Foto de Capa, Nevermind dos Nirvana

20464851_10156885449742588_1280545232_oFoto de Capa #5: para as gerações recentes que cresceram na era do CD poucas capas serão tão icónicas e representativas de uma banda e de um movimento musical (o grunge) quanto a de Nevermind dos Nirvana. A imagem de um bebé debaixo de água a perseguir uma nota de um dólar pendurada num gancho tornou-se tão famosa quanto o disco em si não apenas pelas leituras imediatas que despoleta mas por ser, de forma intencional ou não, uma representação simbólica dos paradoxos que a banda, e o seu líder Kurt Cobain em particular, enfrentavam naquela fase e que viriam a marcar a sua existência até à morte de Kurt em 1994. A fotografia da autoria de Kirk Weddle http://kirkweddle.com/, um fotógrafo à altura especializado em fotografia subaquática, foi tirada numa piscina pública de Pasadena na California. Um bebé de quatro meses, filho de amigos de Weddle, foi fotografado com outros quatro ‘candidatos’ e a imagem final, precedida de testes de luz e velocidade realizados com recurso a uma boneca e preparada com uso de tripé e motor de avanço no fundo da piscina, foi seleccionada após duas séries de sete e quatro disparos, respectivamente. O gancho com a nota de um dólar seria adicionado na pós-produção. Pese embora esta não fosse a ideia inicial de Kurt Cobain para a capa (pretendia uma imagem de um nascimento debaixo de água) a verdade é que a imagem de Nevermind constitui uma metáfora perfeita para um disco de uma banda que gravava pela primeira vez para uma multinacional ao mesmo tempo que queria preservar a integridade mantendo-se fiel aos seus princípios como banda “alternativa”. O sucesso inesperado do álbum, que viria a beneficiar de ampla exposição na MTV e vender subsequentemente 30 milhões de cópias, só veio reforçar o simbolismo da capa. Robert Fisher, o director artístico da capa, interpreta-a da seguinte forma: “o bebé nu simboliza a inocência [de Kurt Cobain], a água representa o ambiente que lhe é estranho, e o gancho com a nota a sua carreira artística a entrar no mundo corporativo da música rock”. Como factos adicionais refira-se, entre outros factos, que a editora pensou em eliminar os genitais do bebé na pós-produção com receio de vir a ser censurada, algo a que Cobain se opôs com veemência; que um ano após o lançamento do disco Weddle realizaria uma nova sessão de fotos subaquáticas, desta vez com os três músicos da banda; e que o bebé de então, Spencer Elden, voltou a ser fotografado passados 25 anos (em 2016) na mesma posição debaixo de água numa imagem que seria amplamente divulgada nos media.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


 

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Nova edição do Curso de Iniciação à Fotografia, Outubro de 2017

O Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das câmaras fotográficas, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante directrizes estéticas apreendidas no curso.

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Este curso é constituído por uma parte teórica, em que é dada os princípios básicos da fotografia. Serão realizados três trabalhos práticos em que se aborda a vertente da fotografia digital e da fotografia convencional (com laboratório químico de preto e branco).

Conteúdo programático (resumo)

Os vários tipos de máquinas fotográficas e a sua adequação a cada estilo fotográfico: compactas, SLR /DSLR, câmaras de visor directo (telemétricas), Mirrorless. Objectivas: autofocus e foco manual, luminosidade, distâncias focais. Corpo da máquina: obturador, diafragma, profundidade de campo, congelamento, arrastamento. Fotometria: ISO, controlo da exposição. Acessórios: Flash, filtros. Composição: enquadramento, regras de composição, visualização de trabalhos fotográficos autorais, análise dos exercícios realizados durante a ação de formação. Iluminação: Luz de enchimento, luz lateral e frontal. Luz reflectida e luz direta. Medição de luz: Reflectida e incidente. Temperatura de cor e balanço de brancos. Exercícios práticos com análise e crítica, 3 saídas fotográficas em ambiente urbano e rural.

No final do curso de iniciação à fotografia os formandos deverão estar habilitados a:

·  Identificar os princípios básicos da técnica fotográfica;

·  Trabalhar com os princípios básicos da estética fotográfica;

·  Utilizar a câmara fotográfica em modo manual.

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[PROGRAMA COMPLETO]        [INSCRIÇÃO]

Carga horária

50 Horas

Horário

Aulas Teóricas – 19h30m/21h30m

Aulas Laboratórios – 19h30m/22h30m

Datas de formação

10 de Outubro a 28 de Novembro de 2017 e de 2 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2018

NOTA: esta ação de formação interrompe durante o mês de Dezembro, recomeçando em Janeiro de 2018.

Dia de Formação

Terça-feira

Valor da formação

160€

Incluídos

Material didáctico. Material químico de laboratório.

A adquirir

Papel fotográfico de P&B. Rolo fotográfico a preto e branco.

Formadores

Luís Rocha (Teoria e Lab. Digital) [nota biográfica]
Tânia Araújo (Lab. Preto e Branco) [nota biográfica]

Pré-requisitos

Aconselha-se o formando a ter máquina fotográfica manual própria, no entanto o MEF possui material fotográfico que pode disponibilizar nas saídas fotográficas.

Para frequentar o módulo de laboratório digital é necessário o formando possuir computador portátil com o programa  RawTherapee instalado.


Contactos

Telemóvel: 96 583 16 20 (Tânia Araújo)

Para esclarecimentos de dúvidas: Enviar Mensagem

Morada

Palácio de Laguares, R. Prof. Sousa da Câmara, 156

1070 – 215 Campolide, Lisboa.  VER MAPA


Imagine Conceptuale na Praia do Cabedelo

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© Luís Rocha | Movimento de Expressão Fotográfica

Iniciámos hoje as sessões fotográficas do projecto Imagine Conceptuale com a Carla Alves, a abordagem “impressionismo” foi o movimento artístico escolhido. Na fotografia, o momento da imagem que apanha a espuma da onda. Um projecto em parceria com a IRIS Inclusiva e com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian através do programa PARTIS.

#imagineconceptuale #partisfcg #integrarpelaarte #mef


 

Imagine Conceptuale em Ponte da Barca

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© Luís Rocha | Movimento de Expressão Fotográfica

Estivemos com a Natália Lago na construção da imagem, a abordagem “conceptual” foi o movimento artístico escolhido. Na próxima semana a imagem será concretizada. Na fotografia, o momento da apresentação das correntes artísticas. O projecto Imagine Conceptuale a incluir pela arte. Um projecto em parceria com a IRIS Inclusiva e com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian através do programa PARTIS.

#imagineconceptuale #partisfcg #integrarpelaarte #mef


 

Imagine Conceptuale em Valença

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© Luís Rocha | Movimento de Expressão Fotográfica

Estivemos com Paulo Moreira na construção da imagem, o Surrealismo foi o movimento artístico escolhido. Na próxima semana a imagem será concretizada. Na fotografia, o momento da apresentação das correntes artísticas. O projecto Imagine Conceptuale a incluir pela arte. Um projecto em parceria com a IRIS Inclusiva e com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian através do programa PARTIS.

#imagineconceptuale #partisfcg #integrarpelaarte #mef


 

Em Agosto visitamos Mazagão

Em 1541 deu-se o início da construção da grande fortaleza de Mazagão por João de Castilho e João Ribeiro, uma possessão portuguesa em Marrocos, dando origem à atual cidade de El Jadida, situada 90 km a sudoeste de Casablanca. Os monumentos portugueses que chegaram até aos nossos dias são a cisterna, a antiga fortificação com as suas muralhas e baluartes e a Igreja de Nossa Senhora da Assunção. El Jadida será o segundo destino em Marrocos que visitaremos durante o Workshop de Fotografia Documental

Mais informações e inscrições em:  http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-marrocos/

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© Luís Rocha. El Jadida (Mazagão), Marrocos, 2016.

 

Foto de Capa, álbum Tutu de Miles Davis

Foto de Capa #4: O tríptico de grandes planos de Miles Davis para a capa do álbum Tutu (1986), da autoria do fotógrafo americano Irving Penn permanece até aos dias de hoje como um conjunto de imagens das mais icónicas do lendário músico de jazz norte-americano. Sob orientação artística de Eiko Ishioka (que recebeu um Grammy em 1987 pela direcção artística do álbum) o artwork de Tutu apresenta na capa um grande plano a preto e branco do rosto de Miles acentuando as suas feições angulares e carregadas e captando uma expressão grave que em muito reflecte o seu reconhecido carisma; na contra-capa outro grande plano mas com o músico de olhos fechados e mãos a cobrir as faces do rosto; e na capa interior uma imagem igualmente icónica e sugestiva da sua mão esquerda com o dedo do meio dobrado como se estivesse a tocar num pistão do trompete. O contraste nas três imagens reforçando cada detalhe, desde os lábios e as rugas nos olhos na foto de capa até às linhas na palma da mão na capa interior, eram marcas de autor na fotografia de Penn, falecido em 2009, e que deixou atrás de si um vasto trabalho fotográfico marcado pelo uso do preto e branco e recurso a contraste acentuado em composições simples, sem grandes adereços, mas de grande impacto visual. Num artigo publicado na Vogue em Novembro de 2004, Penn desvendou alguns detalhes da sessão fotográfica, nomeadamente o facto de Miles Davis ter de início mantido uma atitude de total indiferença mas no final da sessão, que durou aproximadamente uma hora, se despedir de Penn com um beijo na boca. Penn diria ainda que tendo, apenas posteriormente, conhecido a música de Miles Davis, a mesma se lhe revelou como sendo arte visual da mais profunda que tinha conhecido.

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Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


 

Workshop de fotografia em Marrocos

Temos uma vaga para o workshop de fotografia documental em Marrocos. Esta ação de formação tem como objectivo a realização de um projecto fotográfico sobre a cultura Marroquina e será orientado por uma equipa de dois formadores do Movimento de Expressão Fotográfica, que acompanharão os projectos fotográficos individuais a desenvolver pelos participantes. É aberto a todos os que gostam de fotografar e que tenham interesse em conhecer de forma mais próxima outras culturas, com pontos de contacto em cidades e aldeias, fotografamos em El Jadida, Casablanca, Safi, Essaouira, Imlil no Grande Atlas e Marraquexe.

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Praça Jemaa el-Fna, Marraquexe. Marrocos, 2015 © Luís Rocha

Mais informações em: http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-documental-marrocos/


“Imagens do Sentir”, reportagem fotográfica

Será possível conceber e compreender imagens sem utilizar a visão?

Aconteceu no passado dia 2 de Julho a atividade “Imagens do Sentir” no Jardim de Verão, evento promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. Reportagem fotográfica de Cláudia Pio.

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“Imagens do Sentir” é uma atividade ligada ao projecto Imagine Conceptuale.  Nesta atividade, experimentámos formas alternativas de reconhecer, organizar e dar sentido a pequenos trajetos dentro do Jardim Gulbenkian. Cada participante, acompanhado por outro – e revezando-se ambos nos papéis de descritor e de construtor de imagens –, deixou-se orientar pelo tato, pela descrição e pelo som, dando largas à criatividade e às emoções, para captar imagens mentais e fotográficas que depois foram visualizadas e comparadas com a descrição.


 


 

Apresentação de “Cadernos do Oriente” um livro com 13 olhares distintos sobre a China e o Vietname, passando por Hong Kong e Macau.

Apresentámos ontem “Cadernos do Oriente”. Agradecemos a todos a presença no evento e à equipa do Logradouro a enorme disponibilidade em nos receber.

Brevemente novas apresentações!

Fotografias de Pedro Nunes.

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Apresentação do livro “Cadernos do Oriente”, hoje às 20h no Logradouro em Lisboa

Apresentamos hoje às 20h o livro Cadernos do Oriente no Logradouro [Rua da Bempostinha n.22, 1150-067 Lisboa]

Com imagens de Ilídio Varandas, Alice WR, Cláudia Pio, Catarina Correia de Sampaio, Luís Rocha, Hugo Esteves, Jaqueline de Sousa, Joana Azevedo, Rita Castro, Rui Pedro Chagas, Tânia Araújo, Rui Santos, Pedro Nunes e design de Julia Friesdorf.


Ficha técnica

Edição: Movimento de Expressão Fotográfica

Título: Cadernos do Oriente

Sinopse

Em Novembro de 2015, o MEF dinamizou um workshop de Fotografia Documental. Desta viagem, e sob distintas perspectivas, experiências e olhares resultou este livro, que  exprime a visão do grupo de viajantes que partilhou este workshop.

ISBN:​ ​978-989-99831-0-6

Formato: 19,5 x 14,8 (vertical)

Ano: 2017

Tiragem: 200 exemplares

Páginas: 50


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Em Cadernos do Oriente a história de uma viagem é contada através de imagens. Com os olhos fixados nas distintas formas de um outro quotidiano, olhando o movimento, olhando o conto de um dia ou de uma vida, vivenciamos o prazer de sermos bem recebidos. As vidas observadas são imensas, quisemos registar, através do silêncio que a imagem permite, a descoberta do género de viajantes que somos. Cadernos do Oriente, entre a China e o Vietname, passando por Hong Kong e Macau é o relato de uma viagem de 13 fotógrafos.

 

Curso de Iniciação à Fotografia em Viana do Castelo

O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF, em parceria com a Íris Inclusiva, promove um Curso de Iniciação à Fotografia em Viana do Castelo. O Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das máquinas fotográficas, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante diretrizes estéticas apreendidas no curso.

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Mais informações em: http://www.mef.pt/mef/curso-de-iniciacao-a-fotografia-viana-do-castelo/