista Tema (em cuja sessão de lançamento marcou presença) e ontem esteve no MEF para falar do seu último projecto: “Talibes, modern day slaves”.

É a primeira vez que esta rubrica repete um fotógrafo. Há bons motivos para a não observância, esta semana, da regra implícita da não repetição.

Este seu último projecto teve um impacto tremendo, como qualquer pesquisa num motor de busca rapidamente permitirá concluir. Distinguido pela World Press Photo, publicado na Newsweek ou coberto pela CNN. E a lista poderia prosseguir. Este ensaio escrito permite complementar a informação de outras fontes …

Assim, não é objectivo desta rubrica apresentar o fotógrafo (tal seria uma simples “revisão da matéria dada”).

O Mário está determinado a publicar este seu trabalho em livro. Para tal está em curso uma campanha de crowdfunding para angariação de recursos que permitam a sua edição. Estou certo que irá consegui-lo e quero desafiar todos quantos leiam estas linhas a contribuir para tal. Sim: é este o propósito da rubrica de hoje. E se o não puderem fazer financeiramente, que passem a palavra.

Será assim tão importante a edição em livro? É. E permitam-me que tente explicar o porquê.

Mas, antes disso, um pouco de contexto. Mário teve o primeiro contacto com esta realidade em julho de 2009 quando fazia a cobertura das eleições presidenciais na Guine-Bissau (na sequência do assassinato de Nino Vieira). Ouviu histórias de crianças desaparecidas (raptadas) para mendigar para proveito de falsos professores de falsas escolas corânicas. Histórias que passam de boca em boca, mas sem que houvesse evidência fotográfica que as suportassem. E não as esqueceu. A preparação da viagem começou no início de 2015, envolvendo contactos com a Human Rights Watch e o Ministério da Justiça do Senegal.

A realização do trabalho foi possível graças a 2 meses de licença sem vencimento para mergulhar no mundo abjecto dos Talibes (termo árabe para discípulo). Acompanhado do seu fixer penetrou nas Daaras (“escolas”), com o pretexto de documentar a degradação destas estruturas e, assim, obter financiamento junto da ONG à qual o fixer, efectivamente pertencia. Com persistência e risco (não era suposto fotografar talibés) conseguiu documentar abusos inaceitáveis como o chicoteamento de uma criança ou o aprisionamento de outra com correntes num dos pés (prática que era relatada e evidenciada pelas escoriações nas crianças, mas nunca antes fotografada).

Depois o processo da publicação: após uma recepção entusiástica do seu trabalho no Visa pour l’image, a contratualização da publicação com a Time, mas sucessivamente adiada. Setembro tornou-se Outubro. E por aí adiante. Em Fevereiro, veio o “basta” e foi publicada na Newsweek online (a edição em papel ainda está por sair … a cada semana parece haver sempre uma notícia que bate mediaticamente a da exploração sub-humana de 50.000 crianças).

Porquê o livro, então? A sua publicação não é um acto de vaidade (como quem tenha estado na presença do Mário saberá). Tampouco se destina apenas a preencher as estantes dos seus apoiantes no kickstarter. Em sociedades como o Senegal, a existência e circulação do documento terá uma importância determinante na potenciação da sua percepção. Exemplares irão para bibliotecas locais, circularão através de organizações governamentais (para as quais será cada vez mais incómodo ignorar esta realidade) e não-governamentais.

O que o projecto nos pede é menos que um café por cada um dos 50.000 talibes cujo dia começa às 5 da manhã, quando se levantam para fazer algumas leituras antes de saírem para mendigar. O que os espera após um mínimo de 8 horas de mendigagem (ou trabalho escravo) são maus tratos sob a forma de espancamentos e violações que não têm hora para terminar.

Vamos ajudá-los. É um contributo para tornar um pedaço do mundo um bocado mais decente. Mas um contributo.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

Apresentação Mário Cruz

Informamos que as inscrições para a apresentação do fotógrafo Mário Cruz, que acontece hoje no MEF às 19:30, estão encerradas. Agradecemos ao Mário Cruz a disponibilidade para partilhar o seu trabalho. Desejamos que o objectivo da campanha seja alcançado.

http://www.mef.pt/mef/talibes-modern-day-slaves-de-mario-cruz

Movimento de Expressão Fotográfica

Parceria entre o MEF e a Huawei

No seguimento da parceria estabelecida com a Huawei Portugal Device, o Movimento de Expressão Fotográfica, através de Luís Rocha e de Tânia Araújo, passará a ser embaixador da marca.

Na construção de pequenos ensaios fotográficos, publicados na Galeria MEF/p9 iremos divulgar e comunicar de forma objetiva a nossa opinião sobre os seus produtos. Neste caso, sobre o mais recente lançamento: p9

‪#‎mef‬ ‪#‎galeriamefp9‬ ‪#‎OO‬ ‪#‎huaweip9‬

Captura de ecrã 2016-05-25, às 16.56.10

 

Campanha “Talibes Modern Day Slaves” de Mário Cruz

Movimento de Expressão Fotográfica associa-se ao esforço do Mário Cruz na criação do livro “Talibes Modern Day Slaves”, pelo que divulgamos a campanha de crowdfunding, lançada pelo fotógrafo, que tem como intenção o de criar o testemunho do sofrimento das crianças escravizadas em falsas escolas corânicas no Senegal.

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© Mário Cruz – Talibes Modern Day Slaves

Inserida na divulgação da campanha, contamos com a presença do fotógrafo Mário Cruz no próximo dia 30 de Maio, às 19h30m no espaço do MEF em Campolide a apresentar este seu trabalho, a quem agradecemos a disponibilidade de partilha do seu trabalho. Inscrições limitadas.


Juntamente com a editora FotoEvidence foi lançada a campanha de crowdfunding para a criação do livro “Talibes – Modern Day Slaves” que documenta a sobrevivência de mais de 50 mil crianças escravizadas por falsos professores corânicos.

Talibé significa estudante em arábico, mas as crianças com idades entre os cinco e os quinze anos, são obrigadas pelos seus alegados professores a pedir esmola na rua, durante oito a nove horas por dia. As daaras, que deviam ser escolas, na verdade, são em muitos casos espaços de tortura onde as crianças sofrem abusos físicos todos os dias.

A maior parte dos talibés são de origem senegalesa mas o tráfico de crianças, a partir de países limítrofes como é o caso da Guiné-Bissau, contribui para os números alarmantes que hoje se registam. Só na região de Dakar existem mais de 30 mil crianças nesta condição.

Os documentos fotográficos são únicos e reveladores da subversão desta tradição

Será feita uma edição de 1000 exemplares que contribuirão para a criação de diálogo em torno desta realidade e estarão presentes em escolas e bibliotecas no Senegal e Guiné-Bissau como prova física e informativa de uma tradição subvertida.

A campanha tem a duração de 30 dias e termina no próximo dia 9 de junho. O objetivo é angariar 24 mil euros através de contribuições individuais mas também através do apoio de organizações, fundações e associações.


Inaugurámos a exposição “Este Espaço Que Habito” no Porto

Inaugurou ontem a exposição do projecto Este Espaço Que Habito. Os jovens participantes no projecto, no Porto, tiveram a oportunidade de ver o seu trabalho na Casa das Artes. É para nós um prazer e uma enorme alegria ver este projecto devolvido a quem o realizou. #mef #galeriamefp9 #OO #huaweip9

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© Tânia Araújo | Movimento de Expressão Fotográfica

 

Hoje no MEF, 3 atividades fotográficas

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Hoje às 16h na Biblioteca Camões em Lisboa acontece a apresentação dos projectos das Narrativas Fotográficas de 2015. Rita Pedrosa, Cláudia Pio e a Cristina Coutinho partilham as suas histórias. Ler mais…

Também hoje, no Porto, inauguramos também às 16h a exposição Este Espaço Que Habito na Casa das Artes. Ler mais…

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As imagens estenopeicas (pinhole) em exposição na Casa das Artes

A decorrer também neste fim de semana, o Módulo de Fotojornalismo do Curso Prático de Fotografia com o fotojornalista José Carlos Carvalho. Ler mais…

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Campanha: “Talibes Modern Day Slaves” de Mário Cruz

O Movimento de Expressão Fotográfica associa-se ao esforço do Mário Cruz na criação do livro “Talibes Modern Day Slaves”, pelo que divulgamos a campanha de crowdfunding, lançada pelo fotógrafo, que tem como intenção o de criar o testemunho do sofrimento das crianças escravizadas em falsas escolas corânicas no Senegal.

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© Mário Cruz | O livro irá estar presente nas escolas e bibliotecas do Senegal e Guiné-Bissau mas também servirá para pressionar as autoridades a tomarem medidas em relação ao sistema Talibé.

Inserida na divulgação da campanha, contamos com a presença do fotógrafo Mário Cruz no próximo dia 30 de Maio, às 19h30m no espaço do MEF em Campolide a apresentar este seu trabalho, a quem agradecemos a disponibilidade de partilha do seu trabalho. Inscrições limitadas [Formulário de inscrição AQUI].


Pedifoto Este Espaço Que Habito, 25 de Junho de 2016

Pedifoto2016

Movimento de Expressão Fotográfica ao longo do seu percurso tem procurado intervir através de atividades ligadas à fotografia, pretendendo estimular o gosto e interesse pela imagem fotográfica e pela dinamização social através da arte. Assim, como divulgação do seu projeto Integrar pela Arte, e procurando proporcionar um dia de convívio entre os que possuem o interesse comum da fotografia, promove o Pedifoto Este Espaço Que Habito em parceria com Bibliotecas de Lisboa – Biblioteca Camões. Inscrições Abertas!


Fotografia Documental no MEF

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De 10 a 18 de Setembro de 2016, viajamos até Marrocos.

O workshop de fotografia documental em Marrocos tem como objectivo a realização de um projecto fotográfico sobre a cultura Marroquina e será orientado por uma equipa de dois formadores do Movimento de Expressão Fotográfica, que acompanharão os projectos individuais a desenvolver pelos participantes. Na viagem teremos ainda um guia local que nos levará à descoberta da cultura Marroquina. Ler mais…


# encontrado na net

encontrado

Às quartas-feiras, divulgamos na página do facebook do MEF a rubrica: Encontrado na Net. Todas as semanas divulgamos o que nos desperta a atenção, curiosidades, assuntos diversos, etc. Esta rubrica acontece através da pesquisa de Tânia Rodrigues.

As publicações semanais desta rubrica podem ser encontradas  através da hashtag*:   #‎encontradonanetmef‬.


Este Espaço Que Habito no Porto a 28 de Maio

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A Casa das Artes no Porto acolhe a exposição de fotografia “Este Espaço Que Habito”, apresentada pelo Movimento de Expressão Fotográfica.  Os trabalhos expostos foram desenvolvidos com recurso a fotografia estonopeica e são o resultado do trabalho de jovens em cumprimento de medida tutelar de internamento em cinco centros educativos.

Vão estar expostas fotografias retro iluminadas montadas em estruturas metálicas, em que cada instalação foi construída de forma a lembrar uma câmara fotográfica estenopeica, em que a luz na instalação simboliza a luz necessária para a captura da imagem e as imagens são o resultado desse processo. A exposição é o resultado do projeto Este Espaço Que Habito realizado em 2014 e 2015, sendo o objetivo desta exposição a devolução das imagens aos jovens participantes, ao Centro Educativo Santo António e à cidade do Porto.

O projeto Este Espaço Que Habito tem como parceiro institucional o Ministério da Justiça e financiamento do programa PARTIS – Práticas Artísticas para Inclusão Social da Fundação Calouste Gulbenkian.

Mais informações sobre o projeto

https://integrarpelaarte.wordpress.com/eeqh-2014-2016/apresentacao-este-espaco-que-habito/

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Datas de exposição

28 de Maio a 28 de Junho

Local

Casa das Artes

Rua Ruben A., 210

4150 – 639 Porto

Horário

Dias úteis: 10h – 12h15/14h30-18h30

Sábado e Domingo: 14h30-18h30


Amanhã no MEF, José Carlos Carvalho

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© José Carlos Carvalho / Visão

O papel do fotógrafo enquanto interveniente e espectador. O envolvimento com a ação. O olhar enquanto ato fotográfico. Estes e outros assuntos no Workshop que iniciamos esta semana com José Carlos Carvalho, repórter fotográfico da Visão.

 

[Programa] e [Formulário de Inscrição]

Carga horária

20 Horas

Datas de Formação

26, 28, 29 e 31 de Maio de 2016


 

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Sohrab Hura

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“sometimes you can destroy your photography by being a photographer.”

Sohrab Hura nasceu em 1981 em Chinsurah, India. Estudou Economia na Universidade de Deli e na escola de Economia de Deli (onde obteve o seu mestrado). A fotografia surgiu, portanto, como um circuito paralelo, não estudado nem planeado, mas foi através desta que encontrou o seu “elemento”. Começou a fotografar em 2001, mas foi a partir de 2005, com a conclusão dos seus estudos que passou a “querer dizer qualquer coisa através da fotografia”. Há dois anos (com apenas 32 anos) foi eleito membro da celebérrima “confraria” Magnum. Sohrab tornou-se, assim, o segundo fotógrafo indiano a juntar-se à Magnum (o primeiro foi Raghu Rai).

A fotografia de Sohrab dispersou-se por múltiplos temas e trabalhos. A candidatura à Magnum – que dita uma submissão inicial de 60 fotografias – levou-o a sistematizar, organizar e pensar a sua obra. Fotografando abundantemente, este número (60) foi quase intimidatório (de pequeno, na sua perspectiva) e contou, neste esforço de síntese com a colaboração de Olivia Arthur e Susan Meiselas. Daqui resultou uma triagem que incluía (ainda) umas centenas de fotografias de 6, trabalhos), posteriormente reduzida a 3 trabalhos. São as escolhas difíceis, acrescento, que nos definem.

Muito mais conhecido na Índia (e Ásia em geral), evita pensar no peso desse reconhecimento: “I think the best way to give back to the medium and the community is by just doing work. And I just want to try and make work and be myself. If I start to take on all these things consciously it will never again be just about me and the work, and I won’t ever do justice to what I want to do.”

Acerca da honestidade e da permanente insatisfação, “How does one gauge, and in turn, nurture honesty as a person? I think we can only try to be the best judge of ourselves as we can. There is no formula to it. In my case there is a natural tendency in me to believe that my work is not good enough. Actually it is more a tendency to believe that my work could be a lot better, and not the former. And this really helps. There is always scope to do something better.”

2005, a tal altura em que passou a “querer dizer qualquer coisa através da fotografia”, marcou o início de um longo projecto, intitulado “Sweet Life”, que seria concluído em 2014. Este projecto tem dois capítulos, o primeiro designado “Life Is Elsewhere” (2005 a 2011), o segundo recebeu o título “Look, It’s Getting Sunny Outside!!!”

Este é um trabalho notável. “(…) I felt that I needed to photograph my own mother before photographing someone else’s mother.” Já tinha fotografado a Índia rural e a sua pobreza extrema. Porém, “I think it’s always easier to photograph someone else’s misery and not one’s own”. “Life Is Elsewhere” retrata o afundamento da sua mãe na esquizofrenia: “I didn’t want to feel like a hypocrite. It was important for me to photograph someone close to me I could be accountable to (…)” Mudou a sua forma de olhar para certa fotografia: “I started to hate photographs of people with mental illness in general. Almost all photographers, when they work on this “issue”, try and bring out a sense of madness which I didn’t agree with. There is more to people with any kind of mental illness than madness, if at all, there was that madness. So I wanted to photograph my mother not as a photographer, but as a son.

O capítulo 2 tem um carácter mais redentor: “Over the years when my mother’s condition started to improve I started to photograph at home more. Apart from my mother the focus of the photographs also included her dog Elsa who had been her sole companion at home for many years and also the house itself whose condition deteriorated or improved as my mother’s illness regressed or progressed. Her relationship with Elsa which had substituted intimate human contact as simple as touch or conversation all these years, had played a big part in my mother’s improvement.”

Acerca da estática e da linguagem, “They’re both very different for me. Aesthetics/style is nothing but something superficial. But language is how you say something you want to, and aesthetics is just a small part of it. Language is something that comes from within, and is close to one’s core and aesthetics can very often have no meaning other than something decorative and nothing else. Of course, aesthetics can be extremely seductive but if a work is just about aesthetics it will never live too long.

Mas voltemos à frase com a qual iniciei o texto: “sometimes you can destroy your photography by being a photographer.” Esta frase interessa-me e deixemo-lo falar em discurso directo:” When I first sensed this, I was questioning my photos when I was working on “Life is Elsewhere”. I felt that they were too “trained” and the photographer in the work was too visible, and it was not the son photographing his mother but the photographer photographing someone who happened to be his mother. When I looked at the photos I felt that the photographs were catching my attention but they were not raw enough. (…) I wanted at that time to try and see the way a child looks at the world. But the photographer in me had been so ingrained over years of conditioning that I could only try and do the best that I could. Today this feeling about one’s photography being destroyed by being a photographer is even more relevant and urgent for me. Towards the end of any work, I can sense that my conditioning to working that way has allowed me to get a sense of what makes a good photo or a photo that works, and the moment that sense comes to me with ease is when I need to get worried. This is also the reason why I need to let go of the work that I’ve done and start something from scratch (…)


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.