MÁQUINAS COM HISTÓRIA, Yashica Mat-LM

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Desta vez trazemos-vos uma máquina totalmente diferente das que temos falado até agora. Ao contrário das SLR, as TLR tal como o nome indica (Twin Lens Reflex), possuem 2 lentes e geralmente nenhum prisma. E não ficam por aí as diferenças, geralmente os comandos de uma SLR encontram-se na parte superior da máquina fotográfica e o viewfinder na parte de trás, enquanto que numa TLR a parte superior está reservada para o viewfinder e os comandos na parte frontal. A lente superior está destinada ao viewfinder, enquanto que a lente inferior é onde fica o diafragma e por essa razão é a lente através da qual será registada a fotografia. Temos assim, uma lente de simples visualização separada da lente que efectivamente regista o momento.

Introduzida em 1958, a Yashica Mat-LM foi uma sucessora da Yashica Mat, tendo como principal diferença em relação à sua antecessora a existência de um fotómetro de células de selenium na parte frontal, daí a diferença no nome – LM = Light Meter.
É uma máquina totalmente mecânica, não necessitando sequer de pilhas para o fotómetro, de construção sólida e utilização bastante fácil.
O disparador (da marca Copal) tem velocidades de 1 segundo a 1/500 e Bulb, enquanto que as aberturas vão de f:3.5 a f:22. A sincronização do flash faz-se em todas as velocidades selecionadas.

Por cima da lente superior encontramos um mostrador com as indicações da velocidade e abertura selecionadas. A colocação do viewfinder na parte superior da máquina, obriga a que a posição do nosso corpo para tirar uma fotografia seja a de olhar para baixo, enquanto agarramos no corpo da máquina.

No caso da Yashica Mat-LM, todos os instrumentos necessários para a seleção de velocidade e abertura e para a própria visualização da imagem, estão alinhados de tal maneira, que ao olharmos para baixo para o viewfinder, conseguimos ao mesmo tempo ver as medições do fotómetro e a seleção das velocidade e aberturas sem que tenhamos que desviar muito o olhar do viewfinder. Por tudo isto, esta máquina torna-se um exemplo de perfeição ergonómica e estética.

Como é utilizar a Yashica Mat LM no dia-a-dia?

Para quem nunca utilizou este tipo de máquinas demora um pouco até que nos adaptemos. Como só tem um espelho e não tem prisma, o que se encontra à esquerda aparece na zona direita do viewfinder e vice-versa, o que pode ser um pouco confuso de início. Por não existir o movimento do espelho (que existe nas SLRs), é uma máquina muito silenciosa e por isso torna-se muito discreta. Não é uma máquina tão intrusiva, pois não a apontamos diretamente ao objeto fotografado e talvez por isso e por ser uma máquina diferente do que geralmente se vê tem uma receptividade muito maior por parte de quem é fotografado em comparação com outras máquinas.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica. Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

#mef #omefsugere #maquinascomhistoria


 

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