Aconteceu neste fim de semana a primeira saída de campo do Curso de Iniciação à Fotografia

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As duas turmas do Curso de Iniciação à Fotografia realizaram neste passado fim de semana a primeira saída de campo. A técnica fotográfica foi o tema abordado. Reportagem fotográfica de Luís Rocha/MEF.

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Foto de Capa, Rid of Me de PJ Harvey

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Foto de Capa #10: Dentro do portfolio de imagens que testemunham a longa colaboração entre PJ Harvey e a fotógrafa Maria Mochnacz a que mais perdura na memória colectiva será provavelmente a da capa do álbum Rid of Me (1993). Apresentando PJ Harvey, a preto e branco, no espaço íntimo de uma casa de banho, com o movimento circular do seu longo cabelo molhado congelado pelo disparo (assemelhando-o a uma escultura nas palavras da fotógrafa) e um olhar que parece casual e displicente, a imagem reforça o carisma de PJ enquanto artista transgressora, feminista mas cuja representação de feminidade se torna subjectiva e pessoal. Num disco visceral e despojado, as letras assumem um tom confessional, em que a cantora (ou a personagem que encarna) se expõe sem contemplações em situações de subjugação e de poder sexual obsessivos. A imagem de Mochnacz complementa na perfeição o tom do disco ao mostrar PJ despida (literal e metaforicamente) de qualquer aura. Vale a pena a comparação com a imagem de capa de Horses de Patti Smith, da autoria de Mapplethorpe, que aqui apresentámos. Onde a imagem de Smith (um dos ídolos musicais de PJ Harvey) rompia com estereótipos de feminidade presentes nas cantoras da época mas guardava a aura da cantora numa imagem e pose estilizadas, a de PJ mantém e acentua essa ruptura mas subtrai igualmente essa mesma aura, reforçando a autenticidade da música e da sua intérprete. A imagem foi captada às escuras na minúscula casa de banho da fotógrafa, com Mochnacz a ter de encostar a máquina (analógica de 35mm) à parede do lado oposto à cantora e a fazer o disparo sem olhar pelo visor, usando flash. Para manter a veracidade do disparo, a fotógrafa recusou a sugestão da editora para eliminar da imagem as gotas, a sujidade e a planta na parede. “É suposto ser assim!” retorquiu. A colaboração entre as duas artistas permanece até aos dias de hoje.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


 

Sodade, reportagem fotográfica

Foram muitos os amigos que marcaram presença na inauguração da exposição Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe. Nós, Movimento de Expressão Fotográfica, não seríamos o movimento que somos hoje sem o contributo de quem nos tem acompanhado. Aos nossos companheiros de viagem, o nosso bem haja pelos grandiosos momentos que temos partilhado. Reportagem fotográfica de Pedro Nunes, Cláudia Pio, Rita Castro e Inês Albuquerque.

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Que perceção terá da fotografia uma pessoa cega ou com baixa visão?

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Exposição de Fotografia “Imagine Conceptuale”

“Que perceção terá da fotografia uma pessoa cega ou com baixa visão?” Partindo desta interrogação, o projeto Imagine Conceptuale – que agora encontra a sua primeira mostra pública – pretende facilitar o acesso à arte e fomentar a expressão pessoal dentro do universo particular da fotografia.


 

 

Sodade, um retrato de São Tomé e Príncipe

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© José Oliveira

Inaugurou ontem a exposição “Sodade – Um Retrato de São Tomé e Príncipe” e foi apresentado o livro fotográfico homónimo.

No livro e na exposição estão as fotografias de Tânia Araújo, Luís Rocha, Cristina Latoeira, Rui Miguel Santos, Pedro Nunes, Carla Rosa, Elisabete Santos, Helena Sequeira, Francisco Mendes, Pedro Padinha, António Quelhas, Sofia Ramos e Dora Pinto.

Agradecemos a todos os momentos especiais vividos ontem. Brevemente publicaremos a reportagem fotográfica. Parabéns aos autores pelo trabalho desenvolvido.

 Tchaué!

Mais informações em www.mef.pt/mef/sodade-um-retrato-de-sao-tome-e-principe


 

 

Livro “Sodade – Um retrato de São Tomé e Príncipe”

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Vários autores
Edição: Movimento de Expressão Fotográfica
12€

Sinopse

Em Sodade – Um retrato de São Tomé e Príncipe encontramos histórias visuais e registos distintos de 13 fotógrafos, que estiveram nas duas ilhas do continente africano que, numa narrativa de um dia, mostram um quotidiano e a essência destas ilhas.

Ficha técnica

Título: Sodade – Um retrato de São Tomé e Príncipe

ISBN:​ ​978-989-99831-2-0

Formato: 24 x 16,5 (horizontal)

Ano: 2017

Tiragem: 200 exemplares


Este Livro pode ser adquirido neste próximo Sábado durante a exposição homónima que inaugura às 17h no Caleidoscópio em Lisboa. Posteriormente, é possível adquirir o livro nas instalações do MEF ou através da LojaMEF. Brevemente estará também disponível em algumas livrarias.


 

A 21 de Outubro pelas 17h, será apresentado o livro fotográfico Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe

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A 21 de Outubro pelas 17h, será apresentado o livro fotográfico Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe, que reflete 13 olhares de uma viagem documental a São Tomé e Príncipe em 2016. Às 18h é inaugurada a exposição fotográfica que conta com 3 imagens de cada autor. De seguida, e a fechar o dia, será realizada a entrega dos diplomas aos alunos dos cursos de fotografia do Movimento de Expressão Fotográfica.

Mais informações:

http://www.mef.pt/mef/sodade-um-retrato-de-sao-tome-e-principe

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Capa do livro “Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe”

 

Workshop de Fotografia em Festivais de Música, Misty Fest 2017

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O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF em colaboração com a Associação Portuguesa de Festivais de Música – APORFEST, promove um novo Workshop de Fotografia em Festivais de Música, para a cobertura fotográfica do Festival Misty Fest 2017, nos seus concertos em Lisboa.

O workshop é composto por: uma componente teórica de fotografia de espectáculo e uma parte prática a realizar ao longo de todo o festival. A parte prática é composta por fotografia dos espectáculos que vão fazer parte do festival.

Programa completo e inscrições em: http://www.mef.pt/mef/workshop-de-fotografia-em-festivais-de-musica-misty-fest/


Tenho quem me tire o sono, não tenho quem me tire os sonhos

Inaugurámos ontem a primeira mostra fotográfica do projecto Imagine Conceptuale. Um projecto de inclusão pela arte integrado no PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian. Em Viana do Castelo o desenvolvimento do projecto teve a parceria da Íris Inclusiva e a exposição contou com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

A tarde iniciou-se com a atividade Imagens do Sentir, seguida da inauguração da exposição. Além dos vários convidados que compareceram à inauguração, tivemos o privilégio de devolver aos autores o resultado fotográfico que desenvolveram durante o processo de trabalho.

À Íris Inclusiva e a toda a equipa que esteve presente durante todo o projecto e com quem crescemos imenso, aos familiares dos participantes que nos ajudaram a contribuir para um mundo mais inclusivo, à Fundação Calouste Gulbenkian por acreditar mais uma vez num dos nossos projectos, à Câmara Municipal de Viana do Castelo por nos terem acolhido, a todas as pessoas envolvidas no projecto desde a tomada de imagens até ao processo de construção das imagens tácteis e visíveis, o nosso agradecimento.

Um especial agradecimento aos autores, foi um enorme prazer ter partilhado esta aventura convosco, esta exposição é vossa.

Obrigado.

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A frase que dá título a este artigo “Tenho quem me tire o sono, não tenho quem me tire os sonhos” foi retirada do testemunho do participante Paulo Moreira.


 

A 21 de Outubro pelas 17h, será apresentado o livro fotográfico Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe

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A 21 de Outubro pelas 17h, será apresentado o livro fotográfico Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe, que reflete 13 olhares de uma viagem documental a São Tomé e Príncipe em 2016. Às 18h é inaugurada a exposição fotográfica que conta com 3 imagens de cada autor. De seguida, e a fechar o dia, será realizada a entrega dos diplomas aos alunos dos cursos de fotografia do Movimento de Expressão Fotográfica.

Mais informações:

http://www.mef.pt/mef/sodade-um-retrato-de-sao-tome-e-principe

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Capa do livro “Sodade – um retrato de São Tomé e Príncipe”

 

Foto de Capa, Born in the USA de Bruce Springsteen

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Foto de Capa #9: a icónica capa de “Born in the USA” da autoria da fotógrafa norte-americana Annie Leibovitz constitui um exemplo perfeito de como uma imagem tão simples e despojada (mas não previsível) pode gerar uma série de identificações que captam as fantasias do leitor: o/a potencial fã de Bruce Springsteen. Um close up do traseiro do músico vestindo jeans azuis e com um boné de baseball a descair do bolso, tendo como fundo as riscas vermelhas e brancas da bandeira americana é tudo o que a lente de Leibovitz revela numa leitura imediata. Contudo há todo um contexto, do qual a fotógrafa estava consciente, relacionado com a música, com a temática e título do álbum em particular e com o que Springsteen vinha representando na música popular há já alguns anos, que torna a imagem poderosa nos significados que projecta. Born in the USA é um disco ambivalente sobre a vida dos americanos de classe trabalhadora sendo, simultaneamente, um olhar critico sobre a América de Reagan e o seu esquecimento da working-class mas também o disco mais comercial até então do músico, com vários singles de sucesso a serem extraídos e uma produção conforme aos padrões que representavam o mainstream da altura. Na imagem encontramos uma figura que todos reconhecem ser o próprio Springsteen mas que é também o americano comum na sua indumentária de lazer (jeans, t-shirt branca e boné). Os jeans azuis fundem-se com as riscas da bandeira americana tornando dispensável a presença das estrelas representando os estados. A pose do músico com a mão esquerda descaída e meio aberta transmite presença e confiança captando as fantasias do público feminino e os desejos dos fãs masculinos de serem como ele sem fugirem da sua identidade de classe. Ou parafraseando uma leitura da capa esta revela “the Bruce that men want to be, and women want to be with”. A última ambivalência diz respeito ao facto de Springsteen estar de costas para o leitor mas de frente para a bandeira dos Estados Unidos. O que significa? A audição do disco fornece o contexto apropriado para dar uma resposta coerente a essa questão, sendo que por detrás de canções orelhudas e cheias de refrões vigorosos (o tema título e Glory Days, entre outras) o disco esconde um olhar contemplativo e em última instância amargurado sobre a América. Será esse o olhar que não vemos mas que Springsteen parece ter sobre a bandeira à sua frente.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


 

Montagem da exposição Imagine Conceptuale em Viana do Castelo

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Com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo a montagem da exposição Imagine Conceptuale segue a bom ritmo. Amanhã iniciaremos a parte da montagem das imagens tácteis com a respectiva audiodescrição, uma proposta MEF com a colaboração do designer tecnológico Robert Allison. Imagens de © Tânia Araújo.

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