Arquivo da categoria: Novidades

No passado dia 12 de Outubro foi apresentado “Uma História Comum”, onze testemunhos em livro sobre uma viagem a Marrocos.

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Fotografias de Pedro Nunes


 

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Hoje é Dia Mundial da Visão.

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Quando lhe perguntaram o que queria fotografar, José Sobreira não pensava noutra coisa senão numa imagem que falasse dos filhos. Perdeu-os para o cancro, o rapaz aos 34 anos, a rapariga aos 28. José ficou cego três meses depois. Foi o trauma, disseram os médicos. José Sobreira é um dos participantes do projecto Imagine Conceptuale do Movimento de Expressão Fotográfica (MEF), que nos últimos três anos trabalhou com 63 pessoas com deficiência visual, entre cegueira congénita, adquirida ou baixa visão. “A ideia era levar a produção artística, o contacto com a arte e a aprendizagem sobre alguns movimentos estéticos relevantes a um grupo de pessoas com maior dificuldade no acesso às imagens”, explica Luís Rocha, um dos fundadores do MEF. Nem todos os participantes traduziram nas suas imagens as influências dos movimentos artísticos a que foram expostos, sobretudo os mais velhos. Mas no horizonte esteve sempre algo que faz já parte da identidade do MEF: “Facilitar o acesso destas pessoas às artes visuais e fomentar as suas formas de expressão pessoal e artística, em particular por meio da fotografia. O objectivo maior era a inclusão.”

Artigo em: https://www.publico.pt/2018/10/11/fotogaleria/a-visao-do-mundo-de-quem-nao-ve-390578

Pode um cego fotografar?

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A exposição Ver com outros olhos mostra na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, trabalhos fotográficos que têm como autores pessoas com deficiência visual. Por detrás de cada um deles, um testemunho.

Artigo sobre a exposição “Ver com outros olhos” na edição online do jornal DN. https://www.dn.pt/adiantamento/interior/pode-um-cego-fotografar-9953120.html

Jornal DN
Mariana Pereira


 

Lançamento do livro: Uma História Comum

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Lançamento do livro: Uma História Comum
Pelas 20h, dia 12 de Outubro. Alguns dos autores vão estar presentes para falar sobre esta viagem a Marrocos.
Local: Logradouro da Bempostinha
Morada:Rua da Bempostinha, 22, Lisboa
Sinopse:

Onze olhares que maioritariamente não se conheciam, cruzam-se com o objectivo comum de uma viagem a Marrocos. Levam genuína curiosidade e receptividade para apreender um país culturalmente rico, cheio de contrastes que se rege pelo estímulo dos sentidos. A identidade de cada um ficou a descoberto, unida e vívida em Marrocos – Uma História Comum.


Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco – Francesca Woodman

Na ação de formação “Narrativa Fotográfica com Laboratório Preto e Branco” tencionamos introduzir, enquanto método de trabalho, situações encenadas e dinâmicas de imagem com suporte em papel fotográfico.

Baseado em trabalho de laboratório a preto e branco e na tomada de imagens em processo película, desafiaremos os participantes à construção de um projeto autoral fundamentado na interpretação da obra referida e que possibilitará um percurso performativo na linguagem fotográfica, desde da tomada de imagem até à impressão final.

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Partindo da análise da obra “on being an angel” da fotógrafa Francesca Woodman, pretendemos a construção de um diálogo com o recurso ao pensamento que sustentará o fazer artístico.

Mais informações em:

www.mef.pt/mef/narrativa-fotografica-com-laboratorio-preto-e-branco/


 

Diários de Um Quotidiano, bolo de leite.

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Fotografia de Natália Semedo a Maria Roque e aos seus bolos de leite, um doce de Cabo Verde.

Iniciámos as sessões fotográficas do projeto Diários de Um Quotidiano, um projecto realizado nas comunidades da Caparica e do Pragal, dinamizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica e promovido pelos Leigos para o Desenvolvimento.

“Diários de um Quotidiano é um projeto fotográfico onde a fotografia é usada como forma de expressão das populações para sensibilizar e promover junto da comunidade um conjunto de mensagens promotoras de desenvolvimento e de conservação das histórias, costumes e saberes.

#diariosdeumquotidiano

#leigosparaodesenvolvimento


Ver com outros olhos na “TIMEOUT”

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O Verão acabou e na Gulbenkian as novas exposições de Outono já começam a brotar. Esta é de entrada livre. “Ver com outros olhos” dá uma outra perspectiva do que é a imagem, trata-se de uma percepção da imagem de uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco. Portanto, esta exposição pretende explorar diferentes processos de interpretação das obras, através de outros sentidos que não a visão – tacto, audição – de forma a facilitar o acesso de pessoas portadoras de deficiência visual às artes. A exposição ilustra o trabalho desenvolvido com pessoas cegas ou com baixa visão, de incentivo à expressão pessoal e artística, por meio da fotografia. 

timeout.pt/lisboa/pt/arte/ver-com-outros-olhos


 

À conversa… Ver com outros olhos

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© Fotografia de Igilcia Andrade / MEF

Sáb, 20 outubro 2018
15:00, Sala 1 – Edifício Sede

Quando falamos da construção de imagens fotográficas por pessoas com deficiência visual, o que significa não ver? Como ponto de partida — na certeza de que não encontraremos respostas conclusivas —, procuraremos construir uma ideia sobre a fotografia feita por pessoas cegas e com baixa visão.

No âmbito da exposição Ver com outros olhosacessível a público com deficiência visual disponibilizando imagens tácteis com audiodescrição e guias podotácteis no interior da Galeria.

Com Maria Vlachou (da Associação Acesso Cultura), José Oliveira (especialista em História da Arte Contemporânea)


A exposição “Ver com Outros Olhos” na Fundação Calouste Gulbenkian.

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© José Furtado | MEF

Esta exposição resultou do projecto Imagine Conceptuale, realizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF), que teve como objectivos levar a produção artística, o contacto com a arte e a aprendizagem, sobre alguns movimentos estéticos, a um grupo de pessoas com maior dificuldade no acesso às imagens, tendo sido apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, através da iniciativa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social.

Ver com Outros Olhos representa o culminar de três anos de intervenção no terreno, com base num conjunto de parcerias, realizadas entre o MEF e várias instituições ligadas à deficiência visual, tendo o trabalho sido desenvolvido com pessoas cegas congénitas, com cegueira adquirida e com baixa visão, pela promoção das suas formas de expressão, pessoal e artística, em particular através da fotografia.

Na Galeria Piso Inferior da Fundação Calouste Gulbenkian, encontram-se expostas imagens produzidas por 63 participantes, sendo que 94 imagens são visíveis e 69 estão em relevo com sistema de áudio-descrição. Pode-se, ainda, assistir à projecção do documentário relativo ao trabalho desenvolvido, pelo MEF com os participantes, na construção das imagens.

Organizadas por 6 grandes temas: Conceito; Medos e Sonhos; Liberdade; Beleza; Cegueira e Memória, as imagens estão acompanhadas por um texto síntese descritivo da intenção de cada autor na respectiva produção. Para além da qualidade, na forma como a exposição é apresentada ao público ao longo do espaço, assiste-se a uma íntima, e poderosa, ligação entre a intencionalidade do autor expressa no texto e as imagens apresentadas.

Com esta iniciativa, a ideia de que uma pessoa cega, ou com baixa visão, não pode fotografar cai por terra e contribui para mudar preconceitos, mitos, juízos de valor, ainda, infelizmente, tão enraizados na nossa sociedade. Como tive oportunidade de ouvir um dos participantes referir: – “fotografei o que quis e não foi o resultado de um mero disparo da máquina”.

A inauguração, com a presença dos participantes, transformou-se num momento de partilha comovente pelo significado do contributo deste projecto na mudança de mentalidades e na quebra de obstáculos à construção de uma sociedade mais justa, livre, integradora e participativa.

Simultaneamente esta exposição, pelo exemplo que representa, realça a ideia de que abrir os espaços de arte a todos, tornando-os, realmente, inclusivos, é uma necessidade urgente, cujas respostas devem ser ampliadas e consideradas parte efectiva das estratégias de intervenção. É, de facto, essencial vermos todos com outros olhos e ousar fazer diferente!

 

Não deixe de Ver com Outros Olhos até dia 12.11.18.

 

Rita Castro 23.09.18


A exposição “Ver com outros olhos” inaugurou no passado sábado na Fundação Calouste Gulbenkian.

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© Nuno Morais | Movimento de Expressão Fotográfica
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© José Furtado | Movimento de Expressão Fotográfica
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© José Furtado | Movimento de Expressão Fotográfica
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© José Furtado | Movimento de Expressão Fotográfica
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© José Furtado | Movimento de Expressão Fotográfica
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©Nuno Morais | Movimento de Expressão Fotográfica
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© Nuno Morais | Movimento de Expressão Fotográfica
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© Nuno Morais | Movimento de Expressão Fotográfica

Fundação Calouste Gulbenkian, Edifício Sede – Galeria do Piso Inferior

Que perceção terá da imagem uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco?
Esta exposição pretende explorar diferentes processos de interpretação das obras, através de outros sentidos que não a visão, mostrando o trabalho desenvolvido no projecto Imagine Conceptuale com pessoas cegas ou com baixa visão, em particular por meio da fotografia. Entrada gratuita.


É hoje às 16h, Ver com outros olhos na Fundação Calouste Gulbenkian

A exposição Ver com outros olhos é o resultado do projeto Imagine Conceptuale, realizado pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF), que se propôs trabalhar com uma população supostamente arredada dos corredores da arte. A ideia era levar a produção artística, o contacto com a arte e a aprendizagem sobre alguns movimentos estéticos relevantes, a um grupo de pessoas com maior dificuldade no acesso às imagens.

O trabalho foi desenvolvido com pessoas cegas congénitas, com cegueira adquirida e com baixa visão, ao mesmo tempo que se estabeleciam parcerias com instituições ligadas à deficiência visual.

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© Tânia Araújo / MEF

Esta exposição é o culminar de três anos de intervenção no terreno, com base num conjunto de parcerias com várias entidades, que possibilitaram a constituição de grupos e a escolha dos períodos estéticos a abordar.

A intervenção foi feita em três fases: na primeira, os participantes foram expostos aos diversos movimentos estéticos, através da história de arte e da descrição das obras relevantes (oralmente e por tacto); na segunda, foram desafiados a descrever todas as imagens que lhes ocorreram como consequência da exposição prévia; e, por último, foi-lhes pedido que produzissem fotograficamente as imagens descritas na fase anterior.

 

Fundação Calouste Gulbenkian, Galeria Piso Inferior, Edifício Sede.


 

Na exposição “Ver com outros olhos” cada fotografia é acompanhada por uma descrição do autor sobre o conceito em que trabalhou.

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Júlia Silvestre, 58 anos.

Trabalhei no mundo da aviação. A viagem começa à porta do avião. A postura que tiver à porta, conta muito para o seu conforto na viagem. Daí a importância de usar o salto alto, para dar uma postura de segurança. Quando ceguei não conseguia usar salto alto, agora aprendi a usá-lo com a minha bengala e voltei a sentir-me novamente mulher.


Exposição Ver com outros olhos

Inaugura AMANHÃ, dia 22 de Setembro às 16horas na Fundação Calouste Gulbenkian, Galeria Piso Inferior, Edifício Sede.