Imagens do Sentir. Dom, 2 julho, 2017

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Imagens do Sentir

Dom, 2 julho, 2017 – 15:00 até 16:00

Jardim Gulbenkian – Sítio da Oliveira
Av. de Berna, 45A , Lisboa
217 823 000
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Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete no próprio dia

Por: MEF – Movimento de Expressão Fotográfica

Será possível conceber e compreender imagens sem utilizar a visão? Nesta atividade, vamos experimentar formas alternativas de reconhecer, organizar e dar sentido a pequenos trajetos dentro do Jardim Gulbenkian. Cada participante, acompanhado por outro – e revezando-se ambos nos papéis de descritor e de construtor de imagens –, deixa-se orientar pelo tato, pela descrição e pelo som, dando largas à criatividade e às emoções, para captar imagens mentais que mais tarde poderá contemplar.

Nota: Para esta atividade, é necessário que cada participante traga um dispositivo digital de captação de imagem (telemóvel, câmara fotográfica, etc.)

Mínimo de Participantes: 4
Máximo de Participantes: 20

As atividades para famílias pressupõem a participação ativa dos adultos. Os bilhetes são disponibilizados 15 minutos antes do seu início, no local onde se realiza a atividade.


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FOTO DE CAPA, “Rain Dogs” de Tom Waits

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Foto de Capa #3: Hoje convocamos a imagem de capa do álbum “Rain Dogs” de Tom Waits. Apresentando uma foto a preto e branco da autoria do fotógrafo sueco Anders Peterson trata-se de um exemplo eloquente de uma imagem que, existindo e sendo pública muitos anos antes da edição do disco (em 1985), acaba no entanto por ganhar uma segunda vida, neste caso com a sua inclusão no artwork de um dos mais reverenciados discos de Waits. A foto foi tirada em uma das muitas visitas fotográficas que Peterson efectuou ao longo de três anos da década de 1960 ao Café Lehmitz, perto da zona decadente de Reeperbahn em Hamburgo e mostra dois frequentadores habituais do café, Lilly e Rose, num momento afectuoso. O contraste entre a risada ‘sonora’ de Lily e a expressão ternurenta de um Rose em tronco nu abre várias leituras possíveis (uma relação maternal? Um momento espontâneo de intimidade entre uma prostituta e um cliente?) que cativaram Waits, levando-o a solicitar a utilização da imagem para o seu disco. A fotografia faz parte do livro sobre o referido café que Peterson editou em 1978 e onde surgem vários retratos, íntimos e perturbadores, dos vários tipos de clientes do café (marinheiros, taxistas, prostitutas, dançarinas e proxenetas e.o.). Segundo Peterson, “as pessoas no Café Lehmitz tinham uma presença e uma sinceridade que a mim me faltava. Era aceite estar-se desesperado, ser-se ternurento, ficar só ou na companhia de outros. Havia muito calor humano e tolerância neste lugar tão destituído.” Por esta altura Peterson tornou-se num fotógrafo de renome internacional. Contudo, a imagem ganha um novo impacto na capa de Dogs por uma certa ligação simbólica com as canções boémias e ébrias de Waits, que descreveu o disco como vagamente conceptual “sobre as vidas urbanas de nova-iorquinos sem posses”. Não de somenos importância nesta relação, o facto de muita gente assumir que é Tom Waits o homem na capa. Sobre a utilização da fotografia na dita, Peterson disse: “Respondi sim quando a editora me abordou porque gosto da música de Tom. Encontramo-nos e foi muito agradável. Falamos a mesma língua”.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DOCUMENTAL – MARROCOS

O workshop de fotografia documental em Marrocos tem como objectivo a realização de um projecto fotográfico sobre a cultura Marroquina e será orientado por uma equipa de dois formadores do Movimento de Expressão Fotográfica, que acompanharão os projectos fotográficos individuais a desenvolver pelos participantes.

Mais informações em: http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-marrocos/

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Marraquexe, 2016. © Luís Rocha/MEF

 

Cadernos do Oriente – relato de uma viagem de 13 fotógrafos

Em Cadernos do Oriente a história de uma viagem é contada através de imagens. Com os olhos fixados nas distintas formas de um outro quotidiano, olhando o movimento, olhando o conto de um dia ou de uma vida, vivenciamos o prazer de sermos bem recebidos. As vidas observadas são imensas, quisemos registar, através do silêncio que a imagem permite, a descoberta do género de viajantes que somos. Cadernos do Oriente, entre a China e o Vietname, passando por Hong Kong e Macau é o relato de uma viagem de 13 fotógrafos.

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Dia 6 de Julho às 20h

Logradouro

Rua da Bempostinha n. 22, 1150-067 Lisboa

 


O PROJECTO ESTE ESPAÇO QUE HABITO NO CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA

Até ao próximo dia 17 de Setembro, apresentamos no Centro Português de Fotografia, Porto, o trabalho fotográfico desenvolvido nos Centros Educativos com o projeto Este Espaço que Habito.

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Centro Português de Fotografia
Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto
Largo Amor de Perdição
Porto


WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DOCUMENTAL NO SUDESTE ASIÁTICO – VIETNAME E CAMBODJA

O workshop tem como objectivo a realização de um projecto fotográfico sobre a cultura do sudeste asiático e será orientado por uma equipa de dois formadores do MEF, que acompanhará os projectos individuais a desenvolver pelos participantes.

O projecto consiste na realização de um trabalho documental a ser realizado em dois países do sudeste asiático, Vietname e Cambodja.

A formação fotográfica incidirá no método de aprendizagem através da prática, explorando a vertente estética da imagem e o seu carácter documentalista. A abordagem fotográfica aponta diretamente na orientação do documentário sócio-cultural ilustrando os modos de vida da população local.

Mais informações em: http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-no-sudeste-asiatico-vietname-e-cambodja/

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Curso de Iniciação à Fotografia em Viana do Castelo

O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF, em parceria com a Íris Inclusiva, promove um Curso de Iniciação à Fotografia em Viana do Castelo. O Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das máquinas fotográficas, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante diretrizes estéticas apreendidas no curso.

Mais informações em: http://www.mef.pt/mef/curso-de-iniciacao-a-fotografia-viana-do-castelo/

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UMA IMAGEM, UMA HISTÓRIA – Imlil

Uma Imagem, Uma História. Durante o mês de junho, publicamos uma imagem, realizada durante as viagens fotográficas em Marrocos, a actual edição do Workshop de Fotografia Documental em Marrocos realizar-se-á em finais de Agosto, as inscrições encontram-se abertas. A ideia é contar a história que acompanhou a realização da imagem, reforçando assim o carácter documental da imagem fotográfica. As imagens são da autoria de Luís Rocha.

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© Luís Rocha, Imlil, Marrocos, 2016 |  Imlil é uma aldeia de montanha, situada no Atlas. Chegámos na altura da Festa do Sacrifício, a comemoração, que lembra o sacrifício de Ibrahim e que dura até quatro dias. Todos os muçulmanos que possuam meios económicos devem sacrificar carneiros como forma de lembrar o acontecimento. Na montanha não vimos o ritual a ser realizado, mas deparámo-nos com homens, a maioria deles jovens, vestidos com peles de cabra, a fazer lembrar o Entrudo Chocalheiro”, em que os caretos da aldeia transmontana de Podence perseguem raparigas solteiras. Nesta versão, os jovens aplicam castigos nas pernas dos outros jovens com uma vara.  São horas de correria pela aldeia e pela montanha. 

UMA IMAGEM, UMA HISTÓRIA – Errachidia

Uma Imagem, Uma História. Durante o mês de junho, publicamos uma imagem, realizada durante as viagens fotográficas em Marrocos, a actual edição do Workshop de Fotografia Documental em Marrocos realizar-se-á em finais de Agosto, as inscrições encontram-se abertas. A ideia é contar a história que acompanhou a realização da imagem, reforçando assim o carácter documental da imagem fotográfica. As imagens são da autoria de Luís Rocha.

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© Luís Rocha, Errachidia, Marrocos, 2015 | Costumo iniciar contacto com a cultura local através dos seus estabelecimentos comerciais – tabernas, cafés, mercearias, lojas, espaços de recreio, etc. Disfarço assim a minha timidez da primeira abordagem. Um dos motivos que me atraem são os jogos – matraquilhos, cartas, dominó, entre outros jogos, são um bom ponto de partida de estabelecimento de relações e de pedido de permissão para fazer a imagem. Costumo ficar a observar durante algum tempo sem fazer qualquer fotografia, apenas a tentar perceber as regras do jogo, quando este me é estranho, e a colocar a minha presença visível. Só depois fotografo. Nesta imagem tive a sorte de ter uma outra pessoa do grupo a jogar com os jovens da fotografia, o que permitiu espaço para circular. Gosto na imagem do adulto a olhar para o jogo feito pelos mais novos.

UMA IMAGEM, UMA HISTÓRIA – Meknès

Uma Imagem, Uma História. Durante o mês de junho, publicamos uma imagem, realizada durante as viagens fotográficas em Marrocos, a actual edição do Workshop de Fotografia Documental em Marrocos realizar-se-á em finais de Agosto, as inscrições encontram-se abertas. A ideia é contar a história que acompanhou a realização da imagem, reforçando assim o carácter documental da imagem fotográfica. As imagens são da autoria de Luís Rocha.

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© Luís Rocha, Meknès, Marrocos, 2015 | Estamos em Meknès, encontro-me dentro do autocarro que nos transportava por Marrocos, estou sentado à janela com a câmara apontada para o carro estacionado ao nosso lado. Espero pacientemente que algo aconteça, interessa-me o interior da viatura, mas as 3 personagens de costas não me cativam o suficiente para fazer a imagem. A determinado momento, a rapariga sentada à esquerda olha para o exterior, reparo que a luz ilumina-lhe a face, faço um único disparo. O carro segue o seu caminho e eu verifico o foco da imagem. Gosto muito do olhar da criança e dos reflexos no vidro. 

 

IMAGENS DO SENTIR NOS JARDINS DA GULBENKIAN

Dom, 25 junho, 2017 – das 17:00 até às 19:00, vamos estar nos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian na iniciativa Jardins de Verão com a atividade Imagens do Sentir – entrada gratuita mediante levantamento de bilhete no próprio dia – mais informações em:

https://gulbenkian.pt/jardimdeverao/evento/imagens-do-sentir/

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Atividade “Imagens do Sentir”. ©Luís Rocha / MEF

Fotografar a partir de um som, de uma memória, de um cheiro, do tacto. Pretende-se dar autonomia a cada participante para trabalhar os vários sentidos em simultâneo e que sejam, para si, de maior relevância. Os participantes terão de elaborar pequenos trajetos individuais de acordo com o desafio proposto. Será trabalhada a percepção dos sentidos para produzir fotografias. Cada participante será acompanhado por outro participante, alternando a parte de descritor e a parte de construtor de imagens.


Cadernos do Oriente – relato de uma viagem de 13 fotógrafos – 6 de Julho às 20h.

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Em Cadernos do Oriente a história de uma viagem é contada através de imagens. Com os olhos fixados nas distintas formas de um outro quotidiano, olhando o movimento, olhando o conto de um dia ou de uma vida, vivenciamos o prazer de sermos bem recebidos. As vidas observadas são imensas, quisemos registar, através do silêncio que a imagem permite, a descoberta do género de viajantes que somos. Cadernos do Oriente, entre a China e o Vietname, passando por Hong Kong e Macau é o relato de uma viagem de 13 fotógrafos.

Logradouro

Rua da Bempostinha n22, 1150-067 Lisboa


Uma Imagem, Uma História – Marraquexe

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Durante toda a viagem comuniquei com a família da rapariga fotografada. Como não conseguia dialogar, a comunicação entre nós aconteceu entre sorrisos e olhares tímidos. Pedi autorização para a realização desta imagem, pretendia inicialmente captar o olhar perdido da jovem para a paisagem. Captei este cruzar de olhares. Na altura escrevi algures o seu nome, entretanto perdido no tempo. Viajava na ligação ferroviária Tânger –  Marraquexe.

Uma Imagem, Uma História. Todos os dias, durante o mês de junho, publicamos uma imagem, realizada durante as viagens fotográficas em Marrocos, a actual edição do Workshop de Fotografia Documental em Marrocos realizar-se-á em finais de Agosto, as inscrições encontram-se abertas. A ideia é contar a história que acompanhou a realização da imagem, reforçando assim o carácter documental da imagem fotográfica. As imagens são da autoria de Luís Rocha.


Foto de Capa, Horses de Patti Smith

19141899_10156719358197588_936661786_nFoto de Capa #2: Quando se pensa em imagens icónicas de músicos rock captadas pela lente de fotógrafos famosos há seguramente duas que vêm à memória: a de John e Yoko tirada por Annie Leibovitz para a capa da revista Rolling Stone e a de Patti Smith da autoria de Robert Mapplethorpe para a capa do álbum Horses. Nascida num contexto de amizade e de grande cumplicidade artística entre Smith e Mapplethorpe, que chegaram a namorar e viver juntos em Nova Iorque, a imagem a preto e branco de Horses, o primeiro álbum de Smith, foi captada numa sessão informal em casa de um amigo de ambos em Greenwich Village. Smith aparece encostada a uma parede branca com uma expressão simultaneamente vulnerável e desafiante, vestindo uma camisa branca, calças e suspensórios pretos e segurando um casaco também preto a reforçar a opção fotográfica pelo preto e branco. A aparência de Smith, então uma cantora-poetisa em afirmação na cena underground de Nova Iorque, constituía uma óbvia ruptura com os estereótipos associados às cantoras pop de então, ao apresentar um visual e pose masculinizados que viriam a influenciar subsequentes gerações de músicos de ambos os sexos (pensemos nos REM ou em PJ Harvey, entre variadíssimos exemplos). A imagem de Mapplethorpe capta essa ruptura embora adicionando uma aura (tanto pelo uso da luz como pela escolha para a sessão da camisa mais branca de Smith) que está para além da imagem transmitida pela cantora nos seus concertos electrizantes. Fotografando com Polaroid e tirando partido da luz natural de fim de tarde, Mapplethorpe realizou doze disparos e facilmente escolheu esta imagem. Na sua biografia sobre os anos vividos com o fotógrafo, Smith declara a respeito da mesma: “quando olho para ela agora nunca me vejo a mim. Vejo-nos a nós”. Mapplethorpe, que viria a ganhar nome, entre outros trabalhos fotográficos, pelo seu trabalho a preto e branco em torno de um tema controverso como o do sadomasoquismo, morreu em 1989 de SIDA.

Pedro Nunes


Foto de Capa, é a nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

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