Arquivo da categoria: Máquinas com história

Máquinas com História, Nikon FM2

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A Nikon FM2 é uma SLR (Single Lens Reflex) de 35mm totalmente manual inserida no segmento semi-profissional. Foi construída e vendida entre 1982 e 2001 (em 1984 foi lançada a variante FM2n). É um dos modelos mais icónicos da Nikon, desejado pelos fãs da marca.

Com um disparador totalmente manual que consegue disparos entre o Bulb e 1/4000.
Com elevada qualidade de construção, leve e compacta, encontramos a Nikon FM2 disponível em preto e prateada.

Numa altura em que a velocidade de 1/1000 era considerada uma velocidade rápida a Nikon FM2 inovou oferecendo a quem fotografava uns incríveis 1/4000 de velocidade máxima.
Conseguindo fotografar a 1/4000 de velocidade permite-nos tirar partido de uma lente mais luminosa em situações com mais luz, podendo utilizar uma abertura grande.

A FM2 é conhecida pela sua qualidade de construção, durabilidade e fiabilidade (quem tem uma, dificilmente não se sente totalmente satisfeito com a sua prestação).

Aceita pilhas LR44 / SR44 que servem unicamente para fazer trabalhar o fotómetro, sendo este composto por luzes led indicando a sobre- exposição (+) sub- exposição (-) e exposição correcta (0)

Como é fotografar com a Nikon FM2

Quando se pega na FM2 sente-se que é um modelo bem construído e ergonomicamente bem projetado, encaixa bem na mão e conseguimos alcançar facilmente os comandos.
Tem um visor luminoso e tendo a indicação do fotómetro por leds é de fácil leitura mesmo em ambientes com pouca luz ao contrário dos típicos fotómetros de agulha.
É um deleite ouvir toda a mecânica da máquina desde o disparo até ao puxar do filme. Sendo uma das nossas máquinas fotográficas preferidas não será difícil de adivinhar que adoramos.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica. por Vintage Dream Cameras.

#mef #omefsugere #maquinascomhistoria


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Máquinas com História, Leica M2

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Falar-se da marca Leica é falar-se de qualidade, prestígio, tradição e de alguma forma, também, de status.
A Leica, marca criada em 1913 na Alemanha e pertencente a Ernst Leitz, tem um nível de exigência e de atenção ao pormenor na construção das suas câmaras, absolutamente inigualável, o que faz com que funcionem como um relógio Suiço (neste caso Alemão! :)). Nada se compara ao detalhe e precisão de uma Leica e assim é desde a produção do primeiro modelo em 1914.
O seu design teve poucas alterações ao longo dos anos, tendo-se tornado inconfundíveis os modelos M da marca. Numa Leica, nada está fora do sítio, tudo foi pensado meticulosamente e isso sente-se quando fotografamos com uma e vê-se nos resultados obtidos.

A Leica M2 é uma rangefinder de 35mm lançada em 1957 como sendo um modelo mais simples do modelo M3. O visor é luminoso com uma magnificação de 0.72 e com linhas de enquadramento de 35, 50 e 90mm para as respectivas lentes. Foi a sucessora da M3 e a seguinte lançada foi a M1 (o lançamento foi feito pela ordem inversa da numeração). As diferenças entre estes dois modelos prendem-se com as linhas de enquadramento diferentes e no caso da M3 faz um reset automático do contador de fotos tiradas enquanto que na M2 tem que se fazer esse mesmo reset manualmente.

Adquirir uma Leica é um dos investimentos mais seguros que se pode fazer, pois a marca tem sempre tendência a valorizar, especialmente se for bem cuidada. Exemplo disto foi uma Leica de 1923, leiloada em 2011 por 1,9 milhões de dólares.

Curiosidade: a Fábrica da Leica, situada em Vila Nova de Famalicão, foi fundada em 1973 e é responsável por 90% da produção mundial da Leica, produzindo ainda hoje modelos analógicos, montados integralmente e peça a peça à mão, como se de uma peça de relojoaria se tratasse.


Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

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MÁQUINAS COM HISTÓRIA, Yashica Mat-LM

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Desta vez trazemos-vos uma máquina totalmente diferente das que temos falado até agora. Ao contrário das SLR, as TLR tal como o nome indica (Twin Lens Reflex), possuem 2 lentes e geralmente nenhum prisma. E não ficam por aí as diferenças, geralmente os comandos de uma SLR encontram-se na parte superior da máquina fotográfica e o viewfinder na parte de trás, enquanto que numa TLR a parte superior está reservada para o viewfinder e os comandos na parte frontal. A lente superior está destinada ao viewfinder, enquanto que a lente inferior é onde fica o diafragma e por essa razão é a lente através da qual será registada a fotografia. Temos assim, uma lente de simples visualização separada da lente que efectivamente regista o momento.

Introduzida em 1958, a Yashica Mat-LM foi uma sucessora da Yashica Mat, tendo como principal diferença em relação à sua antecessora a existência de um fotómetro de células de selenium na parte frontal, daí a diferença no nome – LM = Light Meter.
É uma máquina totalmente mecânica, não necessitando sequer de pilhas para o fotómetro, de construção sólida e utilização bastante fácil.
O disparador (da marca Copal) tem velocidades de 1 segundo a 1/500 e Bulb, enquanto que as aberturas vão de f:3.5 a f:22. A sincronização do flash faz-se em todas as velocidades selecionadas.

Por cima da lente superior encontramos um mostrador com as indicações da velocidade e abertura selecionadas. A colocação do viewfinder na parte superior da máquina, obriga a que a posição do nosso corpo para tirar uma fotografia seja a de olhar para baixo, enquanto agarramos no corpo da máquina.

No caso da Yashica Mat-LM, todos os instrumentos necessários para a seleção de velocidade e abertura e para a própria visualização da imagem, estão alinhados de tal maneira, que ao olharmos para baixo para o viewfinder, conseguimos ao mesmo tempo ver as medições do fotómetro e a seleção das velocidade e aberturas sem que tenhamos que desviar muito o olhar do viewfinder. Por tudo isto, esta máquina torna-se um exemplo de perfeição ergonómica e estética.

Como é utilizar a Yashica Mat LM no dia-a-dia?

Para quem nunca utilizou este tipo de máquinas demora um pouco até que nos adaptemos. Como só tem um espelho e não tem prisma, o que se encontra à esquerda aparece na zona direita do viewfinder e vice-versa, o que pode ser um pouco confuso de início. Por não existir o movimento do espelho (que existe nas SLRs), é uma máquina muito silenciosa e por isso torna-se muito discreta. Não é uma máquina tão intrusiva, pois não a apontamos diretamente ao objeto fotografado e talvez por isso e por ser uma máquina diferente do que geralmente se vê tem uma receptividade muito maior por parte de quem é fotografado em comparação com outras máquinas.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica. Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

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Máquinas com história, Nikon F2as

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Imagem e texto de © Vintage Dream Cameras

Nikon F2as

A Nikon F2as foi a última máquina totalmente mecânica lançada pela Nikon. Foi o modelo mais avançado e robusto da era totalmente manual. A sua sucessora, a Nikon F3, já tem o disparo electrónico. Considerada por muitos como a melhor máquina alguma vez produzida pela Nikon. Introduzida em 1977, a Nikon F2as destacava-se dos outros corpos F2, pelo seu photomic dp-12, que em vez da típica agulha usava leds para indicar a medição. Para condições de pouca luz este sistema era de melhor leitura, além disso contava com TTL com ponderação ao centro. A Nikon F2as é um sistema modular que dá para mudar prismas (photomic), ecrãs de foco entre outros acessórios.

A Nikon F2as era o que frequentemente se chama de máquina de guerra, uma máquina extremamente robusta, de óptima construção e fiável. A sua concorrência? A Canon F1, com as mesmas características em termos de qualidade de construção. Sabemos da história de uma pessoa que levava a sua Nikon F2as dentro da mochila enquanto ia de bicicleta, o mau desta história é que se esqueceu da mala aberta, tendo a máquina caído em andamento e andado aos trambolhões no alcatrão. Resultado? Algumas pequenas mossas mas totalmente funcional.

Como é andar com a Nikon F2as na rua?

Comecemos pelos aspectos menos positivos:

Lembram-se de termos falado da robustez e qualidade de construção no principio do artigo? Estas características têm um preço, o peso. E também sendo uma máquina grande é uma máquina que dá nas vistas e para transportá-la não podemos colocá-la no bolso como a Contax T2 ou a Olympus mju.

Talvez não seja a máquina mais indicada para uma pessoa com mãos pequenas.

Aspectos positivos:

É uma delícia utilizar esta máquina, tem um viewfinder luminoso e de fácil leitura. Comandos de abertura e velocidade colocados de forma ergonómica. Sendo uma máquina mais pesada também tem a vantagem em fotografar em velocidades mais baixas com mais estabilidade, para não falar do charme que a máquina transborda. Foi a máquina que mais nos custou vender no Vintage Dream Cameras, adorávamos fotografar com ela e chegámos a ponderar várias vezes se a vendíamos ou não.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica.

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MÁQUINAS COM HISTÓRIA, Olympus OM2

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Hoje trazemos-vos uma máquina que para nós, se tornou muito especial, a Olympus OM2 – a máquina fotográfica que esteve na origem do projecto Vintage Dream Cameras.

A Olympus OM2, uma SLR de 35mm, foi lançada em 1975 e apresentada pela primeira vez no 31º Photo Salon de Paris, substituindo a sua antecessora e também famosa Olympus OM1.
A primeira máquina da história a utilizar leitura da exposição TTL, tinha como uma das principais mais-valias, ser compatível com todos os acessórios lançados até então para a OM1.
É uma máquina fotográfica de boa construção, leve e compacta, com um modo de prioridade à abertura e modo totalmente manual.

Características Principais:

  • Leitura de exposição por TTL (Through The Lens)
  • Velocidades de disparo entre Bulb e 1/1000
  • Velocidades de ISO/ASA entre 50 e 1600
  • Aceita todos os acessórios da Olympus OM1
  • Selector de compensação de exposição
  • Possibilidade de antever profundidade de campo na lente.

Como é andar e fotografar com a OM2 no dia-a-dia?

É uma experiência extremamente prazerosa andar no dia a dia com a Olympus OM2. Por ser uma máquina fotográfica leve, não se repara tanto no seu peso quando transportada por exemplo ao pescoço, e no final do dia o nível de cansaço é obviamente menor do que com muitas outras máquinas.

É uma máquina compacta, que encaixa muito bem em mãos pequenas/médias. É muito prática de usar pois encontramos os comandos principais na parte dianteira da máquina. Com a mão esquerda controlamos o foco, abertura e velocidade, com a mão direita controlamos o disparo e a alavanca para avançar o filme. Estamos sempre com as mãos na mesma posição o que torna a máquina muito ergonómica e intuitiva de usar.
Do ponto de vista estético a Olympus OM2 é uma máquina elegante, bem projectada, em que cada detalhe foi pensado para tornar o conjunto agradável à vista e à utilização. Em suma, um belo exemplo de equilíbrio entre engenharia e design, o que associado à qualidade das lentes Olympus faz com que este seja um dos modelos icónicos da marca.


Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

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Máquinas com história, Canon F-1

Iniciamos hoje a nova rubrica: “Máquinas com história” integrada no “O MEF sugere…”. Diana Goulão Marques e Nuno Domingues em nome da Vintage Dream Cameras – novos colaboradores do MEF, envolvidos na parceria recentemente criada entre as duas entidades e que muito prezamos que tenha surgido – passam a partilhar quinzenalmente às sextas-feiras a paixão por câmaras fotográficas. Começamos a viagem pela história das câmaras fotográficas com a Canon F-1.


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Os anos 70 foram uma das décadas mais ricas da História da produção de máquinas fotográficas, que por variados motivos se tornaram icónicas.

Desde a sua fundação, a Canon tinha-se afirmado no mercado como uma forte concorrente em relação à Nikon. Em 1971, tendo já ganho popularidade e prestígio através da sua linha de câmaras Rangefinder e pela produção de lentes, a Canon sentia necessidade de lançar um modelo SLR (Single Lens Reflex) que fizesse verdadeira concorrência aos modelos Nikon F e Nikon F2 no segmento profissional. Assim surgiu a Canon F-1, uma máquina que se tornou um icon de toda a produção analógica do segmento profissional da Canon. Este modelo era de tal forma resistente, que foi muitas vezes utilizada por fotojornalistas em ambientes de guerra, tal como na Guerra do Vietname.
Mais tarde foram lançados dois modelos com algumas melhorias em relação à Canon F-1, tais como a Canon F-1n em 1976 e a Canon New F1 em 1979, mas nunca assumiram o papel icónico da primeira.
Até hoje a Canon F-1 é considerada uma “todo-o-terreno”, um modelo resistente, fiável, bem-conseguido e um sucesso de vendas da Canon.


Características

-Leitura de exposição por TTL (Through The Lens)

-Velocidades de disparos entre Bulb e 1/2000

– Velocidade ASA/ISO entre os 25 e 1600

-Aceita tanto lentes Canon FD como lentes Canon FL

-Ecrãs de Foco intermutáveis

-Prismas intermutáveis

-Preview de profundidade de campo

– possibilidade de colocar motor drive (9 fotografias por segundo)

– Pilha de mercúrio 1.35v, mas que hoje em dia se pode utilizar pilhas 675 de ar/zinco

O que faz a Canon F-1 ser um sistema cobiçado?

A sua qualidade de construção, robustez, fiabilidade, qualidade das lentes e quantidade de acessórios transformam-na num sistema muito completo.

A Canon F-1 tem mais de duzentos acessórios disponíveis, desde lentes, prismas, motores, flashes, ecrãs de foco, film backs, etc.

Como é andar e fotografar com a Canon F-1 no dia-a-dia?

Andar durante um dia com a Canon F-1, dá-nos a sensação de termos uma máquina fotográfica especial nas mãos, pela sua história e qualidade de construção. É uma máquina que vai fazer virar cabeças seja por nunca terem visto seja por se interrogarem que máquina será esta.
Mexer nos seus comandos, disparar e puxar o filme para a frente e ouvir todo o sistema a trabalhar, transforma-se numa experiência deliciosa e inesquecível.

Vantagem
A Canon F-1 tem a vantagem de ser uma máquina totalmente manual, e graças a isso deixamos de nos preocupar com condições atmosféricas extremas (deserto ou gelo) ou ficar sem pilha, pois vamos poder continuar a fotografar sempre.

Desvantagem
Como desvantagem apontamos o peso, claro que tem a vantagem de dar maior estabilidade em fotografias em velocidade baixa sendo uma máquina pesada, mas ao fim do dia sentimo-nos muito mais cansados, especialmente se andarmos com a máquina fotográfica ao pescoço.

Imagem e texto de © Vintage Dream Cameras


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica.

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“Somos apaixonados pela Fotografia, pelo vintage, pela “patine”, pelo cheiro dos químicos do laboratório, pelo slide e especialmente pela mecânica que nos permite transmitir para o papel a emoção da imagem.

Chegou um dia, em que percebemos que não conseguíamos viver senão rodeados por tudo isto, e decidimos fazer deste universo a nossa vida.
Esperamos estar sempre à altura das vossas necessidades e dúvidas, e poder contribuir para que o analógico não termine.” (in https://www.facebook.com/vintagedreamcameras/)