FOTO DE CAPA, Sticky Fingers dos Rolling Stones

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Foto de Capa #7: O carácter transgressor e polémico de certa música popular e do rock’n roll em particular sempre foi algo não circunscrito à música mas também presente na imagem e no seu poder iconográfico. Dentro das capas de disco que traduzem esse espírito e que por isso mesmo se tornam marcantes, a de “Sticky Fingers” da autoria de Andy Warhol, é uma referência obrigatória. A imagem, a preto e branco, mostrando um grande plano de um modelo masculino, com as calças de ganga justas a acentuarem a forma dos genitais, foi captada por Billy Name , um dos colaboradores de Warhol, usando uma Polaroid. O design da capa é de Craig Braun. O impacto da imagem ganha pela sua ambivalência. Por um lado representa o lado másculo do rock’n roll, que os Stones (a par de outros grupos de hard rock emergentes como os Led Zeppelin) encarnavam (e não por acaso muitos assumiram que era Mick Jagger o modelo fotografado). Por outro, e de uma forma mais subversiva, há um conteúdo homoerótico latente, a criar uma ligação inusitada dos Stones ao underground nova-iorquino do qual fazia parte Warhol e o estúdio de arte por si criado, a Factory. De acordo com Braun, a capa de Fingers demonstrava (intencionalmente ou não) que os Stones mantinham a sua aura de banda ultrajante mas que, ao surgir após um período negro que culminou com o assassinato de um afro-americano num concerto em Altamont, movia os Stones da sua aura satânica para um território mais pacífico como o do sexo e da luxúria.

Factos adicionais:

– A edição original da capa apresentava um fecho verdadeiro que ao abrir-se mostrava uma imagem de, alegadamente, um outro modelo em cuecas na capa interior. Contudo esta versão foi rapidamente abandonada em edições subsequentes porque a abertura do fecho danificava o vinil.

– A identidade do modelo fotografado nunca foi assumida embora haja a certeza de que se tratava de um modelo da Factory, provavelmente Joe Dallesandro.

– O disco foi censurado em Espanha durante o regime de Franco pelo facto de o conteúdo da capa ser considerado ofensivo para a Igreja Católica.


Foto de Capa, insere-se na nova proposta do MEF de divulgação da fotografia. Com autoria e curadoria de Pedro Nunes.

#fotodecapamef #mef #omefsugere


 

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Curso de Iniciação à Fotografia

O Curso de Iniciação à Fotografia pretende dar a conhecer a fotografia enquanto forma diferente de interpretar a realidade. Tirando partido das câmaras fotográficas, os participantes utilizarão a fotografia como meio de exploração do seu próprio quotidiano, fotografando mediante directrizes estéticas apreendidas no curso.

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Este curso é constituído por uma parte teórica, em que é dada os princípios básicos da fotografia. Serão realizados três trabalhos práticos em que se aborda a vertente da fotografia digital e da fotografia convencional (com laboratório químico de preto e branco).

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Conteúdo programático (resumo)

Os vários tipos de máquinas fotográficas e a sua adequação a cada estilo fotográfico: compactas, SLR /DSLR, câmaras de visor directo (telemétricas), Mirrorless. Objectivas: autofocus e foco manual, luminosidade, distâncias focais. Corpo da máquina: obturador, diafragma, profundidade de campo, congelamento, arrastamento. Fotometria: ISO, controlo da exposição. Acessórios: Flash, filtros. Composição: enquadramento, regras de composição, visualização de trabalhos fotográficos autorais, análise dos exercícios realizados durante a ação de formação. Iluminação: Luz de enchimento, luz lateral e frontal. Luz reflectida e luz direta. Medição de luz: Reflectida e incidente. Temperatura de cor e balanço de brancos. Exercícios práticos com análise e crítica, 3 saídas fotográficas em ambiente urbano e rural.

No final do curso de iniciação à fotografia os formandos deverão estar habilitados a:

·  Identificar os princípios básicos da técnica fotográfica;

·  Trabalhar com os princípios básicos da estética fotográfica;

·  Utilizar a câmara fotográfica em modo manual.


Marrocos 2017, obrigado!

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Imagem de Luís Rocha, Mazik, Imlil, Marrocos, 2017

Termos a possibilidade de voltar ao mesmo lugar, é ter o privilégio de tirar dúvidas daquilo que numa primeira oportunidade não conseguimos apreciar. Voltar onde fomos felizes, é ter a certeza que a felicidade não foi uma sorte ou mero acaso, mas sim uma relação positiva do que procurámos e recebemos. Organizar uma viagem com diferentes pessoas é querer passar essa experiência de felicidade que encontrámos, mas o mais rico de viajar para o mesmo lugar com novos grupos é ter a riqueza de aprender com todos os que te acompanham e com o que cada um tem para nos ensinar. Queremos agradecer a todos os acreditam nas viagens do MEF, por nos fazerem crescer enquanto associação fotográfica.

šukran!

Texto de Tânia Araújo


 

Junta-te a este movimento!

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