UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Gueorgui Pinkhassov

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UZBEKISTAN. Tashkent.1992. Market.

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USSR. Moldova. 1990.
USSR. Moldova. 1990.
FRANCE. Paris. 1997.The Opera House (Palais Garnier).
FRANCE. Paris. 1997. The Opera House (Palais Garnier).
FRANCE. Paris. 1995. Portrait of designer.
FRANCE. Paris. 1995. Portrait of designer.
JAPAN. Tokyo. 1996. Ueno tube station.
JAPAN. Tokyo. 1996. Ueno tube station.
INDIA. Rajasthan. Jaisalmer. 1995.
INDIA. Rajasthan. Jaisalmer. 1995.
RUSSIA. Moscow. 1995. Kazan train station.
RUSSIA. Moscow. 1995. Kazan train station.

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RUSSIA. Moscow. The Bolshoi. 1994. Performance of THE NUTCRACKER suite.
FRANCE. Paris. 1999.
FRANCE. Paris. 1999.

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Don’t be afraid to take bad pictures, because good pictures are the mistakes of bad pictures.

Gueorgui Pinkhassov nasceu em Moscovo no ano de 1952. O seu interesse pela fotografia surgiu em tenra idade. Viria a estudar cinematografia no VGIK (Instituto Cinematográfico de Moscovo) ao que se seguiu a entrada para o estúdio Mosfilm, onde trabalhou como fotógrafo de cena.

O seu trabalho não passou despercebido ao (imensamente genial) realizador Andrei Tarkovsky, e foi por este convidado a cobrir as filmagens do filme ‘Stalker’ (1979). Tarkovsky foi, do ponto de vista artístico, uma enorme referência para Pinkhassov mas não se ficou por aí: criou-se uma relação de proximidade entre ambos. “I was greatly influenced by Andrei Tarkovsky’s films. I met Andrei and showed him my works. He liked them and consented to some portraits of him and his father, Arseny, a famous poet. Andrei suggested a humanistic style rather than my minimalistic one.”

A “imagem de marca” da fotografia de Pinkhassov reside no seu estilo que cruza arte com reportagem e que torna o mundano, o trivial, o quotidiano em cenas abstratas e surreais. É um olhar que busca incessantemente o que não é óbvio entre o dia-a-dia. O extraordinário resulta muito mais do modo como se olha o objecto fotografado que do objecto em si. No meu ponto de vista, a vertente artística, a “fotografia pela fotografia” é a que mais pesa no seu trabalho. E isto não diminui de modo algum o seu trabalho. Na arte a forma também é conteúdo.

Pinkhassov refere que o seu estilo foi profundamente influenciado por Henri Carier-Bresson. Uma influência que se reforça com a sua mudança para Paris, em 1988. “Cartier-Bresson was the first person to use this method. Thanks to the invention of the Leica camera, he was able to work in the moment. It is thanks to the existence of this camera, that the great avant-garde photographers of his era were able to show us the 20th century as they did. Cartier Bresson’s genius was not that he was able to press the right button in the right moment, but that he allowed the moment to be taken, to be photographed.” Certo. Mas diria que, não podendo eu estabelecer se há alguma influência, a sua forma de compor, de ver o mundo através da câmara se intersecta com a de Alex Webb ou Saul Leiter.

Membro da Agência Magnum, não deixa de ter sobre ela um olhar crítico: “Agencies are still relevant. Everyone shoots now. When something happens, photographers from different agencies go there. They are well equipped and can distribute their photos quickly. In a day or two, the value of the information passes. (…)Magnum is always late as it lacks the above. Magnum takes a deeper approach and would be lucky if they could make it to a weekly or a monthly. This is a cause of conflict as I feel Magnum could be faster but I can’t change the system. (…)To my regret, the culture of photojournalism is almost dead at Magnum. Now everyone is busy with other things like doing workshops. There are lots of talents at Magnum, but most are by themselves. But Magnum is still alive when many others are gone.”

Menos conhecido, será o seu trabalho em vídeo. Algo mais pessoal e que guarda apenas para si (eis um exemplo). Sobre estes e sobre a fotografia versus vídeo: “Photography is not anthropological enough. Video is needed to understand the emotions. Actors, no matter how talented they may be, are unable to convey the magnitude of emotions. I do not publish my video clips as they are very private moments of people. The main point is not to run around but to stand and watch. The idea is to see the value of the moment and not walk around to find something interesting.

I don’t edit the videos I shoot as the raw footage is more truthful. I think editing will make the video more like a film.”


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.


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