Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco

Na ação de formação “Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco” tencionamos introduzir, enquanto método de trabalho, situações encenadas e dinâmicas de imagem com suporte em papel fotográfico.

Baseado em trabalho de laboratório a preto e branco e na tomada de imagens em processo película, desafiaremos os participantes à construção de um projeto autoral fundamentado na interpretação da obra referida e que possibilitará um percurso performativo na linguagem fotográfica, desde da tomada de imagem até à impressão final.

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RUI BAIÃO PAULO NOZOLINO ilustrado, layout e capa de Paulo Nozolino e Stéphane Duroy; 108 págs. ISBN 972-8351-70-4
Rui Baião NUEZ Paulo Nozolino
108 págs.
ISBN 972-8351-70-4

Nesta edição propomos a análise da obra “NUEZ”, um livro feito de poemas (Rui Baião) e de fotografias (Paulo Nozolino), dentro de dois discursos cúmplices, que se cruzam entre si. Podemos entender, durante o percurso de leitura deste livro, que os autores trilham um caminho na dura realidade do presente, com um discurso visual que deambula entre imagens construídas na sombra e na solidão e nas palavras, que refletem uma paisagem decadente.


NUEZ ©Paulo Nozolino
©Paulo Nozolino, em NUEZ, Lisboa: Frenesi, 2003, p. 88, 89, 90.

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Ligado às máquinas a morte
vive vegetal aos quadradinhos.
Coisas leves dada à boca dos velhotes.
Soro & sonda. Vota em hóstia a irmãzinha
dos cerelaques. Ris-te ao portal
que dá para a bênção da gadeza.
É como nos filmes, limpa-se
a trampa aos gansos, tosse-se
o que haja ainda de pleura para tossir.
Em telha vã, quem lhes dera
fazer tropelia e prognósticos. Rumores,
a quem à sede queria ser
o próprio outro.

©Rui Baião, em NUEZ, Lisboa: Frenesi, 2003, p. 7.

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[PROGRAMA]            [INSCRIÇÃO]


Formadores

Luís Rocha – Narrativa Fotográfica [nota biográfica]

Tânia Araújo – Laboratório Preto e Branco [nota biográfica]

Datas de formação:

De 3 de Fevereiro a 12 de Maio de 2017

Horários e dias da formação:

Sextas-feiras

Aulas Práticas – 19.30h às 22.30h

Aulas Teóricas – 19.30h às 21.30h

Horas de Formação:

42h (14 sessões de 3 horas)

Consumíveis a adquirir por parte do formando:

Rolos fotográficos de Preto e Branco

Papel Fotográfico

Material necessário para a elaboração do projeto individual

Consumíveis fornecidos pelo MEF:

Química para revelação de película e de impressão de papel fotográfico

Nº máximo de participantes:

8

Valor da ação de formação:

180€ (sócios MEF)

200€ (novos alunos / não associados)


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA


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Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal, oficina 3

Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal tem por objectivo dotar os alunos de competências específicas para o desenvolvimento da “sua” fotografia no campo documental, bem como prepará-los e acompanhá-los no desenvolvimento de um projecto próprio.

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Hortas Urbanas, Vale de Chelas, Lisboa. © Luís Rocha

[Programa completo]   [Formulário de inscrição]

Oficina 3

Livro Fotográfico | As sessões dedicadas a Livro fotográfico farão um breve enquadramento histórico do mesmo, dos primeiros livros às publicações de hoje. Discutir-se-á a Fotografia em papel e o conceito de “livro”, abordando também o lugar do “leitor fotográfico” e a sua visão.

Construção de Fotolivro | Este módulo do curso tem como objectivo final a criação por cada um dos participantes, de um fotolivro com as imagens selecionadas. Falaremos da criação de narrativa através de imagens, da criação de um layout, das ferramentas necessárias para tal e das diferentes possibilidades que os fotolivros apresentam. Este módulo é dividido em três momentos:

  • Apresentação de exemplos de fotolivros; abordagem de diferentes tipos de narrativa e de formas de pensar o livro; abordagem de ferramentas no indd para a criação de um layout gráfico.
  • Acompanhamento individual dos projectos a figurar em livro
  •  Conclusão final do projecto para impressão.

Curadoria de Exposições | Nestas sessões pretendemos, com base nos projectos fotográficos desenvolvidos na Oficina 2, ou a partir de trabalhos realizados em contexto anterior, produzir uma exposição colectiva com os trabalhos fotográficos propostos. Abordaremos a curadoria e a montagem de uma exposição desde a sua vertente de planificação até à prática em espaço expositivo.


Formadores

Bruno Castro – Livro Fotográfico

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Ilhas Studio – Construção de Fotolivro

[nota biográfica] [site]

Cláudia Camacho – Curadoria de Exposições

[nota biográfica]

Nota 2: a impressão final do fotolivro é facultativa. O valor de impressão será suportado pelo participante na Oficina.

Nota 3: O local da exposição final dos trabalhos será anunciado no decorrer do módulo.


Horário

De 5 Maio a 24 de Junho 2016 | 24 horas

19:30h/21:30h – sextas-feiras

13 de Maio, das 15h30m às 17h30m – Sábado

27 de Maio , das 15h30m às 20h30m – Sábado

24 de Junho, das 14h30m às 18h30m – Sábado

Valor Oficina 

180€ (novos alunos / não associados)

160€ (sócios MEF)


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA


Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal, oficina 2

Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal tem por objectivo dotar os alunos de competências específicas para o desenvolvimento da “sua” fotografia no campo documental, bem como prepará-los e acompanhá-los no desenvolvimento de um projecto próprio.

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Grupo Excursionista “Vai-Tu”, Lisboa. © Luís Rocha, 2015.

[Programa completo]  [Formulário de inscrição]

Oficina 2 

A fotografia documental, processos de trabalho.

Nesta oficina procuramos a construção de uma narrativa fotográfica pessoal a partir de um território físico e emocional. Esta oficina inclui um acompanhamento dos alunos e dos seus projectos, que serão analisados e discutidos em três momentos distintos. Na apresentação final, os alunos defenderão a sua abordagem fotográfica desenvolvida ao longo da oficina.

Formadores

Luís Rocha – Acompanhamento dos projetos

[nota biográfica] [site]

Nelson d´Aires – Análise e crítica das narrativas visuais

[nota biográfica] [site]

Fotógrafos convidados

Ângelo Lucas | Somos como nos Representamos?

[site]

João Mariano | Planificação de um Projeto fotográfico.

[site]

Clara Azevedo | Documento fotográfico enquanto registo de Memória.

[site]

Céu Guarda | Território fotográfico como documento da sociedade e das emoções.

[nota biográfica]

Luísa Ferreira | a sociedade contemporânea a partir de uma interpretação fotográfica.

[site]

Tânia Araújo | A fotografia documental como ferramenta de Inclusão social.

[nota biográfica]

Nota 1: a Oficina 2 termina com uma apresentação pública dos trabalhos em formato de tertúlia. Pretende-se com esta apresentação debater o processo de trabalho observado durante a concretização dos projetos fotográficos.


Horário

De 17 Fev. a 6 Mai. de 2017 | 32 horas

19:30h/21:30h – Sextas-feiras

Nos dias 18 de Mar., 8 de Abr. e 6 de Mai. de 2017

das 15h às 18h – Sábados

Valor Oficina

450€ [150€ x3] (novos alunos / não associados)

390€ [130€ x3] (sócios MEF)


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA


Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal, oficina 1

Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal tem por objectivo dotar os alunos de competências específicas para o desenvolvimento da “sua” fotografia no campo documental, bem como prepará-los e acompanhá-los no desenvolvimento de um projecto próprio.20150704_fotografia_de_rua_0020

[Programa completo] [Formulário de inscrição]

Oficina 1 

História da Fotografia Documental Universal

Nestas sessões pretende-se enquadrar historicamente a sua importância, tanto em termos nacionais como internacionais. O percurso será feito através das obras dos fotógrafos que, de algum modo, lançaram mão da sua prática tanto em trabalhos individuais (de denúncia, reportagem, viagem, diário), ou em missões colectivas com objectivos pré-definidos (levantamentos arquitectónicos ou paisagísticos, por exemplo).

Debates e Linguagens da Fotografia Documental Portuguesa

Vamos falar do documento fotográfico português, da História e histórias da fotografia documental portuguesa, em forma de apresentação informal e de debate. Essencialmente, daremos a conhecer a História da Fotografia documental feita em Portugal.

Formador

José Oliveira – História da Fotografia Documental Universal

[nota biográfica]

Alexandre Pomar – Debates e Linguagens da Fotografia Documental Portuguesa

[nota biográfica] [blog]

Horário

13 Jan. a 10 Fev. 2017 | 10 horas

19:30h/21:30h – Sextas-feiras

Valor Oficina 

120€ (novos alunos / não associados)

100€ (sócios MEF)


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA


CURSO DE FOTOGRAFIA APLICADA

O Curso de Fotografia Aplicada tem como objectivo sedimentar conhecimentos e despertar questões relativas à fotografia. Durante o curso o aluno é convidado a experimentar duas áreas da fotografia, a luz e a edição digital, permitindo assim um melhor conhecimento das técnicas fotográficas para uma apreensão das estéticas inerentes às mesmas.

As disciplinas incluídas no Curso de Fotografia Aplicada são: Iluminação em Estúdio e em Exterior; Tratamento Digital da Imagem desde a captura digital à impressão.

O percurso formativo está dividido em quatro blocos, em regime de “módulos”, que serão quatro espaços de trabalho específicos e completos. Cada módulo fornece ao participante a totalidade das competências propostas em cada um dos temas. Os alunos podem frequentar os quatro módulos na totalidade (completando o curso) ou algum dos módulos de forma autónoma, de acordo com o seu interesse.

Iluminação

Técnicas sobre o uso de iluminação de estúdio. A Luz é a linguagem da fotografia e todas as imagens dependem dela para a sua expressão. Nestas duas oficinas a iluminação natural e artificial será apresentada com os princípios fundamentais da fotografia num ambiente de estúdio e de exterior. Luz contínua. Reflectores. Cones e Snoots, Colmeias, Flashes de estúdio – Truques de Iluminação, Fundos fotográficos, Fundos Infinitos (ciclorama), Luz Directa, Luz Reflectida, Luz Difusa, Luz Contínua ou luz natural. Truques e técnicas: reflector branco, prata, dourado e preto. Constituição e Características da luz, Temperatura de cor, Comprimento de onda e Frequência, Intensidade da luz, Princípios da Luz e da Cor, Capacidade de Refracção e Reflexão, Absorção e Dispersão, Fotómetro de Leitura de Luz Reflectida ou Incidente, Exposição, velocidade e abertura. Prática de fotografia de bancada.

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© Luís Rocha

Trabalho a desenvolver: A partir de técnicas de iluminação em estúdio e em exterior, o aluno é convidado a realizar uma série de exercícios práticos de iluminação, desde a produção da imagem até à sua captura.

Iluminação – Estúdio, módulo 1

Centrado na utilização dos equipamentos de iluminação, contínua e de flash, em interior.

Sessão teórica versando os principais conceitos aplicados à fotografia com luz artificial, seguida de realização de exercícios práticos, em grupo.

Iluminação – Exterior, módulo 2

Centrado na utilização da luz natural, flash portátil e de acessórios como refletores, difusores e flash externo, em exterior.

Sessão teórica versando os principais conceitos aplicados à fotografia com luz mista, seguida de realização de exercícios práticos, em grupo.

Processo Digital / Tratamento Digital da Imagem

Considerações técnicas. Formatos standard de imagens digitais para impressão em laboratórios convencionais. Introdução aos vários formatos (jpeg, tiff e raw). Ferramentas básicas. Ferramentas “Levels” e “Curves”. Limpeza de imperfeições. Ajustes localizados de exposição e de cor. Redimensionamento de imagens e sua adequação aos formatos comuns de impressão. Reconhecimento e adaptação dos vários estágios do fluxo de trabalho na fotografia digital e compreender algumas das ferramentas e sistemas mais relevantes para a gestão do armazenamento e arquivo das imagens; Instalação do Photoshop Lightroom, configuração e personalização do seu interface. Aplicação, de forma concisa, das potencialidades do programa no fluxo de trabalho.

Trabalho a desenvolver: A partir de programa de edição de imagem, pretende-se que o aluno adquira as bases suficientes para editar as suas próprias imagens fotográficas.

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© Nuno Morais

Lightroom – Fluxo de Trabalho, módulo 3

Centrado na utilização de software para edição de imagem, versando as ferramentas de controlo de exposição, contraste e resolução (entre outras), com apoio do Adobe Photoshop Lightroom para tratamento digital e catalogação dos ficheiros de imagem, resultantes.

Módulo fundamentalmente prático requerendo computador com prévia instalação da aplicação Lightroom.

Lightroom – Captura, Digitalização e Impressão, módulo 4

Centrado na utilização das ferramentas de processamento do Adobe Photoshop Lightroom, e da sua aplicação ao fluxo de trabalho, desde a captura de imagem, por câmara fotográfica digital e/ou por digitalizadores, até à preparação para impressão em laboratório fotográfico.

Módulo fundamentalmente prático requerendo computador com prévia instalação da aplicação Lightroom.

Formador

José L. Diniz

Horário para 2017

Sábado e Domingo, 10h/13h – 14h/19h (16 horas/oficina)

Módulo 1, dias 4 e 5 de Fevereiro

Módulo 2, dias 4 e 5 de Março

Módulo 3, dias 1 e 2 de Abril

Módulo 4, dias 6 e 7 de Maio

Valor por módulo

150€ (novos alunos / não associados)

120€ (sócios MEF)

[Formulário de inscrição]

Nota biográfica: Entre 2005 e 2012, José L. Diniz esteve ligado ao jornalismo especializado na área da Fotografia, tendo sido Consultor Técnico e Diretor da revista ‘Super Foto Digital’ (Ex-‘Super Foto Prática’) e membro do Painel de Fotografia da EISA-European Imaging and Sound Association.

Com carácter pontual, colaborou também com outras revistas de referência, tanto no âmbito da Fotografia – como é o caso de ‘O Mundo da Fotografia Digital’ – como no âmbito da divulgação científica e cultural – onde se destaca a National Geographic (Portugal) – como fotógrafo e articulista.
Tem, igualmente, desenvolvido actividade de formador, em colaboração com várias marcas de equipamentos fotográficos, e como professor de Técnica Fotográfica em diversos estabelecimentos de ensino, tendo também orientado inúmeros workshops temáticos, desde iluminação, fotografia noturna, fotografia com flash, de alta velocidade, entre outros.


Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal

Curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal tem por objectivo dotar os alunos de competências específicas para o desenvolvimento da “sua” fotografia no campo documental, bem como prepará-los e acompanhá-los no desenvolvimento de um projecto próprio.

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Grupo Excursionista “Vai-Tu”, Lisboa. © Luís Rocha, 2015.

O percurso formativo está dividido em três grandes blocos, em regime de “oficinas”, que serão três espaços de trabalho específicos e completos. Cada oficina fornece ao participante a totalidade das competências propostas em cada um dos temas. Os alunos podem frequentar as três oficinas na totalidade (completando o curso) ou alguma das oficinas de forma autónoma, de acordo com o seu interesse.

Vamos trabalhar a fotografia documental através do conhecimento da sua história, da análise visual e no debate subjacente à construção da narrativa de projetos fotográficos contemporâneos. Incidimos a nossa atenção na elaboração de projetos documentais, convidando fotógrafos que trabalham na área da imagem documental a discutirem os temas da sociedade contemporânea a partir de uma interpretação fotográfica, e a analisarem os trabalhos fotográficos produzidos pelos participantes.

Finalizamos a ação de formação com a criação de suportes de divulgação dos projetos, com especial foco na construção de um livro fotográfico individual e do projeto expositivo colectivo.

Pretende-se que o aluno fique munido de ferramentas visuais e interpretativas para a construção de um discurso documental próprio.

Coordenação : Luís Rocha

Formadores:

José Oliveira – História da Fotografia Documental Universal e Alexandre Pomar – Debates e Linguagens da Fotografia Documental Portuguesa são os convidados para a 1ª Oficina que nos trazem um pouco da história da imagem, universal e Portuguesa.

Na 2ª Oficina, teremos um leque alargado de fotógrafos que trabalham diversos temas: Luís Rocha – Acompanhamento dos projetos. Nelson d´Aires – Análise e crítica das narrativas visuais construídas, leitura dos trabalhos fotográficos produzidos. Ângelo Lucas | Somos como nos Representamos? João Mariano | Planificação de um Projeto fotográfico. Clara Azevedo | Documento fotográfico enquanto registo de Memória. Céu Guarda | Território fotográfico como documento da sociedade e das emoções. Luísa Ferreira | a sociedade contemporânea a partir de uma interpretação fotográfica. Tânia Araújo | A fotografia documental como ferramenta de Inclusão.

A finalizar o curso, temos na 3ª Oficina a construção de uma exposição e de um livro fotográfico com a participação de Bruno Castro – Livro Fotográfico. Atelier Ilhas Studio – Construção de Fotolivro e Cláudia Camacho – Curadoria de Exposições.

Mais informações e inscrições:
http://www.mef.pt/mef/fotografia-documental-e-projecto-pessoal


Curso de Fotografia Aplicada

O Curso de Fotografia Aplicada tem como objectivo sedimentar conhecimentos e despertar questões relativas à fotografia. Durante o curso o aluno é convidado a experimentar duas áreas da fotografia, a luz e a edição digital, permitindo assim um melhor conhecimento das técnicas fotográficas para uma apreensão das estéticas inerentes às mesmas. 

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As disciplinas incluídas no Curso de Fotografia Aplicada são: Iluminação em Estúdio e e em Exterior; Tratamento Digital da Imagem desde a captura digital à impressão.

Mais informações e inscrições em:
http://www.mef.pt/mef/curso-de-fotografia-aplicada


Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco

image0-1Nesta ação de formação, tencionamos introduzir, enquanto método de trabalho, situações encenadas e dinâmicas de imagem com suporte em papel fotográfico.

Baseado em trabalho de laboratório a preto e branco e na tomada de imagens em processo película, desafiaremos os participantes à construção de um projeto autoral fundamentado na interpretação da obra referida e que possibilitará um percurso performativo na linguagem fotográfica, desde da tomada de imagem até à impressão final.

Mais informações e inscrição:
http://www.mef.pt/mef/narrativa-fotografica-com-laboratorio-preto-e-branco


Workshop de fotografia documental no Irão

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workshop de fotografia documental no Irão, tem como objectivo a realização de um projecto fotográfico sobre a cultura e costumes iranianos e será orientado, produzido e dinamizado  por uma equipa de três colaboradores do MEF.
O workshop consiste na realização de um trabalho documental a ser realizado em diversas cidades e aldeias.

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A formação fotográfica incidirá no método de aprendizagem através da prática, explorando a vertente estética da imagem e o seu carácter documentalista. A abordagem fotográfica aponta diretamente na orientação do documentário sócio-cultural ilustrando os modos de vida da população local.

Mais informações e inscrição:
http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-no-irao


FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E PROJECTO

O curso de Fotografia Documental e Projecto Pessoal tem por objectivo dotar os alunos de competências específicas para o desenvolvimento da “sua” fotografia no campo documental, bem como prepará-los e acompanhá-los no desenvolvimento de um projecto próprio.

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Grupo Excursionista “Vai-Tu”, Lisboa. © Luís Rocha, 2015.

Mais informações e inscrições AQUI


 

Curso de Fotografia: iluminação e edição digital.

O Curso de Fotografia Aplicada tem como objectivo sedimentar conhecimentos e despertar questões relativas à fotografia.

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Durante o curso o aluno é convidado a experimentar duas áreas da fotografia, a luz e a edição digital, permitindo assim um melhor conhecimento das técnicas fotográficas para uma apreensão das estéticas inerentes às mesmas.

As disciplinas incluídas no Curso de Fotografia Aplicada são: Iluminação em Estúdio e em Exterior; Tratamento Digital da Imagem desde a captura digital à impressão.

Mais informações e Inscrições em: Curso de Fotografia Aplicada


Laboratório a preto e branco e narrativa fotográfica, ação de formação em 2017.

Nesta ação de formação, propomos a análise da obra “NUEZ”, um livro feito de poemas (Rui Baião) e de fotografias (Paulo Nozolino), dentro de dois discursos cúmplices, que se cruzam enimage0-1tre si. Podemos entender, durante o percurso de leitura deste livro, que os autores trilham um caminho na dura realidade do presente, com um discurso visual que deambula entre imagens construídas na sombra e na solidão e nas palavras, que refletem uma paisagem decadente. Não se pretende que o trabalho desenvolvido seja uma réplica da obra em questão, mas sim de uma re-interpretação dos conceitos presentes na obra, em que esta surge como mote inicial de trabalho.
Baseado em trabalho de laboratório a preto e branco e na tomada de imagens em processo película, desafiaremos os participantes à construção de um projeto autoral fundamentado na interpretação da obra referida e que possibilitará um percurso performativo na linguagem fotográfica, desde da tomada de imagem até à impressão final.

Exposição fotográfica colectiva NARRATIVAS 

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© Nuno Correia

De 1 a 21 de Dezembro de 2016, Rua Arroios, 100, Lisboa.

Autores: Ana Rodolfo, Catarina C. Sampaio, Nica Paixão, Nuno Correia, Pedro Martins e Rui Pedro Esteves.


Esta exposição nasce da vontade de dar continuidade a um Workshop lançado pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) com a duração de 4 meses, que tinha como objectivo a utilização de película fotográfica e a prática laboratorial em preto e branco apoiada numa interpretação e reflexão pessoal sobre a obra “Extraños” do fotógrafo Juan Manuel Castro Prieto (1958).

Tomando esta obra como ponto de partida, pretendia-se não só proporcionar conhecimentos de técnicas de impressão em laboratório mas, essencialmente, pensar a imagem fotográfica como forma de expressão pessoal no contexto de um trabalho autoral em que a partilha, a crítica, e a edição de imagem foram partes integrantes.

Com a extensão do trabalho destes seis autores agora em forma exposição, coloca-se em contexto as diferentes narrativas pessoais no cruzamento com o trabalho Castro Prieto, porém de uma forma autónoma. Pretende-se assim fechar o ciclo que começou com uma ideia comum mas que o percurso, a experiência e a personalidade de cada um moldou e assimilou à sua maneira.

Cada um destes projectos tem uma personalidade própria, são processos de procura de significação através de fragmentos dispersos; são narrativas às quais faltam letras, frases, páginas, é, em cada caso, uma procura pessoal. É um trabalho quase impossível em que o analisado se analisa na procura de si próprio. Daí os paradoxos, a falta de respostas, os becos sem saída, as ambivalências, as hesitações, a necessária catarse que tanto se socorre da fisicalidade da imagem que se dispersa em trípticos como se condensa na intensidade fracturante e ruidosa da imagem única. São trabalhos densos, codificados, que não se revelam de uma maneira simplista ao exercício do olhar.

Ana Rodolfo ao reflectir sobre a memória do outro como memória nossa, lança pelo menos duas questões: a das categorias ou hierarquização da temporalidade (a memória da memória), e o da “estranheza” de um corpo (de memória) que apropriamos e se apropria de nós. É um trabalho sobre o diferido do outro, em que se poderia dizer que há uma espécie de sabotagem do real por interposta pessoa, pela sua memória, que nos persegue e insinua.

Na narrativa de Catarina C. Sampaio há muitas pausas, sublinhados, palavras soltas, enigmas por resolver, matérias do quotidiano que não se resolvem na sua aparência. É uma tautologia que se serve das imagens como suporte de uma forma aparentemente ingénua, mas decerto enganadora. A simplicidade é complexa e cada imagem é um capítulo, é um universo de contenção.

Já os trípticos de Nica Paixão transbordam para fora da forma do livro de uma forma necessária, quase visceral, numa dimensão performativa que obriga a um gesto de desdobrar e a um dobrar, numa metáfora de revelar e ocultar, de habitar e desabitar, de entrar e de sair… do livro, da vida. E em cada tríptico uma personagem e uma mediação, um sentir-se dentro e fora…equívocos, vestígios, marcas, fissuras, contaminações, memórias elas próprias suportadas na insuficiência dos fragmentos de textos. Labirintos de realidades ficcionadas ou de ficções tornadas reais pela urgência de uma outra temporalidade, de uma outra geografia de afectos.

De outro modo se posiciona o universo de Nuno Correia, que está contido entre a singularidade do mergulho no espelho, na imagem inicial, e a ocultação da máscara, na imagem final. Estas são as duas premissas que autorizam uma lógica fora dos contextos do pragmatismo do documento, da necessidade da representação do real, ou da consistência de um projecto minuciosamente planeado. É mais, talvez, uma espécie de exercício à mão-livre, sem régua nem esquadro. Uma procura de coordenadas visuais que flutua entre a memória e a necessidade de reinventar essa própria memória. Um discurso plural que sugere mais do que afirma, que provoca mais do que certifica, que inquieta mais do que significa.

Mas se Nuno Correia insinua e aponta, Pedro Martins, com “Sapatas”, desce em definitivo às fundações, às profundezas, dando a visibilidade possível aos domínios mais obscuros, aos medos e demónios que nos habitam. E o que pensávamos ser-nos “estranho”, o que julgávamos enterrado, o que dávamos por resolvido, vem à superfície com uma brutalidade aterradora… e mesmo assim parece-nos um sonho algo bizarro, grotesco, do qual pretendemos acordar. É o momento em que o sonho é mais real do que a realidade.

Por sua vez Rui Pedro Esteves propõe-nos uma viagem pessoal através do outro, em que cada díptico, ou tríptico, é uma encenação/projecção de um capítulo da sua vida. Memória e ficção, unem-se num “story-telling” necessariamente fragmentado pela condição da fotografia que enuncia apenas suspeitas. Porém, é esta lógica do fragmento que sugere ao espectador uma arqueologia dos seus interstícios, na tentativa da re-construção de uma narrativa que pretende com alguma coerência.

José Oliveira