UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS: Matt Stuart

“Invisibility would be my superpower if I could choose one… Every now and then when you are doing street photography, you can come into something, you come out… and they didn’t realise you were there… it feels like a very meditative sense of being.”

Matt Stuart nasceu em Londres no ano de 1974. Define-se a si próprio como alguém que se tem interessado obsessivamente por diferentes temas em série. Aconteceu, em primeiro lugar com o skate entre 1986 e 1994 (que descobriu no filme “Regresso ao Futuro”), seguido do Kung-fu. O seu pai apercebeu-se rapidamente que o filho não estaria à altura de ser o sucessor do Bruce Lee e foi o “culpado” por Matt ter descoberto a fotografia ao lhe ter emprestado livros de nomes como Robert Frank e Cartier-Bresson. Na fotografia iniciou-se como assistente de Marcus Lyon, posição na qual permaneceria durante 3 anos, estabelecendo-se posteriormente por conta própria (no ano 2000). A fotografia é, pois, a sua obsessão mais longa (e, a avaliar pelo seu trabalho, ninguém terá pressa que esta desvaneça).

Matt tem uma carreira bem sucedida na fotografia comercial e publicitária. A fotografia de rua é uma paixão que o acompanha desde o início e tem como marca de água um finíssimo sentido de humor expresso nos momentos e enquadramentos burlescos que fixa. É uma interpretação bem-disposta do “momento decisivo” e que celebra as infindáveis possibilidades que a vida urbana oferece à fotografia. E a candura que lhe está associada.

Sobre o mundo da fotografia comercial: “The dream assignment is actually to not do street photography. Generally those assignments have conditions attached. They must be ‘aspirational’- and it starts to condition your way of thinking. You are not as free as you should be. But the dream assignment would be, working in a museum- photographing people in a gallery. Same way in the streets—no discussion, take what you see,.

And there is another way I work, I do advertising, corporate work. So people will phone me up and say we need an advert that it looks like it is a captured moment, but we need the lady to be wearing a red jumper, the car to be green- and the dinosaur to be fluorescent pink. So you can’t obviously stumble upon those things. So you get the lights, the camera the action—and that’s what I do for work. Advertising, is totally different from street photography, which is no models, dinosaurs, no jumpers—oh sometimes you can get dinosaurs, but very rarely.”

Sobre a fotografia de rua: “I think we are living in a world where everything is photo shopped or fake- and the fact thatstreet photography is a trend for people to document what is going on in their lives and what is in their street, museum, or park—and showing these very insightful peaceful moments that actually existed, happened. I think it is fantastic- more relevant than ever.

No que toca ao equipamento, tem sido fiel à Leica desde os primeiros tempos. Na fotografia de rua recorre a uma Leica MP com uma Summilux de 35 mm (f1.4).

Esta entrevista com Matt Stuart são 5 minutos muito bem empregues a ouvir em discurso directo um dos fotógrafos de rua mais fascinantes do nosso tempo.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Com curadoria de João Jarego.


 

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