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Imagens e Debates, hoje no MEF

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Propomos para hoje, 18 de Novembro a 3ª sessão da actividade Imagens e Debates às 17h no espaço MEF em Campolide. Com esta atividade, pretendemos proporcionar aos sócios a oportunidade de discutirem, em comunidade MEF, as imagens que produzem.

Sessão exclusiva e gratuita para os sócios do MEF, com o objectivo de contribuir para o processo de trabalho inerente à construção de uma linguagem fotográfica individual.

Apresentação dos trabalhos de cinco autores: Tânia AraújoLuís Rocha, Dora PintoPedro Nunes e Cristina Cabrita.


 

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Curso de Iniciação à Fotografia, Janeiro 2018

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O Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das câmaras fotográficas, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante directrizes estéticas apreendidas no curso.

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Este curso é constituído por uma parte teórica, em que é dada os princípios básicos da fotografia. Serão realizados três trabalhos práticos em que se aborda a vertente da fotografia digital e da fotografia convencional (com laboratório químico de preto e branco).

Mais informações e Inscrições:

http://www.mef.pt/mef/curso-de-iniciacao-a-fotografia-edicao-quartas-feiras


 

Foto de Capa, Island Life de Grace Jone

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Foto de Capa #11: coincidindo com a recente exibição no DocLisboa de um filme-documentário sobre Grace Jones, apresentamos hoje uma das suas imagens mais icónicas, da autoria do seu colaborador artístico e companheiro Jean-Paul Goude. A imagem data de 1978 e foi primeiramente apresentada numa revista nova-iorquina mas só perduraria na memória depois de usada na capa da colectânea “Island Life” (1985). A imagem de Jones segurando o microfone, numa pose arabesca impossível de ser real mas que ilude o leitor, foi obtida com recurso a uma montagem/colagem de várias imagens da cantora, obtendo, de forma natural, um efeito semelhante a um photoshop na era digital. Nas imagens originais, Jones está em várias posições e apoiada em caixas para os seus membros inferiores e superiores se sustentarem e poderem ser fixados num disparo. Mas apenas pela junção de várias partes das imagens foi possível chegar à pose anatomicamente impossível de Jones. A ilusão é credível para o leitor em parte pelo mérito da montagem mas também pelas representações que este tem acerca do corpo elegante e musculado da cantora, da sua pele negra e reluzente e provavelmente sobre a destreza e flexibilidade dos indivíduos de raça negra. Jogando com essas representações, Goude criou uma das imagens mais poderosas da cultura pop, sendo porventura a mais famosa de um conjunto de imagens em que enfatiza a hipersexualidade e a negritude de Jones, transformando-a em algo de andrógeno e sobre-humano. De acordo com a escritora negra Patrice Grell Yursik, “Grace Jones é um ícone de beleza por várias razões e esta imagem cimenta as razões para tal. Ela sempre foi uma colaboradora genial, uma inovadora, uma mulher sem receio de partilhar com o mundo o seu corpo, a sua alma, a sua beleza e a sua personalidade peculiar”. Goude, com quem Jones manteve uma relação romântica de longa data, foi quem fixou em imagens arrojadas essa personalidade contribuindo de forma decisiva para que Jones se tornasse num ícone da cultura popular.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere