Arquivo da categoria: O MEF sugere..

BURUNTUMA – ALGUM DIA SERÁS GRANDE …

C A Ç A D O R

Os Fulas são exímios e corajosos caçadores já que enfrentam as suas presas, muitas vezes nada pacíficas e corpulentas com espingardas bastante rudimentares, muitas delas de “carregar pela boca” o que implicava grande destreza no seu manuseamento.

Os melhores, cedo adquirem a categoria de “Homem Grande”, simultaneamente admirados e temidos, pois ao Caçador é atribuído muitas vezes poderes sobrenaturais dado o seu “desprendimento” pela vida.

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Inserida na vertente da fotografia documental que o MEF tem procurado dinamizar nas suas atividades, continuamos a publicação de um pequeno ensaio fotográfico,  imagens e textos do livro “BURUNTUMA – algum dia serás GRANDE …” com autoria de Jorge Ferreira, sócio do MEF.

Ver Mais: BURUNTUMAABASTECIMENTO DE CABUCA;  V U L N E R A B I L I D A D E SRAPARIGA “BAJUDA” FULA; ENFEITES.


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BURUNTUMA – ALGUM DIA SERÁS GRANDE …

E N F E I T E S

Às jovens Fulas, desde a mais tenra idade, são-lhes perfurados os lóbulos das orelhas para pendurarem argolas de ouro, prata, cobre ou alumínio conforme as posses da família. Aos cabelos prendem-lhes anilhas, discos, medalhas de ouro ou prata, moedas, contas e missangas, enfeites que revelam uma verdadeira arte feminina de sedução e forte personalidade. Também as fitas garridas, pentes e travessas, contas, missangas e conchinhas são enfeites para o cabelo.

Desde a mais tenra idade até à velhice, o penteado constitui o principal adorno das mulheres Futa-fulas, consumindo-lhes a maior parte do seu tempo de ócio.

O mesmo se constatava entre os Fulas-forros e Fulas–pretos embora de forma não tão aprimorada.

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Inserida na vertente da fotografia documental que o MEF tem procurado dinamizar nas suas atividades, continuamos a publicação de um pequeno ensaio fotográfico,  imagens e textos do livro “BURUNTUMA – algum dia serás GRANDE …” com autoria de Jorge Ferreira, sócio do MEF.

Ver Mais: BURUNTUMAABASTECIMENTO DE CABUCA;  V U L N E R A B I L I D A D E SRAPARIGA “BAJUDA” FULA.


Máquinas com História, Nikon FM2

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A Nikon FM2 é uma SLR (Single Lens Reflex) de 35mm totalmente manual inserida no segmento semi-profissional. Foi construída e vendida entre 1982 e 2001 (em 1984 foi lançada a variante FM2n). É um dos modelos mais icónicos da Nikon, desejado pelos fãs da marca.

Com um disparador totalmente manual que consegue disparos entre o Bulb e 1/4000.
Com elevada qualidade de construção, leve e compacta, encontramos a Nikon FM2 disponível em preto e prateada.

Numa altura em que a velocidade de 1/1000 era considerada uma velocidade rápida a Nikon FM2 inovou oferecendo a quem fotografava uns incríveis 1/4000 de velocidade máxima.
Conseguindo fotografar a 1/4000 de velocidade permite-nos tirar partido de uma lente mais luminosa em situações com mais luz, podendo utilizar uma abertura grande.

A FM2 é conhecida pela sua qualidade de construção, durabilidade e fiabilidade (quem tem uma, dificilmente não se sente totalmente satisfeito com a sua prestação).

Aceita pilhas LR44 / SR44 que servem unicamente para fazer trabalhar o fotómetro, sendo este composto por luzes led indicando a sobre- exposição (+) sub- exposição (-) e exposição correcta (0)

Como é fotografar com a Nikon FM2

Quando se pega na FM2 sente-se que é um modelo bem construído e ergonomicamente bem projetado, encaixa bem na mão e conseguimos alcançar facilmente os comandos.
Tem um visor luminoso e tendo a indicação do fotómetro por leds é de fácil leitura mesmo em ambientes com pouca luz ao contrário dos típicos fotómetros de agulha.
É um deleite ouvir toda a mecânica da máquina desde o disparo até ao puxar do filme. Sendo uma das nossas máquinas fotográficas preferidas não será difícil de adivinhar que adoramos.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica. por Vintage Dream Cameras.

#mef #omefsugere #maquinascomhistoria


Máquinas com História, Leica M2

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Falar-se da marca Leica é falar-se de qualidade, prestígio, tradição e de alguma forma, também, de status.
A Leica, marca criada em 1913 na Alemanha e pertencente a Ernst Leitz, tem um nível de exigência e de atenção ao pormenor na construção das suas câmaras, absolutamente inigualável, o que faz com que funcionem como um relógio Suiço (neste caso Alemão! :)). Nada se compara ao detalhe e precisão de uma Leica e assim é desde a produção do primeiro modelo em 1914.
O seu design teve poucas alterações ao longo dos anos, tendo-se tornado inconfundíveis os modelos M da marca. Numa Leica, nada está fora do sítio, tudo foi pensado meticulosamente e isso sente-se quando fotografamos com uma e vê-se nos resultados obtidos.

A Leica M2 é uma rangefinder de 35mm lançada em 1957 como sendo um modelo mais simples do modelo M3. O visor é luminoso com uma magnificação de 0.72 e com linhas de enquadramento de 35, 50 e 90mm para as respectivas lentes. Foi a sucessora da M3 e a seguinte lançada foi a M1 (o lançamento foi feito pela ordem inversa da numeração). As diferenças entre estes dois modelos prendem-se com as linhas de enquadramento diferentes e no caso da M3 faz um reset automático do contador de fotos tiradas enquanto que na M2 tem que se fazer esse mesmo reset manualmente.

Adquirir uma Leica é um dos investimentos mais seguros que se pode fazer, pois a marca tem sempre tendência a valorizar, especialmente se for bem cuidada. Exemplo disto foi uma Leica de 1923, leiloada em 2011 por 1,9 milhões de dólares.

Curiosidade: a Fábrica da Leica, situada em Vila Nova de Famalicão, foi fundada em 1973 e é responsável por 90% da produção mundial da Leica, produzindo ainda hoje modelos analógicos, montados integralmente e peça a peça à mão, como se de uma peça de relojoaria se tratasse.


Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

#mef #omefsugere #maquinascomhistoria


 

Um fotógrafo às terças – Miguel Rio Branco

A fotografia humanitária que vai mudar o mundo é um blefe. Ela funciona por um tempo, e não vai atingir muitas pessoas. Além disso, a questão da imagem está absolutamente deturpada. Vivemos em um mundo em que tudo é marketing

Miguel Rio Branco, nasceu em 1946 nas Ilhas Canárias, filho de diplomatas brasileiros. Como tal, teve uma infância nómada, tendo passado por países como os Estados Unidos, Argentina, Suíça ou … Portugal. A diversidade de estímulos a que foi exposto terão contribuído para o seu ecletismo: Miguel é, além de fotógrafo, pintor e realizador. Aliás, as primeiras exposições públicas que realizou foram das suas pinturas – em 1964 (contava apenas 18 anos).

A fotografia surgem 1970. Nesse ano regressa a Nova Iorque (onde já tinha vivido entre 1964 e 1967) e ingressa na School of Visual Arts onde permaneceu apenas um mês (!) antes de ter decidido iniciar as suas explorações por conta própria da cidade com fotografia de rua (começando pela zona onde vivia e com maior ênfase nos bairros de Bowery e East Village).

A exploração fotográfica de Nova Iorque ressoa internamente e fá-lo descobrir pontos de contacto com a sua pintura e com artistas que admira como Goya: “I went into the decaying parts of New York, something I was already depicting in painting, but with my photography I explored the people there, not just the buildings. Although my photographs were black and white, the paintings I did during my early years in New York, employed color in a way that would come into my photographic work later on. I’m not a colorist like Matisse; I’m much darker like Goya – those colors were the colors of those old buildings in New York at that time.”

Em 1980, um fogo nos seus arquivos, em São Paulo, destruiu quase todo este legado. Salvaram-se os negativos que estavam com ele. Mas o melhor ainda estava para vir …

Rio Branco trabalhava como fotógrafo freelancer e director de fotografia de filmes quando se iniciou na fotografia documental e o seu trabalho rapidamente se destacou pelo seu carácter dramático. Fascinado pelos contrastes fortes e a saturação das cores tropicais, fez do Brasil o principal palco das suas explorações fotográficas. A ruina, a marginalidade, a pobreza, a exclusão marcam a sua obra. Em 1985 publicou o trabalho Dulce Sudor Amargo. Neste livro capta as diferentes faces da cidade de Salvador da Baía, desde o seu lado mais sensual e luminoso ao mundo de prostituição e mendicidade. Luz e sombra. Vida e morte. Sempre os contrastes – literal e metaforicamente.

Com um outro livro – Nakta – distancia-se do registo documental para seguir uma via mais experimentalista. Instalações, formatos híbridos nos quais vídeo e fotografia coexistem (bem como imagens extraídas de vídeo), têm vindo a marcar o seu trabalho. E a fotografia surge cada vez menos como imagem isolada: Rio Branco justapõe imagens. Em dípticos, trípticos e polípticos. Estas composições visuais encontram-se entre as mais fascinantes da fotografia do nosso tempo.

Impossível de ser etiquetado e colocado numa gaveta, o universo pictórico de Rio Branco é de uma riqueza inesgotável. Provavelmente o mais extraordinário fotógrafo brasileiro vivo.

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. A curadoria foi de João Jarego.


Amigo João.

Agradecemos a tua partilha e participação na rubrica “Um fotógrafo às terças”. A tua dedicação foi de grande importância para a divulgação da fotografia e contribuiu para o conhecimento fotográfico de quem acompanhou semanalmente os “teus fotógrafos”. A tua contribuição superou a nossa expectativa, muito obrigado.

Grande Abraço,

Luís Rocha

#umfotografoastercas


 

Encontrado na Net. #21

Às quartas-feiras, com pesquisa de Tânia Rodrigues, divulgamos na página do facebook do MEF a rubrica: #‎encontradonanetmef‬.

E se vos tirassem uma fotografia na rua há 20 ou 30 anos atrás e a repetissem hoje, as diferenças seriam muitas? Foi o que o fotógrafo de rua Chris Porsz fez. Descubram as semelhanças e as mudanças.

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#1 Dog And Tina (1985 And 2015)
O restante trabalho em:

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Constantine Manos

“Try not to take pictures which simply show what something looks like. By the way you put the elements of an image together in a frame show us something we have never seen before and will never see again.

Constantine Manos, filho de emigrantes gregos – como o seu nome deixa adivinhar, nasceu no estado da Carolina do Sul, Estados Unidos, no ano de 1934. Começou a fotografar com 13 anos – idade com que ingressou no clube de fotografia da escola que frequentava. Licenciou-se na Universidade da Carolina do Sul (em 1955) com um major em literatura inglesa. Fez o serviço militar, após o qual se mudou para Nova Iorque. Trabalhou para a Orquestra Sinfónica de Boston e diversas publicações.

No período compreendido em 1961 e 1965 regressa às suas origens e vive na Grécia, dedicando-se a fotografar o seu povo, os seus costumes e a sua paisagem.

Regressa aos Estados Unidos. Abraça a cor e é aqui que encontra o seu “elemento”. Fotografa a cultura e modo de vida americanos e fa-lo com cores vívidas. As imagens do seu volume “America Color” foram captadas na sua totalidade em Kodachrome 64; no seu “segundo take”, “America Color 2” já coabitam imagens captadas em filme e suporte digital. Tem-se mantido fiel à Leica e a summicron 28 tem sido a sua lente de eleição.

A fotografia de Manos enquadra-se claramente na categoria de fotografia de rua. Esta é, porém, uma expressão que não aprecia: prefere chamar-lhe “photography in the public domain”. Manos não se interessa por imagens que não incluam a figura humana. E dá uma maravilhosa explicação para tal: “Shooting people is more beautiful, because it is more difficult.”

A dificuldade é ainda maior por Manos ser tímido e não gostar de dar nas vistas quando fotografa. Para mais, fotografar com uma lente de 28 mm implica proximidade … Manos partilha três conselhos para se aproximar sem se fazer notar: “Don’t move abruptly, a hunter doesn’t jerk around and is smooth when hunting.”, “Don’t make eye contact with your subjects (and they won’t notice you).” e “Pretend like you’re photographing something behind somebody.”

Inevitavelmente, surgem situações nas quais é “apanhado”. Nessas, se alguém lhe pergunta o que está a fazer, responde “I’m just a photographer having a nice time.”

Um aspecto notável na fotografia de Manos é sua complexidade. Uma complexidade que nunca deixa de ter “leitura” e não se torna confusa. Este “flirt” com os limites do caos fascina-me. E é uma complexidade que se desobra em duas dimensões.

Temos, por um lado, uma complexidade “física”. Esta manifesta-se na profusão de elementos que compõem a imagem. Pessoas, objectos, animais, coisas. Cores. Formas. Planos.

Por outro, complexidade “emocional”. Há um elemento de mistério, de intriga no que se passa. Para tal contribui a escolha judiciosa por parte de Manos do que é mostrado. Mas, não menos importante, do que fica por mostrar. São imagens que questionam. Quem é aquela gente? Qual a relação entre as pessoas que surgem na imagem? O que sentem? O que fazem aí?

Este elemento de mistério é reforçado por outro dos princípios de Manos: “Never take a picture of anyone looking at the camera, or else the photo is destroyed.” Não concordo com Manos, mas percebo-o. Creio ser algo que faz sentido na sua visão fotográfica do mundo, mas que não pode ser generalizado como princípio absoluto. Porém, na senda do aprofundamento do “mistério”, esta é uma estratégia eficaz e que contribui para a referida complexidade emocional das imagens de Manos.

Um dos olhares fotográficos mais frescos e inspirados do nosso tempo.

manos_01Crete. Chania. 1967. Man reading newspaper. "A Greek Portfolio" p.87manos_03USA. New York City. 2004. Times Square.manos_05manos_06manos_07USA. Fort Lauderdale, Florida.  2000.USA. Daytona Beach, Florida. 1999.manos_10manos_11USA. New York City. 2005. Times Square.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Curadoria de João Jarego.

#umfotografoastercas


 

MÁQUINAS COM HISTÓRIA, Yashica Mat-LM

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Desta vez trazemos-vos uma máquina totalmente diferente das que temos falado até agora. Ao contrário das SLR, as TLR tal como o nome indica (Twin Lens Reflex), possuem 2 lentes e geralmente nenhum prisma. E não ficam por aí as diferenças, geralmente os comandos de uma SLR encontram-se na parte superior da máquina fotográfica e o viewfinder na parte de trás, enquanto que numa TLR a parte superior está reservada para o viewfinder e os comandos na parte frontal. A lente superior está destinada ao viewfinder, enquanto que a lente inferior é onde fica o diafragma e por essa razão é a lente através da qual será registada a fotografia. Temos assim, uma lente de simples visualização separada da lente que efectivamente regista o momento.

Introduzida em 1958, a Yashica Mat-LM foi uma sucessora da Yashica Mat, tendo como principal diferença em relação à sua antecessora a existência de um fotómetro de células de selenium na parte frontal, daí a diferença no nome – LM = Light Meter.
É uma máquina totalmente mecânica, não necessitando sequer de pilhas para o fotómetro, de construção sólida e utilização bastante fácil.
O disparador (da marca Copal) tem velocidades de 1 segundo a 1/500 e Bulb, enquanto que as aberturas vão de f:3.5 a f:22. A sincronização do flash faz-se em todas as velocidades selecionadas.

Por cima da lente superior encontramos um mostrador com as indicações da velocidade e abertura selecionadas. A colocação do viewfinder na parte superior da máquina, obriga a que a posição do nosso corpo para tirar uma fotografia seja a de olhar para baixo, enquanto agarramos no corpo da máquina.

No caso da Yashica Mat-LM, todos os instrumentos necessários para a seleção de velocidade e abertura e para a própria visualização da imagem, estão alinhados de tal maneira, que ao olharmos para baixo para o viewfinder, conseguimos ao mesmo tempo ver as medições do fotómetro e a seleção das velocidade e aberturas sem que tenhamos que desviar muito o olhar do viewfinder. Por tudo isto, esta máquina torna-se um exemplo de perfeição ergonómica e estética.

Como é utilizar a Yashica Mat LM no dia-a-dia?

Para quem nunca utilizou este tipo de máquinas demora um pouco até que nos adaptemos. Como só tem um espelho e não tem prisma, o que se encontra à esquerda aparece na zona direita do viewfinder e vice-versa, o que pode ser um pouco confuso de início. Por não existir o movimento do espelho (que existe nas SLRs), é uma máquina muito silenciosa e por isso torna-se muito discreta. Não é uma máquina tão intrusiva, pois não a apontamos diretamente ao objeto fotografado e talvez por isso e por ser uma máquina diferente do que geralmente se vê tem uma receptividade muito maior por parte de quem é fotografado em comparação com outras máquinas.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica. Acesso ao arquivo desta rubrica em: Máquinas com história com autoria de Diana Goulão Marques e  Nuno Domingues da Vintage Dream Cameras.

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UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Sergio Larrain

“A good picture is born from a state of grace. Grace becomes manifest when one is freed from conventions, free as a child in his first discovery of reality. The game is then to organize the triangle.

Sergio Larrain nasceu em Santiago do Chile, no ano de 1931. Começou por estudar música antes de, em 1949, ter surgido a fotografia. Não permaneceu muito tempo na ribalta. Por opção própria, posou a máquina fotográfica, isolando-se e seguindo um caminho mais místico para a sua existência, preenchida pela prática de meditação e Yoga. As invulgaridades não ficam por aqui: com 17 anos foi estudar silvicultura para Universidade de Berkeley. Enquanto estudante trabalhou em part time (lavava pratos) e foi assim que conseguiu comprar a sua primeira Leica (!): “I saved my first money…and bought my first Leica, not because I wanted to do photos, but because it was the most beautiful object that one could buy (also a typewriter)… for the first time in my life I had money to buy what I wanted.”

Com uma existência um tanto nómada (acompanhando os seus pais), deslocou-se para o Michigan aos 19 anos, daí para a costa leste dos EUA e daí para a Europa. Com 21 anos estava de volta ao Chile, onde viveu um ano numa casa alugada a um camponês. Procurava a solidão e encontrar-se a si próprio. Abriu um laboratório fotográfico em Valparaiso.

O seu descontentamento com a sociedade em geral e a frustração com a dificuldade em ganhar a vida através da fotografia foram crescendo de mãos dadas. Um dia, em desespero de causa, enviou algumas das suas fotografias para o New York Museum of Modern Art. Edward Steichen, então curador, adquiriu duas fotografias para a colecção do museu. Isto seria um ponto de viragem, tendo passado a expor e vindo a ser aceite para membro da agência Magnum (foi Henri Cartier-Bresson a sugerir essa possibilidade). A sua auto-estima estava agora recuperada.

Com 28 anos casou. E com o casamento veio novamente a vontade de isolamento … isolamento esse que, para ele, é indissociável da capacidade de criar: “…People that do creative work, have to isolate themselves, they are all hermits, one way or another…Picasso would live in a world of happiness, with his children and women as you have seen…far from ugliness, sadness…”

Fotografou (sempre a preto e branco), pintou e, especialmente, dedicou-se práticas místicas com a meditação e Yoga. Quando faleceu no início de 2012, com 80 anos, estava retirado da fotografia há três décadas.

Photography is a walk alone in the universe…The conventional world veils your vision, for photography you have to find a way to remove the veil.”

Esta é a forma filosoficamente poética (também na escrita não conseguia deixar de ser elegante) de Larrain dizer que vê a fotografia como um instrumento que nos educa a olhar. A ter uma percepção mais profunda e rica do mundo que nos rodeia. E essa descoberta é mais do que uma descoberta do mundo exterior. É, também (principalmente?) uma descoberta de si próprio. A fotografia fala eloquentemente de quem fotografa…

Por último, o elogio da autenticidade (e com o qual não poderia estar mais de acordo):

Don’t ever force things, otherwise the image would lose its poetry. Follow your own taste and nothing else. You are life and life is what you choose. What you do not like, don’t look at it, it’s no good. You’re the only criterion, but still look at everyone else.”

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Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Curadoria de João Jarego.

#umfotografoastercas 


UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Lee Friedlander

“It fascinates me that there is a variety of feeling about what I do. I’m not a premeditative photographer. I see a picture and I make it. If I had a chance, I’d be out shooting all the time. You don’t have to go looking for pictures. The material is generous. You go out and the pictures are staring at you.

Lee Friedlander nasceu em Aberdeen, no estado de Washington, EUA. Corria o ano de 1934. Sempre achei que a “polinização cruzada” entre diferentes disciplinas produz resultados interessantes do ponto de vista criativo. Com Friedlander a fotografia e a sua paixão de sempre pelo Jazz andaram a par (embora ele esclareça, para que não restem dúvidas acerca de qual a primeira, que o Jazz é a sua segunda grande paixão).

E como é que estas paixões se cruzam? Friedlander tinha 5 anos quando entrou no estúdio de fotografia local para levantar retratos do seu pai. Sem saber bem como, deu por si na câmara escura e ficou siderado com o processo de “aparição” das imagens em papel.

Mais tarde, quando frequentava o liceu, trabalhou numa loja de fotografia como assistente do fotógrafo local. Stan Spiegel – um DJ e fotógrafo freelancer – foi também alguém de quem recebeu umas “dicas” fotográficas. Com 16 anos conseguiu adquirir o seu próprio ampliador e sonhar em estabelecer-se como freelancer. O tal Stan Spiegel deu um “empurrão” ao passar a Friedlander alguns dos pedidos menos ortodoxos que recebia. Ambos gostavam de Jazz e podemos adivinhar que não terão sido raras as conversas entre Friedlander e o seu “mentor” sobre as suas duas paixões. Friedlander passou a ser presença frequente nas lojas de discos locais e sintonizava os programas de Jazz que passavam na rádio.

Sobre a sua constant procura da música com o seu amigo, “Anytime we could smell music, we were there. I had a friend who knew about an afterhours club, where the musicians would go and jam after they’d played. The place didn’t have a liquor license; I guess that’s how we got in. once there was a black group with an albino bass player, called the Cecil Young Quartet. It was quite modern for those times, in fact, very modern.”

E recorda o impacto profundo da primeira vez que ouviu Charlie Parker e Nat King Cole em Seattle: “I was dumbfounded. I somehow knew exactly where he was coming from. He made me understand that anything was possible.”

Quando se estabeleceu como fotógrafo a tempo inteiro, viria a começar por fotografar músicos de Jazz e a serem da sua autoria muitas capas de discos da Atlantic records.

Para os fotografar, deslocava-se como frequência à sua própria casa para assegurar que se sentiam tão confortáveis quanto possível. Interessava-lhe captar a essência dos músicos e não apenas a acção das suas actuações.

Numa sessão com o Miles Davis, o “master of cool” estava, paradoxalmente, bastante nervoso. Interrogado por Friedlander acerca da origem dessa tensão, Miles confessou-lhe que estava ansioso com o aspecto com que viria a surgir nessas imagens. Hoje, com o imediatismo da fotografia no domínio digital, a questão nem se colocaria … mas os tempos eram outros e Friedlander teve a ideia de ir buscar um espelho para que Miles se pudesse observar. Funcionou! Isto é um bom exemplo do que deve ser a procura na prática do retrato. Evitar as poses fabricadas, baixar as defesas do fotografado, capta-lo como é. Para lá da superfície. Como disse

Joel Dorn, produtor da Atlantic: “Lee’s pictures show who these people were when they weren’t being who they were.

Friedlander não se ficou pelo Jazz. Tem uma carreira longa (6 décadas) e eclética. Como curiosidade, são da sua autoria os nus da Madonna (a preto e branco e captados no final dos anos 70 quando ela ainda era uma desconhecida aspirante a artista.

Mas deixo-vos com mais uma deliciosa “subversão” de Friedlander: a quebra do tabu de que a sombra ou reflexo do fotógrafo deverá estar sempre ausente da fotografia.

Friedlander ignorou-o. Mais, publicou um livro dedicado ao tema: “Lee Friedlander: Self Portraits”.

Sobre esta obra, Peter Galassi comentou (de forma que me parece absolutamente acertada) o seguinte:

Friedlander, though, in a manner that was fast becoming a hallmark of his work, went after the idea like a dog for a bone, encouraging his surrogate self to behave like a character with a mindlessness of his own. His shadow became the protagonist of mini dramas of the street; or sometimes it was just the dopey bystander, or the nosy jerk who can’t resist poking his head into things.

Friedlander’s reflection, too, offered a wealth of opportunities for comic self-deprecation. Many of these picture are like in-jokes at a photographer’s convention, send-ups of the trials and tribulations of the trade.”


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor. Curadoria de João Jarego.


Máquinas com história, Nikon F2as

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Imagem e texto de © Vintage Dream Cameras

Nikon F2as

A Nikon F2as foi a última máquina totalmente mecânica lançada pela Nikon. Foi o modelo mais avançado e robusto da era totalmente manual. A sua sucessora, a Nikon F3, já tem o disparo electrónico. Considerada por muitos como a melhor máquina alguma vez produzida pela Nikon. Introduzida em 1977, a Nikon F2as destacava-se dos outros corpos F2, pelo seu photomic dp-12, que em vez da típica agulha usava leds para indicar a medição. Para condições de pouca luz este sistema era de melhor leitura, além disso contava com TTL com ponderação ao centro. A Nikon F2as é um sistema modular que dá para mudar prismas (photomic), ecrãs de foco entre outros acessórios.

A Nikon F2as era o que frequentemente se chama de máquina de guerra, uma máquina extremamente robusta, de óptima construção e fiável. A sua concorrência? A Canon F1, com as mesmas características em termos de qualidade de construção. Sabemos da história de uma pessoa que levava a sua Nikon F2as dentro da mochila enquanto ia de bicicleta, o mau desta história é que se esqueceu da mala aberta, tendo a máquina caído em andamento e andado aos trambolhões no alcatrão. Resultado? Algumas pequenas mossas mas totalmente funcional.

Como é andar com a Nikon F2as na rua?

Comecemos pelos aspectos menos positivos:

Lembram-se de termos falado da robustez e qualidade de construção no principio do artigo? Estas características têm um preço, o peso. E também sendo uma máquina grande é uma máquina que dá nas vistas e para transportá-la não podemos colocá-la no bolso como a Contax T2 ou a Olympus mju.

Talvez não seja a máquina mais indicada para uma pessoa com mãos pequenas.

Aspectos positivos:

É uma delícia utilizar esta máquina, tem um viewfinder luminoso e de fácil leitura. Comandos de abertura e velocidade colocados de forma ergonómica. Sendo uma máquina mais pesada também tem a vantagem em fotografar em velocidades mais baixas com mais estabilidade, para não falar do charme que a máquina transborda. Foi a máquina que mais nos custou vender no Vintage Dream Cameras, adorávamos fotografar com ela e chegámos a ponderar várias vezes se a vendíamos ou não.


Nota: esta rubrica não pretende ser um compêndio exaustivo da história das câmaras fotográficas, pretende apenas ser o reflexo da paixão que os autores sentem por alguns dos equipamentos com que se têm cruzado ao longo da sua aventura fotográfica.

#mef #omefsugere #maquinascomhistoria


 

UM FOTÓGRAFO ÀS TERÇAS – Josef Koudelka

 

“Não tenho a pretensão de ser um intelectual ou filósofo. Limito-me a olhar.”

Josef Koudelka nasceu na República Checa corria o ano de 1938. As suas primeiras fotografias, enquanto muito jovem, foram captadas com uma pequena máquina de baquelite.

Licenciou-se em engenharia aeronáutica na Universidade Técnica de Praga (obteve o grau em 1961). Nesse mesmo ano foram também pela primeira vez expostos trabalhos fotográficos da sua autoria.

Durante alguns anos (até 1967) acumulou a prática de engenharia com a fotografia. Nesta fase trabalhou com essencialmente com publicações ligadas ao Teatro. Como nota pessoal, sempre senti que existe um carácter fortemente teatral na fotografia de Koudelka … o que não é claro para mim é se foi isso que o levou ao teatro ou se foi a exposição ao teatro que moldou o seu olhar.

Em 1968 regressou à República Checa apenas dois dias antes da invasão pelas tropas soviéticas. As suas (extraordinárias) fotografias da invasão foram publicadas sob pseudónimo (com receio de represálias sobre si e a sua família). Curiosamente, foram captadas sem o intuito de vir a ser publicadas. Koudelka fotografou como se fossem (apenas) para si. “I’d just gotten back from Romania, where for months I was photographing Gypsies, and my friend called me and said, “The Russians are here.” I picked up the camera, went out on the street, and I photographed just for myself. I’d never photographed events before. These pictures weren’t meant to be published. Finally they were published one year later, which is interesting, because they weren’t news anymore.”

Estas mesmas fotografias (ainda anónimas) receberam a medalha de ouro Robert Capa no ano seguinte. Torna-se um exilado político em 1970 e junta-se pouco depois à agência Magnum. O resto é história.

E é uma história de liberdade. Tem sido um nómada, fotografando apenas o que lhe interessa e em diferentes geografias onde se demora o tempo que for preciso. Nunca procurou o luxo ou o conforto. Há múltiplos relatos de ter dormido no chão com os ciganos quando fotografou essas comunidades. Ou de ter dependido de colegas da Magnum para ter acesso a película e a meios para a poder revelar.

Sem família, casa ou rendimento fixo, tem como luxo ser dono do seu tempo. Como referiu numa entrevista:

Laura Hubber: You’re famous for not taking assignments. How do you choose your subjects?

Koudelka: I know what I want to do and I do it. And I’ve created conditions so I can do it—I’ve been doing it for 45 years. People who do assignments are being paid and they are supposed to do something. I want to keep the freedom not to do anything, the freedom to change everything.”

Koudelka é também assumidamente uma pessoa intuitiva. Em todos os aspectos da sua vida e, naturalmente, fotografia incluída. Questionado sobre como escolhe os seus temas: “I’m an intuitive person. You know, people ask all the time why I photographed gypsies. I’ve never known. I’m not particularly interested to know.”

Empatia. Koudelka disse que nunca conheceu uma má pessoa. E elabora: “Have a look at the Russian soldiers [nas minhas fotografias da invasão de Praga]. Okay, they were invaders. But at the same time, they were guys like me. They were maybe five years younger. As much as it might sound strange, I didn’t feel any hatred toward them. I knew they didn’t want to be there. They behaved a certain way because their officers ordered them to. I become friendly with some of them. In a normal situation, I’d have invited these guys to have a drink with me.”

Ou, noutra circunstância, em Israel: “Once I was in East Jerusalem with a photographer friend who went with me. We were planning to eat sandwiches under the trees. Suddenly, soldiers ran over with guns. One of them hit and broke my camera. But when I looked in his face, he had the same fear as the Russian soldiers in ‘68. I’m sure if I’d had the opportunity to talk to this guy, he would never have done that.”

A fotografia de Koudelka é fascinante. O homem não é menos.


Os fotógrafos desta rubrica, estão disponíveis, após a sua publicação, em: Um fotógrafo às terças, com acesso ao arquivo por  nome de autor.


3 PROPOSTAS FOTOGRÁFICAS ÀS QUINTAS-FEIRAS: Golegã, Reino Unido, Avintes.

Continuamos a divulgar 3 atividades à quinta-feira,  sendo a imagem a base das nossas propostas.


captura-de-ecra-2016-10-06-as-15-50-53Decorre de 9 a 15 de outubro de 2016, a 5.ª Semana da Fotografia da Golegã organizada pelo Instituto Politécnico de Tomar através do seu mestrado em Fotografia e pelo Centro de Estudos em Fotografia da Golegã.


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Format – Festival de fotografia contemporânea no Reino Unido que ocorre na cidade de Derby, na Inglaterra. Tem edição bianual e expõe trabalhos de novos talentos da fotografia mundial.


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Existe há três anos consecutivos, o iNstantes – Festival Internacional de Fotografia de Avintes! O iNstantes já não é só um festival fotográfico. Na sua programação encontramos para além das exposições fotográficas, também concertos de música e apresentações de livros. Pela primeira vez, a Junta de Freguesia de Avintes assumiu ser a entidade organizadora, ficando Pereira Lopes com a responsabilidade da Direção do Festival.


Todas as sugestões desta rubrica estão disponíveis, após a sua publicação, em: 3 propostas fotográficas às quintas-feiras, com acesso ao arquivo por tipologia de sugestão.

#mef #omefsugere #3propostasfotograficasaquintafeira


 

ENCONTROS DA IMAGEM, TERRITÓRIO EXPANDIDO

Com a colaboração dos Encontros da Imagem, continuamos a divulgação de algumas das exposições que constituem este festival, que acontece em Braga de 20 de setembro a 5 de novembro.


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Clicar na imagem para aceder às restantes fotografias

EXPOSIÇÃO DE RUA

TERRITÓRIO EXPANDIDO

Avenida Central

O Projeto TERRITÓRIO EXPANDIDO dá corpo à parceria criada com o Festival Outono Fotográfico e o Festival Brasileiro Encontros de Agosto, e pretende reforçar a diversificação e internacionalização dos territórios da Lusofonia. Depois da sua estreia na cidade da Corunha, a mostra apresenta-se agora num das ruas mais emblemáticas da cidade de Braga e conta com o trabalho de artistas, galegos, brasileiros e portugueses, sob a temática “Periferia, Território e Identidades”

AUTORES: Alexandre Almeida, Angela Moraes, Berto Macei, Carla Andrade, Carla Cabanas, Celso Oliveira, Chico Gomes, Daniel Diaz Trigo, Eva Diez, Gentil Barreira, Inês D´Orey, Jarbas Oliveira, Jose Romay, Luísa Ferreira, Luís Barreiro, Luís Diaz, Marta Moreiras, Nívea Uchôa, Pauliana Valente Pimentel, Paulo Catrica, Sandra Rocha, Sheila Oliveira, Silas de Paula, Tiago Casanova, Tiago Santana, Valter Vinagre.


CONTA-NOS UMA HISTÓRIA: 1ª exposição MEF.

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O primeiro logotipo do MEF, tendo sido substituído pelo actual em 2006.

Quando fazemos 16 anos, recordamos a exposição que viria a assinalar o nosso nascimento enquanto movimento ligado à fotografia, em Março de 2000 inaugurávamos a 1ª mostra de trabalhos fotográficos do MEF.

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“Devido a cortes no orçamento, a luz ao fim do túnel será desligada por tempo indeterminado…”

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Pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, os autores presentes foram:

  • Francisco Pereira
  • Helder Dias
  • Ricardo Saraiva
  • Rodolfo Barros
  • Rui Luís
  • Susana Costa 
  • Susana Sanches

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MARÇO de 2000 no Teatro de Carnide em Lisboa.
Exposição em parceria com os Cursos de Fotografia da Junta de Freguesia de Carnide. 

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#contanosumahistoria

É possível aceder às nossas histórias em: CONTA-NOS UMA HISTÓRIA.