Arquivo da categoria: Conta-nos uma história

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: 1ª exposição MEF.

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O primeiro logotipo do MEF, tendo sido substituído pelo actual em 2006.

Quando fazemos 16 anos, recordamos a exposição que viria a assinalar o nosso nascimento enquanto movimento ligado à fotografia, em Março de 2000 inaugurávamos a 1ª mostra de trabalhos fotográficos do MEF.

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“Devido a cortes no orçamento, a luz ao fim do túnel será desligada por tempo indeterminado…”

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Pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, os autores presentes foram:

  • Francisco Pereira
  • Helder Dias
  • Ricardo Saraiva
  • Rodolfo Barros
  • Rui Luís
  • Susana Costa 
  • Susana Sanches

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MARÇO de 2000 no Teatro de Carnide em Lisboa.
Exposição em parceria com os Cursos de Fotografia da Junta de Freguesia de Carnide. 

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#contanosumahistoria

É possível aceder às nossas histórias em: CONTA-NOS UMA HISTÓRIA.


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CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Retrato de Mim

No ano em que o MEF faz 16 anos, revelamos às sextas-feiras  uma parte da nossa história na rubrica: Conta-nos uma história.


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“Retrato de Mim” foi um Projecto Fotográfico que teve como objectivo último a sensibilização do público no que respeita à incidência do cancro da mama.

O Projecto “Retrato de Mim”, nasceu em 2011, quando a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM), a Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais (APVD) e o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) se juntaram para dar forma à ideia de usar a Fotografia como forma de expressão de vivências da doença nas suas várias fases.

Foi então lançado o desafio às pessoas com patologia mamária de criarem uma obra fotográfica que fosse portadora da sua experiência pessoal objectiva e/ou subjectiva sendo que as mensagens subjacentes giram em torno das ideias:

·        O Cancro não é uma fatalidade, é uma situação a fazer face (Desmistificar)

·        Cada pessoa mobiliza os recursos de que dispõe para lidar com a doença (Enfrentar)

O projecto foi exposto no Museu do Banco de Portugal, na Galeria do Casino da Figueira, no Hospital São Francisco de Xavier, na Casa de Santa Maria, em Cascais, na Câmara Municipal de Lisboa, entre outros locais e foi publicado na Revista CAIS, nº 176 de Setembro de 2012 e na secção Revelações da Super Foto Digital, nº 174, Setembro/Outubro 2012 e teve reportagem no Jornal da Noite da TVI a 30 de Outubro de 2012. Contou com o apoio da HP para a impressão das imagens que fizeram parte das exposições.

Testemunhos fotográficos de: Alexandra Teixeira, Anabela Gonçalves, Teresa Ambrósio, Rosa Acosta, Ana Catarino, Mónica Sousa, Conceição Costa, Maria José Ferreira, Cristina Vaz, Amélia Victoriano, Sidónia de Barros Rito e Maria Paula.

Duas imagens das exposições realizadas:

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Banco de Portugal
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Casino Figueira

Duas imagens que integraram o projecto:

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Sobre este projeto, José Oliveira escreveu:

Num recente artigo de opinião sobre o logotipo dos Jogos Olímpicos de Londres, o articulista, não gostando particularmente da escolha, dizia que, na sua apreciação, não conseguia passar do primeiro nível do princípio da designer, Mary Lewis, “first catch the eye, then the heart, then the mind”.

Talvez se possa aplicar o mesmo princípio na apreciação da fotografia. Se estas imagens cativam logo o olhar pela sua plasticidade, no saber de quem as concebeu, elas vão directas ao nosso afecto pela exposição pública que assumem os retratados, estimulando ao mesmo tempo um querer saber mais das suas histórias de vida, da sua relação com quem os rodeia, dos seus momentos de desalento e de coragem.

A fotografia é, na sua essência, revelação, mas na medida em que documenta, insinua, projecta, ela é igualmente participação e cumplicidade com o que nos rodeia, num processo de inclusão e reflexão. É este o valor acrescentado do projecto. Trazer um sentimento de maior humanidade a um mundo que se move em fast forward, que não pára para reflectir, em que os serviços noticiosos saltam levianamente de uma tragédia, ou de uma guerra, para um acontecimento social, nivelando tudo num mesmo registo.

E é neste mundo do tempus fugit que a fotografia teimosamente insiste em pará-lo, para que voltemos à imagem quando quisermos, para revê-la, para pensá-la, para reflectir. E estas imagens a isso obrigam.

Não é do drama que aqui se trata mas da coragem de viver, da dádiva de se mostrar, do afirmar-se poeticamente de corpo inteiro como seres humanos que vão à luta e vencem. Vencem todos os dias medalhas que talvez não sejam olímpicas, mas que perduram no seu querer, na sua vontade, na sua tenacidade, e no exemplo da sua generosidade.

É por tudo isso que estas imagens, como fotografias, me parecem completas.

José Oliveira


#contanosumahistoria 


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Memória e Histórias de Vida

O Projecto “Atelier de Fotografia – Memória e Histórias de Vida” – um olhar pelo passado e pelo presente [VER VIDEO], nasceu a partir de uma parceria entre a residência e centro de dia Quinta das Flores, pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, a Oficina de fotografia do Departamento de Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa e o Movimento de Expressão Fotográfica. A imagem é uma forma da representação da realidade passada. Através da imagem fotográfica ficam guardados momentos, lembranças, imagens que não queremos perder, que queremos guardar não só na memória mas por forma a termos um rápido acesso a essa memória que passou.

imagem MHV - Quinta das Flores

Exemplo dos trabalhos: local da antiga padaria do Sr. Armando. Rua do Vale Formoso de Cima. Fotografia de Agostinho Bastos.
Alunos participantes no projecto:
Agostinho Bastos, Graciete Fontes, Joaquina de Jesus, Teresa Coelho, Vitória silva.


Recentemente, o Movimento de Expressão Fotográfica foi desafiado a revelar um pouco do seu passado, que assumiu na rubrica: “Conta-nos uma história”.

Foram contadas 15 histórias, de um percurso que não se esgota AQUI.

Hoje interrompemos o ciclo desta rubrica para um descanso, voltamos brevemente com a partilha de outras conversas. Obrigado pela companhia…  Até já!


Conta-nos uma história: Este Espaço Que Habito, 2013

A fotografia alargou-lhes a “área geográfica do pensamento”

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Paisagens do Vento

Em 2009 realizámos o Projeto Paisagens do Vento.  Apresentámos este projeto no Palácio Verride em Sta. Catarina, Lisboa, exposição com imagens em alto relevo e com suporte de audiodescrição. Para um melhor entendimento do projeto, é possível aceder ao Documentário vídeo e à etnografia sonora que contribuiu  para a leitura das imagens na exposição. A exposição dividia-se em várias salas, em total escuridão, com uma imagem por cada sala, disponível apenas em alto relevo (sem imagens visíveis), em que o percurso era realizado com o auxílio de um cordão que indicava o caminho. Junto a cada imagem, a ser tacteada, encontrava-se o som respectivo. No fim da exposição, era possível assistir ao documentário.


Introdução    

Como um lugar de passagem e de vivências da vida contemporânea, a paisagem sonora que compõe o quotidiano urbano é múltipla e diversificada. Na interacção com os sons de rua, dos ambientes, das pessoas em movimento, dos trabalhadores, das histórias e conversas de café, da cidade, procurámos estetizar imagens sonoras que identificassem estes espaços através dos fluxos, ritmos e temporalidades que os constituem na forma de uma narrativa, construindo um projecto baseado numa etnografia sonora, interagindo com uma visualização táctil dos espaços.

Com o convite mais uma vez à Associação Promotora de Emprego para Deficientes Visuais (APEDV) a desenvolver este projecto em parceria com o Movimento de Expressão Fotográfica – MEF e a Oficina da Fotografia da Câmara Municipal de Lisboa, o projecto passou por diversas fases, partindo da captação de imagens e som, à sua interpretação, terminando na exposição pública das mesmas em local público.

Objectivos 

Possibilitar a compreensão e visualização de imagens através de outras capacidades cognitivas além da visão, passando pelo tacto e pela audição.  Permitir desenvolver a criatividade imagética dos instantes fotográficos (imagem mental). Exponenciar a habilidade de criar e experimentar situações virtuais, de combinar informações de forma pouco comum ou de inventar imagens mentais. Através de sons conseguir ter a percepção do poder que este tem para gerar imagens visíveis, estimular o intelecto e provocar emoções.


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Fotografia de Maria Paula Viegas | Mar na Boca do Inferno
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Fotografia de Rui Jorge Cardoso | Máquina de café
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Fotografia de Marco Paulo Viana | Obras / Construção civil
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Fotografia de Sara Sofia | Veleiro no Rio Tejo
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Fotografia de Jerónimo Lavado | Aeroporto de Lisboa – Descolagem de avião
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Fotografia de Marco Paulo Viana | Túnel do Metropolitano

Produção Executiva:

Sara Rodrigues

(Oficina da Fotografia)

Coordenação:

Filomena Costa

 (APEDV)

Acompanhamento Fotográfico:

Tânia Araújo

(MEF)

Documentário Vídeo:

Luís Rocha

(MEF)

Captação de som:

Rodolfo Barros

(MEF)


Co-produção:

  


Apoios institucionais ao projecto

Café A Brasileira

Câmara Municipal de Lisboa (Divisão de Gestão de Frota)

Comercial Foto

Due Domani

FDO – Construções

GNR – Regimento de Cavalaria de Braço de Prata

Jardim de Infância Luísa Neto Jorge

 

Leica

Metropolitano de Lisboa

Circo Soledad Cardinali

 CP – Caminhos de Ferro Portugueses

Mercado Abastecedor de Benfica

DocaPesca de Sesimbra

Nautico Clube Boa Esperança


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Periferias

Designou-se de Periferias o então projecto do MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, organizado conjuntamente com a Câmara Municipal de Lisboa. Ver Imagens da exposição (

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O MEF – Movimento de Expressão Fotográfica e Oficina da Fotografia / C.M.L. anunciam a Inauguração da Exposição Colectiva do Projecto Periferias, a realizar no dia 18 de Junho às 21 horas, no Campo Grande, nº185.

Cerca de 20 autores apresentam vários trabalhos na área da imagem referentes ao tema Periferias, cuja exposição estará patente até ao dia 4 de Julho e será acompanhada da edição de um catálogo.

Nem dentro nem fora: na periferia. À margem. Quase isso, mas nem tanto. Na fronteira. Na berma. Definindo-se não por si mesmo mas pela proximidade ao outro. Próximo, por oposição ao distante, mas distante, diferente, na relação com o próximo. Ambíguo. Marginal.
Mas nada é apenas central. Neste Universo em que tudo se relaciona com tudo, poderá residir nas periferias o nó da comunicação?
Este é o tema explorado nestes trabalhos, congregando diversos projectos na area da imagem, numa lógica expositiva conjunta que permita revelar semelhanças e aperceber padrões, lançando as bases de uma reflexão estrutural sobre as nossas acções e públicos, sobre a própria forma de definir, pensar e fazer intervenção social.
Poderá a Imagem, com o seu imenso potencial enquanto representação material de ideias, levar-nos a um distanciamento do tema e ajudar-nos a olhar para ele de outra forma, descobrindo novas dimensões e novas posturas? (in: ARTECAPITAL)


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: O Silêncio das Coisas

“Artes na rua”, O Silêncio das Coisas (exposição de 2003 na Galeria da Junta de Freguesia de Carnide e no Instituto Adolfo Coelho), foi um projecto em que o MEF convidou as escolas e associações de fotografia, as associações culturais em geral, os fotógrafos e outros criadores da imagem a reflectirem e a expressarem-se subordinados a um tema comum, “falar sozinho para nós”. 

Pretendeu-se a reflexão da cidade e das relações humanas e afectivas, tendo por base o desenvolvimento dos trabalhos levados a cabo pelos criadores.

A utilização do tema “falar sozinho para nós” surgiu como uma provocação a uma ideia enraizada de falta de comunicação. 


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo na página Conta-nos uma história.


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Sofá de Molas

O jornal Sofá de Molas, publicado em 2004 e 2006, que inicialmente tinha a função de promover as exposições de fotografia organizadas pelo MEF, sendo substituído pelos catálogos dessas exposições, levou a que por esse motivo tenha existido apenas duas edições. O jornal era inteiramente dedicado à fotografia, tendo como objectivo o de divulgar os trabalhos realizados pela associação, de dar uma oportunidade aos seus associados de publicarem as suas imagens e o de lançar novos projectos fotográficos.

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CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Prazer & Dor

PRAZER & DOR EXPOSTOS NA CENTRAL TEJO

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Em Junho de 2001, o MEF apresentou na Central Tejo / Museu de Electricidade uma exposição de obras fotográficas dos seus associados e alguns convidados, sob o tema “Prazer & Dor”. 

Foram mostradas visões muito pessoais sobre duas sensações universais, mais, ou menos opostas, a que por certo, ninguém ficou indiferente. Estiveram expostos, entre outros, trabalhos de:

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“Salvar o planeta é comer cozido à Portuguesa”

Alejandro Campos

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“Deolinda era o nome do meu vizinho de baixo”

Luís Rocha

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“A minha família (Avô)”

Rui Luís

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“Contratempo”

João Almeida + Tiago Monte-Pegado

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“Jaqueline não voltou a usar Chanel”

José Barata

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“O amor que nós nunca vamos experimentar juntos”

Rosana

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“Teaser”

Sara Wong + Marco Pereira

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Convite da Exposição


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


Alejandro Campos

 

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: uma fotografia por mês

MEF – Movimento de Expressão Fotográfica e o Grupo Excursionista VAI TU em Lisboa apresentaram em 2006 a iniciativa [UMA FOTOGRAFIA POR MÊS].

No seguimento do trabalho documental desenvolvido pelo MEF e que se baseou durante algum tempo num retrato em fotografia da cidade de Lisboa, o MEF com o apoio do Grupo Excursionista VAI TU realizou um pequena mostra das imagens produzidas no Bairro da Bica. A mostra esteve patente cerca de 7 meses compreendendo os meses de Abril a Outubro de 2006 e ocupou a montra situada na fachada da coletividade, sendo exposta uma fotografia por mês.

Publicamos 4 fotografias apresentadas nesta iniciativa.

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© Luís Rocha


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© Tânia Araújo


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


 

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: projeto_Lisboa, Bastaria a mesma imagem para eu voltar, Hold Still Keep going

Desde o início da nossa existência, enquanto movimento ligado à fotografia, temos procurado deixar um testemunho das nossas intervenções através da edição de livros. Hoje relembramos 3 desses momentos que ficaram para a posteridade através de uma publicação.


 Livro do projeto_Lisboa 

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A edição do projeto_Lisboa, já AQUI apresentado, foi publicado em diferentes fascículos ao longo de todo o projecto, sendo que no fim do projeto os fascículos foram reunidos num só livro. Com design de Andreia Neves Nunes e impressão da Imprensa Municipal de Lisboa. O livro é constituído pelos cadernos:

  • Fotografia_de_Autor
  • Do_Outro_Lado
  • Fotógrafos_em_Marvila
  • Fotografia_Aérea (a partir de grua)
  • Imagine_Conceptuale III

Livro do workshop de fotografia documental à Índia em 2012

Bastaria a mesma imagem para eu voltar

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Em 2012, o nosso companheiro de viagem Gonçalo Valverde desafiou o MEF a organizar o primeiro workshop de fotografia documental fora de Portugal, desafio que se traduz hoje em 8 workshops já realizados (São Tomé e Príncipe, Marrocos, China, Vietnam e Índia, foram até hoje os destinos eleitos). Desta nossa primeira viagem à Índia, resultou o livro “Bastaria a mesma imagem para eu voltar” que traduz em fotografia o sentimento de 13 olhares sobre aquele país. Com design de Nuno Morais.


Livro da ação de formação

Narrativas fotográficas com laboratório preto e branco

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Com base na interpretação da obra de Robert Frank “Hold Still, Keep going” desafiámos um grupo de 10 fotógrafos a revisitarem esta obra. O resultado foi exposto no antigo espaço dinamizado pelo MEF “Espaço DOCUMENTA” e teve edição no livro “Hold Still, Keep going, revisitado”. Com design de Paulo Reis, edição do Movimento de Expressão Fotográfica.


 

Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


 

CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Imagine Conceptuale

Em 2016 realizamos novamente um projeto de fotografia dentro da deficiência visual, o Imagine Conceptuale, integrado no PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian. Revelamos hoje uma parte do nosso processo de trabalho realizado entre os anos de 2003 e 2006.


“Que percepção terá da fotografia uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco?

O fotógrafo Luís Rocha decidiu interpelar sobre o assunto a Associação Promotora de Emprego para Deficientes Visuais (APEDV), e o resultado foram dois cursos para pessoas com deficiências visuais extremas, que tiveram início na Oficina de Fotografia entre Maio e Julho de 2003.

O entusiasmo de poder “aumentar o real” até um ponto em que se torna perceptível – mesmo para um amblíope em alto grau – aliou-se ao aliciante “conceptual” de produzir um objecto artístico cuja comunicação com o público se desse exactamente através do sentido que o seu autor menos domina – a visão. O resultado foi um empenho fortíssimo, uma atenção desmesurada e um quotidiano cheio de novas descobertas: podemos fotografar o que ouvimos, o que sentimos, até o que imaginamos (a partir das descrições que nos fazem do real)! Podemos produzir imagens que, ainda que não tenham nascido de uma conceptualização puramente visual, são visualmente significantes para quem as olha, e transmitem através do olhar aquilo que pode ser a sua ausência.”


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A convite da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira o MEF expôs pela primeira vez o projecto Imagine Conceptuale em 2003.

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Em Janeiro de 2004 a exposição teve lugar no Arquivo Fotográfico de Lisboa.

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As imagens são expostas em papel fotográfico e em papel relevo que permite ser tacteado, a imagem em relevo é acompanhada por descrição áudio.


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“Outros Olhares” na Cidade do Rock. Pessoas com deficiências visuais, sem-abrigo e jovens da freguesia de Marvila fizeram o registo fotográfico do festival Rock in Rio – Lisboa. Em Maio de 2004 o projecto Imagine Conceptuale esteve no Rock in Rio Lisboa.

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Dez Olhares sobre a Cegueira. No ano de 2004 O BANDO levava à cena o “Ensaio sobre a cegueira”, excelente oportunidade para estes novos fotógrafos exercitarem a sua arte… Apesar de um cenário de difícil compreensão táctil, os alunos assistiram e fotografaram um ensaio da peça, baseando-se sobretudo na audição, e alguns também nas cores fortes que conseguiam percepcionar. Os fotógrafos deram pontualmente algumas descrições – sobretudo visuais – da acção, para possibilitar a conceptualização da imagem. Desta experiência resultou o trabalho fotográfico “Dez Olhares sobre a Cegueira”, no verão de 2004.



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No ano de 2006 o Imagine Conceptuale  integra-se no projecto global do MEF-Movimento de Expressão Fotográfica – DAS/CML. Nesse âmbito, os alunos revisitaram as suas memórias visuais (do tempo em que viam bem) para a criação de conceitos imagéticos sobre as suas imagens.


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Jerónimo Lavado, Imagem realizada no CEM

No ano de 2006, em parceria com o CEM – Centro em Movimento, o conceito do projecto passou a conter não só a vertente da imagem como também o da procura da expressão do corpo, da pesquisa interior, de uma introspecção em que os alunos procuraram as suas histórias.


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: Do_Outro_Lado e Fotógrafos_em_Marvila

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Do_Outro_Lado, projeto_Lisboa, 2015 © Luís Rocha

Integrados no projeto_Lisboa de 2015 que revelámos na última sexta-feira, realizaram-se alguns projetos paralelos que envolveram ex-alunos dos Cursos Avançados do MEF e do Núcleo de Fotografia da Oficina de Fotografia da Câmara Municipal de Lisboa (que era dinamizada pelo MEF) fotógrafos convidados e a população local de Marvila:

Do_Outro_Lado, trabalho fotográfico sobre os serviços camarários “invisíveis” que mantêm a cidade de Lisboa a funcionar.

Fotógrafos_em_Marvila, trabalho fotográfico de exploração dos espaços, vivências e memórias da freguesia de Marvila.
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Na altura foi editado um catálogo com todo o projeto_Lisboa, como curiosidade publicamos alguns desses trabalhos VER AQUI.
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Fotógrafos_em_Marvila, projeto_Lisboa, 2015 © Tânia Araújo

 


Esta rubrica, que revela uma parte do passado do MEF, tem arquivo semanal na página Conta-nos uma história.


Conta-nos uma história: projeto_Lisboa

A partir de hoje, publicamos às sextas-feiras uma nova rubrica: Conta-nos uma história, onde revelamos uma parte do histórico MEF.

Recordemos uma parte do nosso percurso, iniciando a viagem em 2005, com o projeto_Lisboa.


LogoPLx_screen[1]1Entre 2005 e 2007, realizámos o projeto_Lisboa, uma estratégia concertada de produção dos projectos do MEF – Movimento de Expressão Fotográfica e da Oficina de Fotografia do Departamento de Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa.

Englobou diversos sub-projectos, direcionados a diferentes públicos-alvo, possibilitando pela sua reunião um confluir de olhares e pontos de vista sobre Lisboa:

  • Do_Outro_Lado
  • Fotógrafos_em_Marvila
  • Fotografia Aérea (a partir de grua)
  • Fotografia “à la minuta”
  • Máquina Fotográfica de Grande Formato + Fotografia Solar
  • Imagine Conceptuale III

A base de trabalho do projecto_Lisboa foi realizada por uma vintena de fotógrafos (do MEF – Movimento de Expressão Fotográfica e também convidados), sócios do MEF e alunos dos Cursos Avançados, a trabalhar temas diversos ligados à cidade de Lisboa, que resultaram, também eles numa confluência de olhares, naturalmente dispersos quer pelo grau de conhecimento dos participantes sobre fotografia, quer pelas várias interpretações possíveis de e sobre uma cidade, quer pelas opções estéticas ou meios técnicos usados (estes da total e livre responsabilidade dos autores).

  • Ana Pinto, Lisboa reinventa-se
  • Andreia Neves Nunes, «tu sonhas-me, e eu a ti…»
  • Bárbara Marques, Luzes e Sombras de Lisboa 
  • João Delfino, Feira Popular
  • José Carlos Martins, Ainda sem nome
  • Leno Ruiz e Xènia Ferrer, call me from… zona de ninguém
  • Luís Rocha, Enquanto fotógrafo sempre quis ser um contador de histórias
  • Manuel Luís Cochofel, A Nova Lisboa
  • Milene Trindade, No caminho para o sono
  • Nuno Chaves, ectoplasmas urbanos
  • Oleg Pegasoff, Cidade e pessoas
  • Patrícia Tiago, Outra Manhã
  • Paulo Almeida, «a busca de calipso»
  • Pedro Amaral, Es(passo) Fugaz
  • Pedro Reis, Portugalidade – um olhar remoto
  • Rodolfo Barros, Outsider
  • Rui Dias Monteiro, Manifesto
  • Sandra Pinto Silva, Lisboa – Sinais de Vida
  • Sandra Sá, olhar a rua a olhar
  • Tânia Araújo, Paisagens do corpo
  • Tiago Brás, Guardiões
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Vista da exposição do projeto_Lisboa na Estufa Fria

 

A título de curiosidade, uma das atividades do projeto que mais atraiu as atenções na altura, foram as projeções de imagens nas fachadas dos prédios no Bairro da Bica.

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Lameira, João, Projecto_Lisboa apresentado no bairro da Bica, in Público – Local, Edição de Lisboa, 2005-VI-14

O Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) aproveitou os santos populares para lançar o Projecto_Lisboa , com uma projecção de fotografias numa fachada de um edifício da Bica. Segundo Luís Rocha, um dos organizadores, pretende-se assim “divulgar a fotografia, levá-la à rua, à população”. O Projecto_Lisboa visa a promoção do trabalho dos associados e alunos do MEF, bem como de convidados. Em vista, está uma exposição no próximo ano e a publicação de um livro, a lançar em fascículos. A experiência da Bica será repetida no mesmo local e outras praças da cidade. O MEF tem também uma componente de acção social. Com o apoio da autarquia, orienta trabalhos com moradores dos bairros mais desfavorecidos e com deficientes visuais. Uma das próximas iniciativas será a cedência de máquinas aos habitantes da Marvila para que estes fotografem o seu dia-a-dia.